20 e Poucos Anos – CAP 81

20 e Poucos Anos – CAP 81

CAP 81

Samanta mexia seu corpo em um movimento de onda que iniciava com a estocada de seu quadril entre as pernas de Sophie e terminava com seus seios tocando os da francesa que arfava com as mãos e as pernas abertas após um orgasmo dado por Sam que usava o objeto preso na sua cinta.

Sophie estava de olhos fechados gemendo baixo enquanto Sam continuava com os movimentos mesmo após o clímax.
Ver Sophie entregue deixava a morena mais excitada e, ao sentir que a francesa havia chegado a um orgasmo, ela voltou a dar velocidade aos seus movimentos enquanto mordia o ombro da mulher que estava embaixo dela.

– Sem marcas, mon amour! Meu marido chega amanhã. – disse Sophie baixinho e empurrando sem muita força a cabeça da inglesa, a qual soltou o ombro, porém segurou os cabelos de Sophie e disse aproximando-se de seu rosto.
– Para o inferno o seu marido! Aqui e agora você é minha puta e eu faço o que eu quiser! – e puxando a cabeça dela para o lado começou a chupar intensamente o pescoço da francesa ao mesmo tempo em que dava estocadas mais fortes em direção à região de prazer dela fazendo-a soltar um gemido crescente e segurar os glúteos de Samanta que se moviam para enfiar o objeto em seu orifício. A morena acelerou o ritmo e gemeu alto assim que alcançou seu clímax. Estava desacelerando quando Sophie falou:
– Continue! Continue! Não pare, meu amor! Não pare!
Mas Samanta parou. Sophie olhou consternada enquanto Sam tirava o objeto de dentro dela.
– De costas! – ordenou a inglesa ao mesmo tempo em que segurava a perna esquerda de Sophie e a colocava para o outro lado.

Assim que a francesa ficou de costas para Sam, esta levantou os quadris da mulher com as duas mãos e meteu com força o objeto dentro dela dizendo:

– Puta minha faz o que eu quero fazer e não o que ela quer. – e deu um tapa em um dos glúteos de Sophie deixando a marca de sua mão perfeitamente visível na pela branca. Então, voltou a fazer os movimentos puxando Sophie pela cintura e esta mordeu os travesseiros para soltar um grito de prazer enquanto Sam enfiava o objeto em sua região encharcada.

Desta vez, Sophie chegou ao clímax primeiro. Assim que percebeu isso, Sam se afastou, levantou-se da cama e depois de retirar a cinta falou para Sophie.
– Venha aqui! – disse ela apontando para o chão à sua frente.
Sophie moveu-se enquanto admirava o corpo moreno e suado de Samanta. Assim que ficou em pé Samanta disse:
– De joelhos!

Ela obedeceu e já sabia o que fazer, mas mesmo assim teve a cabeça direcionada por Samanta que começou a rebolar na boca da francesa a qual bebia seu líquido com voracidade enquanto segurava as coxas da morena. Assim que chegou a mais um orgasmo, Samanta cambaleou até a cama ofegante.
Não demorou para sentir um tapa forte na perna.
– Ai! – exclamou.
– Fille de pute! Eu falei para não me deixar marcas. – Falou Sophie e jogou a primeira coisa que estava ao seu alcance em Samanta, que não esperava por aquilo e foi atingida pelo travesseiro.
– Eu já lhe falei para não me dar ordens quando eu estiver no comando, Senhora François, ainda mais citando seu marido! A senhora pediu por isso! – disse Sam com feições cínicas.
Sophie jogou desta vez a cinta, fazendo Sam rolar na cama para escapar, e disse:
– Connasse (Cretina*)! Estou até com medo de olhar o estrago. E se direcionou para o banheiro sendo seguida pelo olhar sem vergonha da morena sobre seu corpo nu. – Merde! Merde! – Falou a francesa assim que se olhou no espelho. Ela saiu de lá fuzilando Sam com os olhos e disse pegando um fino roupão (pois iria pegar gelo na cozinha). – Mais uma semana usando praticamente os mesmo vestidos e blusas de gola alta por causa da falta de controle de uma, fille de pute.

Samanta levantou-se de um salto e disse em tom sensual ao se aproximar de Sophie por trás.
– Então estamos em casa não é mesmo, querida? De acordo com você, minha mãe é uma puta e, de acordo comigo, você é a minha putinha. – e arrancando o roupão do corpo de Sophie, jogou-a contra a parede penetrando-a com o dedo polegar e massageando um dos seios enquanto beijava suas costas.

***

Sophie fumava um cigarro deitada na cama com um lençol de seda cobrindo sua cintura enquanto Sam colocava suas roupas. Ela admirava a morena que passava a mão no terno com força, para desamassar um pouco, e lembrou-se de algo.
– Claude me telefonou ontem… – disse ela dando uma tragada em seu cigarro.
– E…? – perguntou Sam que agora calçava o sapato.
Ela soltou a fumaça no ar e continuou.
– E me disse que perdemos os Lafaiete.

Sam ficou tensa por alguns segundos, mas Sophie não percebeu, ela deu mais uma tragada em seu cigarro o que a fez fechar os olhos e em seguida soltou a fumaça calmamente.

Sam ficou pensativa. Ela tinha intenção de falar tudo à francesa, porém, ficara receosa desde que fizera a pesquisa de preços e mais ainda quando falou com os King em seguida.
– “Minha querida, Sophie François tem nos omitido muitas coisas desde que começamos a trabalhar juntos. – falou o Senhor King – Não estou dizendo que ela está nos enganando, apenas acho que deveríamos começar a andar com as próprias pernas para enfim começarmos a crescer. Uma moça rica como ela não necessita das “mixarias” que recebe aqui, como ela mesma já nos disse mais de uma vez, mas nós precisamos. O aluguel está atrasado; Madalena e eu não somos mais adolescentes, precisamos comprar nossos remédios e um telefone com certeza vai nos ajudar a aumentar os negócios. Mas nada disso será possível na atual situação. Vendendo ternos a esse preço e sem ter quer dividir com uma quinta pessoa, temos chances de melhorar as coisas por aqui e comprar um telefone.”.

Sam sorriu para ele de forma carinhosa, pois o homem sempre apoiava as suas ideias. Ele devolveu o sorriso e completou:
– Só não diga nada à Madalena. Ela com certeza preferirá contar tudo para a Senhora François. Por isso, para todos os efeitos, eu não sei de nada. – disse isso e deu uma piscadela para Sam, voltando sua atenção para uma calça que costurava.

Lembrar-se disso reforçou a decisão de não contar ainda a respeito dos Lafaiete para Sophie.

Na quarta ela iria até Paris tirar as medidas de todos e depois aproveitaria para fazer uma pesquisa de preços por lá e só assim chegaria a uma conclusão a respeito daquele assunto.
– Perdemos para quem? – perguntou ela calçando o outro lado do sapato sem levantar a cabeça.
– Ele ainda não descobriu, mas está determinado a isso. Agora ele quer conseguir ao menos a matriarca, pois daqui há três semanas haverá um grande evento en France e a Senhora Lafaiete ainda não se pronunciou sobre quem irá vesti-la.
– Bom, é apenas um evento. Quem sabe depois eles não escolhem outro ateliê.
– Verdade, mas se Claude descobrir quem é o alfaiate com certeza dará um jeito e teremos chances novamente. – disse Sophie levantando-se e caminhando nua para o banheiro.
– “Um jeito”? – perguntou Sam terminando de calçar os sapatos e olhando para a porta do banheiro aberta.
– Sim, mon chéri. Um jeitinho para que as coisas não saiam tão bem.
– Como o que? – perguntou Sam ficando de pé.
– Ah! Não sei, Sam! Talvez subornar algum empregado do tal alfaiate. Não sei. Claude tem seus métodos. – falou Sophie saindo do banheiro envolta em um roupão branco e grosso e caminhando na direção de Sam.
– Ele já fez isso antes?
– Quem sabe…Agora, vá! Tenho que me arrumar para uma reunião esta tarde e você aqui me distrai.
Sam sorriu sem muito entusiasmo e depois de dar um beijo quente em Sophie saiu, pensando que o jeito calmo com que ela falara a respeito da falta de ética de seu amigo era mais um ponto negativo contra ela.

G.G.

Escritora nas horas vagas. Tudo o mais é um mistério. Uma frase que define: "Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto." (Teatro dos Vampiros - Legião Urbana)

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