50 Tons da Vida – Cap 18

Voltamos meus amores!! Desculpem a demora, Delle esteve dormindo o feriado inteiro! Mas não se preocupem, voltei, estou aqui como prometido para terminar de contar a história da Jenny. Sei que vocês ficaram curiosas e eu estou aqui para matar essa curiosidade de vocês!

Bom, resumindo o que contei da última vez, a Jenny está em uma aula junto comigo, um daqueles cursos rápidos, de 4 segundas-feiras. Ela foi me dar uma carona até o meu apartamento (que é do lado da faculdade) e dentro do carro ela me agarrou, me deu um beijo e pegou meu telefone com a desculpa de fazermos um trabalho juntas. E foi aí que eu parei.

Bom, eu não estava imaginando que o caso iria muito além, achei que era só uma mulher curiosa que viu em mim a chance de matar uma vontade e decidiu ser simpática e pedir meu telefone depois. Era segunda-feira ainda, estava arrumando comida, ou tomando banho, não lembro exatamente, quando ouvi meu celular apitando lá na sala. Imaginei que fosse alguma mensagem boba ou um email de propaganda, demorei a ver. Quando me aproximei vi um número desconhecido na tela e uma mensagem de texto:

“Que horas é sua aula amanhã?”

Fiquei tensa. Quem seria mandando mensagem a essa hora perguntando dos meus horários? Respondi:

“Quem é?”
“A Jenny”

UOOUUUUU!! Ela realmente me mandou mensagem? E tipo, alguns minutos depois? Gente, quem era essa mulher louca? Fiquei com medo, não quis falar meus horários logo de cara, decidi esticar um pouco mais a conversa.

“Desculpe, não sabia o seu número”
“Tudo bem. Que horas termina sua aula amanhã?”
“Desculpe mas, pra que voce quer saber?”
“Ia propor de nos encontrarmos e discutirmos o trabalho que o professor passou.”

Gente, não sabia mais o que fazer. Achei seguro então marcar o trabalho em um local público. Lembrei de uma cafeteria que tinha perto da minha casa, estilo Starbucks, com internet de graça e mesinhas. Perfeito para um trabalho. Marquei depois da minha aula lá, ela confirmou presença e terminou com um

“Boa noite menina linda”

PERAAAEEEEEEE. Está claro para vocês que haviam várias intenções por trás da mensagem? Pois é. As intenções existiam mesmo.

Dia seguinte, nada de mensagens. Assisti aula como todos os dias, mas sem conseguir tirar aquela mulher da cabeça. O que será que ela estava pensando de mim? Aliás, o que ela estava querendo de mim? Decidi não me preocupar, afinal de contas, o que me impedia de um bom sexo de vez em quando?

Chegou a hora do encontro. Cheguei cedo na cafeteria, sentei com meu computador e fiquei vendo algumas besteiras na internet enquanto a esperava. Como eu estava de costas para a porta, não iria vê-la entrar. Por isso mesmo quase caí da cadeira quando senti aqueles lábios leves e quentes presenteando minha nuca que no momento estava desnuda. Depois do susto e depois da risada dela me arrepiei dos pés a cabeça. A convidei para sentar, pedimos um café, enrolamos conversando sobre alguns assuntos superficiais da aula, fingimos que iríamos fazer o trabalho, mas já estava muito claro qual era o objetivo dela ali, e acabou que se tornou o meu também.

Nosso café já estava no fim quando ela passou a mão na minha coxa se encaminhando para o meio das minhas pernas e com um leve apertão me jogou o convite:

– Você mora aqui perto não é? Podemos ir lá?

Ahhh gente, não tive como recusar né? Nem pensei duas vezes, paguei os cafés e em poucos minutos estávamos no meu elevador nos agarrando loucamente. As mãos dela já estavam praticamente tirando minha blusa quando chegamos na porta do meu apartamento. Foi o tempo exato de girar a chave, entrarmos e fechar a porta. Minha blusa já estava no chão do apartamento.

Bom gente, aí o resto foi aquela maravilha. Ela era suave e sensual. Não era do tipo sexo selvagem, era uma coisa meio amor quente. Ela sabia muito bem fazer tudo aquilo. Usou mão, língua, dedos e tudo mais que vocês podem imaginar! Aliás, destaco aqui a habilidade incrível dela com a língua. Me fez gozar duas vezes com o oral. Uma loucura!

Já passava um tempo, estávamos deitadas na cama. Tínhamos acabado de fazer um 69 sensacional! Nossos corpos estavam suados, nus e ao contrário. Eu mexendo nos pés dela e ela, nos meus. Ríamos de cansaço e êxtase. Foi quando o celular dela tocou e como eu estava mais próxima peguei o aparelho para lhe entregar. Não pude deixar de reparar na foto de quem estava ligando. Eram dois meninos, gêmeos, lindos. Bom, entreguei o aparelho, ela atendeu enquanto levantava da cama, foi até a janela, falou baixinho, não consegui entender nada. E logo desligou. Curiosa que sou, não resisti a pergunta.

– Quem são os gêmeos? São lindos
– Meus filhos.

OOOOIIIIII??? Como assim filhos? Surtei. E não para por aí meus amores. A querida Jenny era casada. Com um homem. E tinha filhos. Casa. Família. Sogra. Churrasco no domingo e tudo mais que vocês podem imaginar. Pooois é! Na verdade ela era dona de casa. Mas para não emburrecer fazia alguns cursos e nesses cursos aproveitava para saciar a vontade que tinha de mulheres. Que aliás sempre foram a preferencia dela.

Resumo da coisa toda? Nas semanas seguintes nos encontrávamos quase todo dia. Ela dizia que tinha que fazer trabalho e eu aproveitava para fazer um sexo bom. Quando acabou o curso, apresentei o trabalho sozinha mesmo. E a Jenny? Bom, ainda me mandou umas mensagens na semana seguinte dizendo que estava com saudades. Mas nunca mais nos encontramos e depois de um tempo ela não mandou mais mensagens. Foi viver feliz e casada de novo. E eu? Bom, continuei com a minha vida né?

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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