50 Tons da Vida – Cap 23

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Voooooltamos!

Pensei em continuar a historia da mudança, até porque ela fica bem legal depois. Mas como ontem foi dia dos namorados e tudo mais, decidi contar uma outra historia hoje. Lá nos Estados Unidos o Dia dos Namorados é comemorado dia 14 de Fevereiro, dia de São Valentim, ou melhor, Valentine’s Day.

Na tradição deles não se trocam presentes só com namorados, mas com todos aqueles que você tem um bom sentimento e isso pode incluir também melhores amigos e coisas do tipo. Bom, eu estava na época com um leve caso. Era a Dominique. Ela era Angolana e estava fazendo um curso de 3 meses na faculdade de lá. Eu já estava morando no meu apartamento. Ela era linda. Não muito alta, mas esbelta, negra, tinha um cabelo estilo black power e um bom humor contagiante, assim como um sorriso largo e um abraço apertado.

Nos conhecemos naquele pub que eu frequentava e no primeiro dia já rolou uma super química entre a gente. Ficamos uma semana direto, todos os dias, até eu levar ela pra dormir lá em casa. O que, by the way, foi delicioso. Ela era muito boa de cama, ela era romântica e fogosa na medida certa. Mas enfim.

Ficamos os três meses dela juntas, ainda nos falamos algumas poucas vezes quando ela voltou pra casa, mas depois de um tempo, passou. Entre esses três meses passamos o Valentine’s Day juntas. Para ser bem sincera, eu nem estava me ligando muito nisso, até porque não tinha me acostumado com o fato do Dia dos Namorados ter mudado de dia né? Mas parece que a Dominique tinha lembrado.

Ela tinha livre acesso ao meu apartamento. Era só chegar e pegar a chave extra que ficava escondida debaixo do vaso no outro lado do corredor. Aliás, toda vez que eu terminava um caso/namoro tinha que mudar esse local estratégico. Acho que eu era bem aquele tipo de lésbica que com 2 semanas de namoro já queria casar e como morava sozinha isso se tornava bem mais fácil. Também né, quem não gosta de sexo garantido, carinho ao acordar e dormir de conchinha? Eu gostava e queria ter isso sempre. Me sentia muito sozinha por lá.

Mas voltando…no dia 14 de Fevereiro eu estava trabalhando e só chegaria em casa a noite. Estava cansada e doida por um banho quando entrei no apartamento e congelei de susto. No bom sentido. O cheiro que estava no corredor, que eu nunca imaginaria que era do meu apartamento, era a Dominique cozinhando um Yakisoba especial com batatas fritas (não estranhem, combinam super bem) só de calcinha e sutiã no meu fogão, que até então, so tinha feito brigadeiro. GENTE! Era o meu sonho de consumo. Eu tinha uma cozinheira gostosa, semi-nua e que me daria sexo mais tarde me esperando.

Além disso, a casa estava toda arruma e o quarto cheio de rosas espalhadas com uma música de fundo e uma caixa de bombom em cima da cama. Eu fiquei tão emocionada que quase chorei. Quase. Porque na verdade eu não chorava naquela época. Fui na cozinha, a peguei pela cintura e dei um daqueles beijos quentes de deixar qualquer pessoa sem ar. Já ia a agarrando quando ela me mandou para o banho e disse que era pra eu colocar a roupa que estava lá dentro.

Tomei o banho e coloquei a roupa que ela tinha mandado. Uma cuequinha boxer vermelha e uma camiseta branca, lisa. Bem do tipo que eu costumava usar. Cheguei na sala e o jantar estava posto perto do sofá, onde sentamos, comemos, conversamos e rimos bastante. A noite estava indo super bem e tranquila até acabar a comida. Colocarmos a louça na pia, apagarmos as luzes e irmos para o quarto.

Bom, aí ela REALMENTE me deu o presente de Valentine’s Day. Era um sexo louco, selvagem e cheio de unhas, mordidas, chupões e pegadas com força. Foi uma loucura de bom, foi delicioso e foi cansativo. No dia seguinte matamos as aulas da manhã e repetimos a dose. Não com toda a vontade, mas com bastante tesão também.

Por incrível que pareça esse foi o único Valentine’s Day que passei acompanhada por lá. Mas foi especial, porque aquele sexo, acho que nunca vou esquecer.

Ahhhh, na próxima eu termino de contar da minha mudança tá? Vale a pena esperar pra saber! 😉

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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