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Tudo muda, tudo passa – Cap 9 – Parte 9

Partimos para a ilha de Santorini e ficamos no hotel Kavalári: um local extremamente incomum e que fica encravado em rochedos oferecendo vistas espetacularmente românticas.

Fizemos um maravilhoso passeio pelas ruínas da cidade da Thíra Antiga e ficamos freguesas das praias de Períssa e Kamári.

Permanecemos cinco dias na ilha, e na última noite, saímos para um romântico jantar no Nikólas. O local era uma tradicional taverna no coração da região de Firá, onde estávamos hospedadas, e evocava um clima bastante misterioso e agradável de Idade Antiga.

– Amanhã voltaremos para Atenas muito cedo?

– Não lindinha. Sairemos à tarde.

– Hum… – pensou – Então podemos cometer algumas extravagâncias… – sorria enquanto deslizava o indicador pelas bordas do copo.

– Que tipo de extravagâncias ainda não cometemos? – sorri maliciosamente – Curtimos todas as praias possíveis e imagináveis, – ri – até de nudismo! – Alex cobriu o rosto com uma das mãos e ficou vermelha.

– Eu prometi a mim mesma que enquanto viver nunca mais piso em uma praia de nudismo novamente. Nunca passei tanta vergonha na vida! – cobriu o rosto de novo.

– Ah, que é isso… Foi uma boa e divertida extravagância! – bebi um gole de suco.

– No seu caso que não tem vergonha, não é Samantha D’Ávila? No meu – apontou para si mesma – a coisa é bem diferente! – levou o garfo a boca.

– Ah minha gata, você pode ter tido vergonha mas valeu a ida! – ri – Bem, continuando com as extravagâncias, saracoteamos por um monte de sítios arqueológicos, visitamos mercados locais e a senhora inclusive comprou tudo e mais um pouco… – ri de novo – Saímos à noite, fizemos amor com uma religiosidade incrível… Que mais falta?? Se for provar droga ou mandar ver num ménage eu tô fora! – pensei – Quer dizer, dependendo do terceiro elemento… – olhei para ela esperando reação.

Levei uma cutucada por debaixo da mesa. Alex riu e balançou a cabeça negativamente.

– Ai Sammy, você… – sorriu – Eu digo algo do tipo provar das bebidas típicas. Estamos em um restaurante de legítima culinária grega. Por que não provamos o famoso oúzo?

– O que? O tal licor de anis?? – perguntei surpresa – A tal bebida que os gregos aí tomam e depois ficam tudo dançando e pagando mico? Tô fora! Os bichos bebem e ainda quebram os pratos do restaurante! – dei uma garfada na comida.

Alex riu de novo e disse:

– Amor, eles quebraram os pratos naquele noite em Míkonos não porque beberam demais, mas por conta de um costume. Em qualquer restaurante grego onde há danças típicas quebram-se pratos! Faz parte da cultura deles e nada tem a ver com se beber oúzo em excesso. – bebeu um gole de suco.

– Eu hein, que costume mais infeliz! – franzi a testa – De qualquer modo você sabe que eu sou natureba demais pra ficar enchendo a cara de… como fala mesmo? Oúzo!

– Não é encher a cara boba! – riu – É só provar um gole.

– Aiii… Tá bom Alex. Mas se você começar a dançar e quebrar os pratos não diga que não avisei!

– Boba! – me deu um tapinha na mão.

Caminhamos de mãos dadas por ruas que ofereciam lindas vistas para o mar. Pequenas luzes cintilavam nos barquinhos que descansavam sobre as águas, e a luz da lua prateava toda a cidade.

– Que coisa linda! Você tinha razão em querer conhecer esse país! – contemplava a paisagem – E viemos numa época ótima! Clima bom e ameno, e esse ventinho faz um verdadeiro carinho na gente.

– Verdade. – pausou um pouco – E bem acompanhada o lugar fica ainda mais lindo!
Olhei para ela e sorri. Ela retribuiu o sorriso. Paramos em um local, onde circulavam algumas pessoas, e ficamos abraçadas contemplando a vista. Ela estava nos meus braços e o vento jogava o cheiro de seu perfume diretamente em minhas narinas.

– Cheiro bom… – falei no seu ouvido.

Ela me puxou mais para perto de si e permanecemos assim. Desprezamos a existência de quem quer que fosse e apenas curtimos o momento. Depois de um tempo, Alex disse:

– O mar me lembra você.

– Ah, é? Por que?

– Porque você o ama, por causa dos seus olhos e por várias outras razões. Não consigo pensar no mar sem associá-lo a você.

– Deve ser porque eu sou uma rata de praia inveterada! – brinquei.

– Você se parece com o mar. Pode ser calma e gentil, bem como furiosa e arrebatadora. O mar é misterioso, não se pode contê-lo. Exatamente como você.

– Mas eu estou completamente contida! Não conta pra ninguém não, mas uma loura fez isso comigo. – beijei sua cabeça.

Ela virou-se de frente para mim e disse:

– Quero pedir uma coisa a você. E preciso que prometa que vai cumprir com o que lhe peço.

– Claro. – respondi desconfiada – O que é?

– Se eu morrer antes de você…

Senti um frio me correr a espinha e o coração acelerar.

– Pára com esse papo brabo de morte Alex – respondi um pouco chateada.

– Se eu morrer antes de você – repetiu – não quero ser enterrada. Quero ser cremada, e gostaria que você lançasse minhas cinzas no mar. E no Rio de Janeiro. – seu olhar parecia súplice – É uma forma de me sentir mais perto de você.

– Alex… – fiquei contrariada

– Prometa!

– Alex… – coloquei as mãos na cintura.

– Prometa, por favor!

Olhei bem para ela e respondi:

– Prometo!

Ainda curtimos uma praia pela manhã e voltamos para Atenas a tarde. Ficamos no mesmo hotel onde já havíamos nos hospedado. Chegamos lá às 17:00h.

Era 1º de maio, sábado, e o dia havia sido muito bonito, como aliás todos os outros até então. Jantamos em um restaurante nas redondezas do hotel e decidimos fazer uma caminhada para digestão. Alex também quis provar uma bebida típica chamada retsina, que segundo diziam era um vinho com sabor de resina de pinho, e aquilo me deixou com uma sensação de estar prestes a explodir, embora só tenha provado um pequeno copo.

Caminhávamos tranqüilamente em uma rua chamada Lykourgou até que apareceram dois homens nos cercando. Um deles segurava um canivete e o outro era um nanico que pulava como milho virando pipoca.

– ?ad? ?????! – dizia o nanico com voz bem grossa.

O do canivete olhava para todos os lados e de repente gritou uma coisa também. Alex arregalou os olhos e agarrou-se no meu braço.

Empurrei-a para trás de mim e golpeei bruscamente com o pé a mão que segurava o canivete. O homem soltou um grito e derrubou a arma. Em seguida dei um giro e o derrubei no chão. Bateu com a cabeça no meio fio e desmaiou. O nanico disse alguma coisa e saiu correndo.

– Ai meu Deus, Sammy, está saindo sangue da cabeça dele! – Alex colocou a mão sobre a boca e me olhou desesperada

– Calma linda, ele não morreu! – abaixei e coloquei a mão debaixo da cabeça do homem. Senti o sangue saindo de um corte pequeno – É só um corte.

– Só um corte? Sammy, estamos em outro país onde quase ninguém fala outra coisa além de grego e você aí nessa calma! Como iremos explicar isso?? E se ele morrer?? – abaixou-se também apavorada – Oh my God, please help him! – olhava para ele preocupada

– Não vai morrer! – olhei para ela fingindo segurança pois comecei a ficar com medo.

“Ai meu Deus eu não quero ser assassina, por favor, ajude esse traste aí!!”

Não demorou muito umas pessoas apareceram. Eram dois homens e uma mulher que se aproximaram perguntando coisas que não compreendíamos. Veio outra mulher com um pano molhado que Alex posicionou debaixo da cabeça do homem. Essa era a única que sabia falar inglês.

– Vocês não são daqui? Quem é ele? Precisamos de uma ambulância! – estava nervosa.

“De onde veio essa e com pano molhado a tiracolo??”

– Não somos daqui mesmo! Por favor, podem chamar a ambulância para nós? – Alex pediu nervosa.

A mulher falou uma emboleira para os outros e um dos homens sacou o celular. Alex e eu continuávamos abaixadas perto do safado e qual não foi nossa surpresa quando ele abriu os olhos e fez força para se sentar.

– ??t? ???? Otßa!! – o homem do celular disse para o ladrão

– ??O?s??! – ele respondeu se sentando e passando a mão na cabeça

A nossa intérprete deu o pano molhado nas mãos dele, que começou a esfregar na nuca. Como usava a cabeça raspada, pude perceber então que o sangue saía de um pequeno corte. Isso me tranqüilizou completamente. Os gregos conversaram mais algumas coisas, o ladrão se levantou, abraçou Alex e eu rapidamente, disse mais algumas coisas e foi embora. Daí o pessoal foi se dispersando, mesmo que desconfiado.

– Isso é incrível! – a grega nos abraçou também – Ele disse que estava sendo assaltado e por isso brigava com o ladrão. Daí vocês chegaram e você – apontou para mim – ajudou ele a lutar contra o mal caráter. Que incrível, sempre achei que mulheres lutadoras fossem coisa de cinema americano e japonês! – sorria impressionada

– Ah… – foi só o que consegui articular

– O coitado escorregou e machucou a cabeça. Graças aos deuses não foi nada sério. Nem quis ir no médico!

“Mas que ladrão malandro e kaôzeiro…”

– Ele não quer dar queixa na polícia. Acho que pelo menos vocês deveriam ir na polícia de turismo amanhã para descrever o bandido.

– Polícia de turismo?? – perguntei sem entender.

– Bem, já que está tudo bem, vamos embora. Foi um prazer ajudar e conhecê-los.
Amanhã nós iremos nessa polícia especial. – Alex me pegou pelo braço – Vamos logo daqui! – disse entre dentes.

Fomos para o hotel quase correndo.

– Ai Sammy, que medo eu senti!!! – circulava pelo quarto – E se aquele homem morresse? Já pensou? Capoeira mata, sabia?

– Mas ele não morreu! Alex, eu sei como posso bater em alguém e como não posso. – passei a mão nos cabelos – E o cara ainda foi safado o suficiente pra inventar uma estorinha e colocar o colega de bandidagem no fogo! – peguei uma garrafa de água

– Amor você não pode reagir a assaltos dessa maneira. E se eles tivessem uma arma de fogo?

– Se tivessem mostravam ela e não um canivete velho e espilongado!

– Sammy, isso podia ter acabado muito mal! – olhou para mim de cara feia

– Alex, relaxa, já acabou! – bebi um gole de água e circulei pelo quarto também – Eu não sou louca de reagir em qualquer situação de assalto, mas você precisa me entender: capoeirista, faixa vermelha, acostumada com malandragem… Eu me recuso a ser assaltada na Grécia e por dois bandidinhos de quinta categoria. Viu como o cara segurava o canivete? Completamente sem noção! E o nanico? Ah não! Eu jamais ia me perdoar por me deixar assaltar por alguém com metade da minha altura! – bebi mais água – E olha, – olhei para ela de novo – essa bebida maluca que a gente provou hoje me deixou empanzinada até agora!

Alex respirou fundo, passou as mãos no rosto, riu e foi até o banheiro dizendo:

– Ai Sammy, você não tem jeito mesmo… – parou na porta do banheiro, virou para trás e disse – Ah, ainda quero provar a aguardente tsípouro.

– Acho que a gente, quando chegar no Rio, vai dar uma esticadinha direto nos Alcoólatras Anônimos! Não tô te reconhecendo, minha linda… – disse pra mexer com ela

Ela correu para a cama e me arremessou dois travesseiros.

– Palhaça! – ria

Superado o episódio do dia anterior, tiramos o dia seguinte para um passeio cultural e extremamente relacionado com construção civil: visita detalhada a Acrópole.
Saímos logo cedo do hotel em direção a Acrópole. Cruzamos o Portão Beulé, primeira entrada oficial, e depois passamos pela Propileus, ou “nova” entrada. Haviam muitos turistas e o assédio dos guias é intenso, mas decidimos pesquisar por nossa própria conta. Alex levou um caderninho onde fez um monte de anotações relacionadas a arquitetura. Admiramos o Templo de Vênus, ainda do lado externo, e ao entrar efetivamente caminhamos para o Erectéion. Vi o Pórico das Cariátides e me lembrei do British Museum.

– Alex, há umas três Cariátides dessas no British Museum. Eu até fotografei. – comentei.

– Eu sei. Os ingleses pilharam muito do patrimônio cultural de outros povos. Nossos museus são a prova disso. – olhou para mim – Creio que você vá se chocar ainda mais quando chegarmos no Pártenon.

– É, né? Metade dele tá lá no museu de vocês..

– Pois é!

Visitamos o museu que fica perto do Erectéion, e depois fomos até o Pártenon, conhecidíssimo Tempo de Atena. O templo foi barbaramente pilhado e considero um milagre que Acrópole como um todo tenha conseguido sobreviver a séculos de roubo e rapinagem por parte de estrangeiros e desleixo por parte dos locais.

– No começo do século XIX, um inglês chamado Lord Elgin comprou dos turcos partes consideráveis do Pártenon e de outras construções da Acrópole, e vendeu para o Estado inglês por uma pequena fortuna.

– E os turcos por sua vez venderam o que não era deles… – comentei

– Sim. E até hoje os governos grego e inglês têm alguns probleminhas diplomáticos por conta disso.

– Não por menos, né Alex? – pensei em uma coisa e sorri discretamente – Esses ingleses são mesmo mestres em roubar coisas.

– Ah, não diga isso! Nem todos! – olhou para mim séria

– Todos sim, sem exceção. – fingi seriedade

Alex parou no caminho e pôs as mãos na cintura desafiadora.

– Se diz isso porque meu pai roubou meu dinheiro não justifica generalizar! Eu nunca roubei nem uma bala!

– Ah, você é uma pequena ladrona também. – continuei fingindo seriedade

Ela ficou vermelha e perguntou revoltada:

– E o que eu roubei Samantha D’Ávila???

– Meu coração! – coloquei as mãos sobre o peito

Ela sorriu, mordeu o lábio e me deu um tapa no braço.

– Bobona!

Puxei-a pela cintura e beijei-a nos lábios.

– Louca! – olhou-me sorridente e surpresa – Estamos em público! – afastou-se

– E no Templo de Atena, atrás de uma coluna de dimensões consideráveis. – sorri – Um lugar e tanto pra namorar escondido.

– Comporte-se, viu? – sorriu e continuou caminhando

Após muita observação e divagação sobre o estilo arquitetônico do templo, fomos até a Panagia Spiliótissa, um capela esculpida em rocha. Ainda passamos no Teatro de Dionísio e no Teatro de Herodes Ático. Ao fim, acabamos visitando Acrópole com tanto entusiasmo e detalhamento que esquecemos até de almoçar. Matamos a fome com uns biscoitinhos que havíamos comprado no caminho.

Saindo de lá, Alex se lembrou de algo e me puxou pelo braço excitada.

– Amor, hoje é domingo! Nós temos que aproveitar o tempo e ir em Monastiráki!!!

– E o que diabos é isso? – perguntei surpresa

– O mais famoso mercado-de-pulgas do mundo!! Nós não podemos deixar passar a oportunidade!! Vamos, vamos?? – parecia criança querendo brinquedo

– E o que seria um mercado-de-pulgas?? – levantei uma sombrancelha

– Um local onde se pode comprar de tudo: roupas, cerâmica, couro, jóias, prataria, comidinhas…

– Meu Deus Alex, mais compras? Eu já comprei umas coisas, e você já comprou meia Grécia!

– Deixa de ser implicante Sammy! Além do mais o dracma é uma moeda que vale menos que a nossa e temos que aproveitar a supremacia cambial. Nós não vamos a falência por conta de umas comprinhas no mercado.

– Alex, respeito com o dracma! Essa moeda é bíblica! Há que se ter respeito por ela. – disse brincando

– E eu vou respeitar fazendo bom uso dela.

– Ai, meu Deus! – abri a bolsa e peguei uma moeda de 2 dracmas – E você é que é culpado, dinheirinho maluco! Não me admiro que a viúva bíblica tenha perdido você!Quem mandou valer pouco? Aí minha inglesa endoida…

– Pare de tanto papo Sammy, vamos! – puxou-me pelo braço
“Oh my…”

Alex fez a festa no mercado e saímos de lá tarde. Andamos tanto que as sandálias me queimaram a sola dos pés. Chegamos no hotel com um monte de sacolas e eu pensava em como seria o retorno.

“Será que vai rolar multa por excesso de bagagem?”

– Sammy, e a programação para amanhã? – Alex tirava a roupa

– Penso em visitarmos a Ágora Antiga, que eu pensei em ver hoje mas não deu tempo, passearmos em Pláka e então no Templo de Zeus Olímpico. – tirava a minha também

– De Acrópole nós vimos muito da Ágora.

– Sim, mas eu faço questão de ver o pórtico de Átalo com mais detalhe. – sorri – Não foi só você que andou pesquisando…

– Eu sei!- sorriu e se enrolou na toalha – Depois de amanhã vamos no Museu Arqueológico e na Galeria de Arte?

– Vamos! Mas não podemos demorar muito porque nosso vôo para Londres será às sete e meia da noite.

– Ah, então a gente faz assim: acorda, arruma 95% das malas, vai no museu e almoça por lá, passa na galeria de arte rapidinho, volta para o hotel umas quinze para as cinco e sai daqui às cinco e quinze. Que acha?

– Por mim, tudo bem, se você cumprir com esses horários. – ri – E achei interessante essa coisa de 95% das malas.

Senti um travesseiro se chocando contra minhas costas.
– E olha dona revoltada, – olhei para ela sorrindo – amanhã à noite temos um programa chique.- peguei a camisola

– Qual??

– Vamos assistir um espetáculo na Sala do Mégaron. Creio que você vai gostar. O estilo é bem erudito. – sorri – É em grego, a gente não vai entender o que eles falarem, mas como a maior parte é música não acho que fará diferença.

– Ah, mas claro que eu vou gostar!! – sorriu – Por isso você trouxe o seu vestido preto, não é dona Samantha? Já sabia desse espetáculo. – a toalha afrouxou e caiu no chão

– É. Eu penso em tudo mesmo… – caminhei em direção a ela, já cheia de idéias

– Ai, Sammy, às vezes você me olha de um jeito… – deu uns passos para trás charmosamente

– De que jeito? – devorava seu corpo com os olhos enquanto me aproximava

– Parecendo um animal selvagem faminto… – pôs o dedo na boca sensualmente e encostou-se na parede

– E o animal tá com uma fome… – joguei-me de encontro a ela, levando os lábios diretamente em um dos seios.

– Oh, my God, my wild animal… – puxou-me pelos cabelos e jogou a cabeça para trás

Fizemos exatamente como o programado, e deu tudo certo. Alex tirou várias fotos, na verdade estava pior que vó Dorte no Brasil; cheia de rolos de filmes. E ainda fez questão de provar a tal aguardente maluca e essa foi a bebida que eu menos gostei. Forte como o que!