50 Tons da Vida – Cap 20

Parei na melhor parte né? Calma meninas, é só para vocês ficarem curiosas! Voltamos com a continuação! o/
Então sem muita enrolação, vamos aos fatos.

O elevador demorou muito a chegar a algum lugar. Senti o baque dele parando e ouvi as portas se abrindo. Donna me abraçou por trás e mandou que eu andasse, ainda de olhos fechados. Me guiou até mais a frente e me mandou parar. Ela abriu uma porta ou janela, ainda não sabia, pois senti um vento frio cortando meu rosto. Ainda bem que estava agasalhada. Ela me puxou, me colocou mais perto da janela, me abraçou por trás novamente e com os lábios bem perto do meu ouvido sussurrou:

– Tenho duas novidades para você. Aliás, são três. Vou falar as duas primeiras e aí você poderá abrir os olhos, ok?

Respondi com um movimento de cabeça, eu estava super ansiosa. O que aquela louca estava querendo, gente? Como assim de uma hora para outra ela passou a ser a pessoa mais romântica do mundo? E aquele papo de namorado e de que não queria nada serio? Ai gente, eu estava muito tensa. Só de lembrar já fico com dor no estômago. Enfim, continuando a situação. Ela continuou falando, ainda na mesma posição, bem próxima do meu ouvido, com os braços enrolados na minha cintura.

– Eu não quero que você vá embora. Sentiria muito sua falta. E é por isso que eu corri atrás e consegui um emprego para você na faculdade. Não é grandes coisas, mas você poderia continuar estudando e trabalhando por aqui e assim você não precisaria ir embora.

GENTE! EU COMECEI A CHORAR IGUAL A CRIANÇA! E antes de continuar ela me pediu para que não abrisse os olhos de forma alguma e eu obedeci. Estava maravilhada com tudo que aquela menina estava fazendo por mim. Afinal, o que ela tanto queria de mim agora? Porque esse amor enorme? Porque tudo isso? Porque agora? Mas não interessava, ela tinha me conseguido um emprego e agora eu poderia convencer minha mãe a ficar e eu não precisaria me afastar de tudo aquilo que eu tinha ali que me fazia tão feliz. Ainda com lágrimas de alegria escorrendo no meu rosto, deixei ela continuar o que dizia.

– Bom, eu não faria esse esforço todo por qualquer pessoa. A segunda coisa, ou melhor, novidade, é que eu me apaixonei. E essa não é uma novidade para você não, mas para mim também. Eu nunca me imaginei apaixonada. Nunca imaginei que seria por você, nunca imaginei que seria assim. A ponto de me fazer perder o sono pensando em você. A ponto de te ver na rua em outros rostos e a ponto de te querer todos os momentos. Agora você pode abrir os olhos.

PUTA QUE O PARIU! Eu estava no alto do Empire State, com a cidade toda aos meus pés, aquelas luzes lindas lá embaixo, aquela maravilha toda. Aí já era. CHOREI LITROS! Não me segurei e comecei a chorar muito. Era de alegria, emoção e todos os outros sentimentos bons juntos. As lágrimas estavam salgando minha boca quando olhei para Donna que estava ainda com as mãos na minha cintura, chorando também, não tanto quanto eu, mas chorando também. Ela me beijou rapidamente, se ajoelhou a minha frente e perguntou se eu queria namorar com ela. Gente, vocês não imaginam a minha cara né? Aquela menina era a coisa mais linda do mundo! Ela era fofa, romantica, bonita, engraçada e estava ali, aos meus pés, me pedindo em namoro. Não me aguentei, me ajoelhei na frente dela e a beijei com vontade de ficar para sempre naquele beijo.

Quando finalmente nos acalmamos, vi que tinha uma mesa esperando nós duas para jantar. A menina era minha namorada há alguns minutos e já era a melhor do mundo. Comemos um sanduíche e depois eu descobri que ela cobrou um favor de um amigo para termos esse jantar meio exclusivo lá em cima. Conversamos sobre tudo, perguntei como isso tudo tinha acontecido, queria saber mais sobre o emprego e nos declaramos algumas vezes. Até que fomos expulsas. Já era tarde e precisavam fechar tudo senão ia dar problema ao pessoal de lá. Fomos nos abençoar com as estrelas agora.

Bom, o resto da viagem vocês já devem imaginar né? Foi uma perfeição só. Declarações, beijos, amores e muita alegria. Parecia um conto de fadas que eu estava vivendo. Eu não queria que aquilo acabasse mais. Infelizmente, domingo a noite pegamos o vôo de volta e por mais que eu estivesse triste de voltar, estava feliz pelo emprego e pela certeza de que não voltaria tão cedo para o Brasil. Agora era organizar a vida e iniciar uma nova etapa. Até porque agora tudo era diferente. Eu estava namorando.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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