50 Tons da Vida – Cap 17

Desculpe meninas, era para ter vindo antes!

Delle de volta para a alegria da mulherada! rsrsrsrs! Brincando meninas! Mas to de volta, sei que demorei, mas cheguei. Sabe como é né, acho que estou acertando minha volta aos EUA! Quem sabe? Enfim, contarei as novidades para vocês! Lembrei de uma historia que aconteceu quase no fim da minha viagem. Eu nem estava mais morando no campus, estava em um apartamento pequeno do lado da facul. Era bom! Eu tinha mais privacidade e podia fazer o que queria. E isso sempre atraía as meninas! Mas hoje vim contar uma historia de uma mulher.

Eu sempre gostei dos cursos rápidos da faculdade. Foi em um desses que conheci a minha professora brasileira preferida! Então, sempre que surgia um interessante eu me inscrevia. Dessa vez a matéria era Filosofia na Política contemporânea. Gente, eu amava política e filosofia. Logo, a matéria era perfeita né? Primeiros minutos da primeira aula, uma tristeza: só tinha gente mais velha. Ninguém de novo! Me senti até meio deslocada. O professor era muito bom e super inteligente. Decidi curtir o aprendizado. As aulas eram segunda feira de 20 às 22.

Já eram 20:30 e o professor já estava super empolgado discutindo governo Bush pai e Bush filho e eu super empolgada no meio do debate que nem percebi quando a porta abriu e ela entrou. O professor a olhou com cara feia pelo atraso e eu só fiquei na minha fazendo anotações e curtindo aquela discussão de altos QIs. Faltavam 30 minutos para acabar a aula, quando o professor anunciou que daria um trabalho para término da matéria. Era estranho, pois essas matérias não tinham notas e boletins. Depois ele esclareceu dizendo que não daria nota, mas que o trabalho era essencial para o entendimento da matéria. Como eu estava lá para aprender, estava disposta a fazer, mesmo que sozinha. Ele passou toda a dinâmica, explicou os objetivos e dispensou a turma quando eram 20:50.

Eu, como sempre, era uma das últimas a sair da sala. Demorava horas arrumando a bolsa e tal. Dessa vez não foi diferente. Terminei, acenei para o professor e subi as escadas em direção a porta. Já no corredor principal a vi parada um pouco mais a frente. De relance a reconheci, como a mulher que tinha chegado atrasada na aula. Ela me viu chegando próximo e deu alguns passos ao meu encontro. Não entendi muito, imaginei que fosse para me pedir a matéria que ela havia perdido.

– Oi. Eu sou a Jenny.

Ela se apresentou com a voz baixa. Bem tímida. Retribuí a apresentação e sorri sem graça. O papo tinha acabado sem nem mesmo começar.

– Vi que você estava prestando atenção na aula. Foi boa né?

– Foi sim. Gosto muito dessa matéria.

– Que interessante. Uma menina tão nova gostando de filosofia e política.

– Pois é. Devo ser estranha mesmo.

– Estranha eu não sei. Mas bonita, com certeza é.

OPAAAAAAA!!! Lá da onde eu venho, uma declaração dessas é claramente uma cantada! E das piores, ou melhores, não sei! Fingi que não percebi. Agradeci e apenas sorri. Novamente, o papo já tinha acabado. Mas ela era insistente.

– Você mora aqui mesmo?

– Não. Moro em um apartamento aqui perto.

– Posso te dar uma carona? Estou de carro.

PERA LÁ! Oferecer carona é uma desculpa para estar com a pessoa em um ambiente fechado e escondido, o que normalmente termina de outra maneira! Que que essa mulher queria, afinal? Enfim, aceitei a carona.

Papo vai, papo vem no carro. Chegamos na frente do meu prédio. Ela encostou no canto mais escondido e escuro e desligou o carro. Fiquei tensa. Já ia sair correndo quando ela, sem cerimonia alguma, colocou a mão na minha perna e apertou minha coxa de uma forma que fez meu corpo todo tremer. Gente. Que mulher abusada.

Nem tive tempo de pensar, ela se aproximou de mim e quando percebi meu corpo estava muito perto do dela e, cá entre nós né? Quem resiste a uma mulher mais velha dando em cima de você loucamente? BEIJEI MESMO, BEIJEI COM VONTADE, BEIJARIA DE NOVO!

Ela beijava bem. De uma forma menos quente que a Donna e não tão caliente quanto a brasileira louca. Mas beijava de forma carinhosa, gostosa. Era leve. Bom.

Na hora que consegui respirar, ia chama-la para subir, tomar uma café, discutir a filosofia da vida e a política da minha cama. Afinal, essa era a maior vantagem de morar sozinha né? Mas antes que eu abrisse a boca, ela me expulsou, delicadamente, mas expulsou.

– Já está tarde e eu preciso ir. Posso pegar seu telefone? De repente fazemos o trabalho juntas.

Bom, ela tinha pego meu telefone, ou seja, o próximo movimento era dela. Não meu. Eu achava que ela ia me ignorar pelas próximas 4 segundas-feiras de aula. Mas me enganei!

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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