20 e poucos anos – Cap 7

20 e poucos anos – Cap 7

As duas sobressaltaram-se e Carina gritou enquanto ambas trabalhavam para arrumar o corpete dela:

– Até quem enfim alguém veio nos ajudar! – gritou Carina forçando um tom irritado.
– O que aconteceu, meu anjinho? Porque a porta está trancada? – perguntou a voz embargada de Lorenzo, do outro lado da porta.
– Trancada não! Emperrada! Essa não é a primeira vez que isso acontece. Da ultima vez Sam ajudou-me a sair. Mas dessa vez nós duas ficamos aqui dentro. Gritamos e nada.
– Não se preocupe linda Carina. Nós, os cavaleiros da Távola redonda, vamos tirá-la daí. – disse a voz embargada do Senhor Stuart.

Ouviu-se cochichos lá fora e então as vozes de vários homens começaram a contar.

– UUUUUUM…
– A chave. Cadê a chave? – perguntou Carina apressada.
– DOOOOOOIIIIISSS….

Sam começou a rodar feito uma barata tonta, mas conseguiu achar.

– TRÊÊÊÊÊÊÊÊSSSS…

Ela entregou-a para Carina que correu para a porta e encaixou a chave na fechadura.

– EEEEEEEE………..JÁÁÁÁÁ!!!

Um grande barulho se fez quando 5 homens esbarraram contra a porta da dispensa e abriram-na subitamente, pois Carina virara a chave bem na hora do impacto.

Dos cinco que haviam “arrombado” a porta, quatro caíram no chão e o quinto veio cambaleando, até que tropeçou nos que estavam caídos e todos começaram a rir estatelados uns sobre os outros.

Antonella veio acudir a filha que estava com um “aspecto abatido, pobrezinha”. Os homens levantaram e voltaram para o salão. Dona Antonella foi mimando a filha em direção aos quartos e Sam ficou sozinha na dispensa a pensar:

– Que diabos!

sig_Gabi

G.G.

Escritora nas horas vagas. Tudo o mais é um mistério. Uma frase que define: "Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto." (Teatro dos Vampiros - Legião Urbana)

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