Search for content, post, videos

Tudo muda, tudo passa – Cap 9 – Parte 8

Apesar de tudo acordamos cedo e Alex estava louca para bater pernas por Atenas.

– Calma amor. Atenas ainda vai ter que esperar. Hoje nós estamos de saída para outro lugar. Aliás, hora de fechar as malas de novo.

– Para onde vamos?? – seus olhos brilhavam.

– Porto de Pireus. Vista roupas leves e confortáveis.

– Cool!! – saiu pulando como um coelho para dentro do banheiro

Vestimos roupas leves e saímos logo depois do café da manhã.

No porto pegamos uma embarcação que os gregos conhecem como Flying Dolphins. São hidrofólios um tanto parecidos com os Jumbo Cats da travessia Rio-Niterói. Alex estava tão feliz e animada que não parava de sorrir e de devorar as paisagens com o olhar. Nada é melhor que proporcionar alegria e felicidade a quem se ama, e eu também na certa deveria estar radiante pelo simples fato de vê-la tão bem. Eu me embriagava com aquele sorriso e me sentia no paraíso.

– Chegamos amor. Sabe onde estamos?

– Míkonos!!! Meu Deus entramos no arquipélago das Cíclades!!! Não acredito!! Ai meu Deus!!! Vamos Sammy!!

– Calma Alex! Tenho que pegar as malas! – ri

Nosso hotel, Cavo Tagoo, ficava a uns 500m ao norte do porto. Acolhedor e cheio de estilo, nos presenteou com um belo quarto com vista para a baía de Tagoo.

– Vamos na praia amor, vamos, vamos!!! – pulava.

– Praia?? E eu lá gosto disso? – respondi brincando.

Ficamos cinco dias em Míkonos, e conhecemos muito da cidade, que é a mais badalada do arquipélago das Cíclades. Aliás, são destas ilhas as imagens mais comuns que conhecemos do país, com aldeias de casas caiadas no alto de colinas, igrejas com domos escuros e belas praias. 
Míkonos é uma confusa e interessante mistura de vielas e casas em forma de cubos. Passeamos por Kástro, a parte mais antiga, e avistamos o famoso moinho de vento Vonís. A partir de lá, as alamedas conduzem ao bairro de Ventía, onde existem um belo museu e uma galeria de artes. Visitamos a ambos.
Fomos na elegante praia de Platýs Gialós, ao sul da cidade, e eu fiquei completamente louca com aquele mar. Chegamos no hotel na hora do jantar. Após algum tempo, já dentro do quarto, eu estava com a blusa um pouco levantada olhando minha barriga.

– Que é isso Sammy? – Alex vinha do banheiro já vestindo sua camisola.

– Tô me achando com uma barriga. – passei a mão sobre ela – Olha só isso! Mas também, não faço capoeira direito mais! E corro bem menos! Tô ficando fora de forma. Acho que vou fazer uns quinhentos abdominais por dia, todo dia. – olhava preocupada para a imagem da barriga no espelho.

Ela veio e me abraçou por trás.

– Meu amor, na medida do possível você já faz quinhentas abdominais por dia. – mordeu meu ombro e deslizou a mão sobre minha barriga – E eu não vejo nada de errado na sua barriga. – mordeu meu ombro de novo – Continua durinha, gostosa e com essa sexy cicatriz aqui. – acariciou a cicatriz.

– Ah, linda você diz isso pra eu não me preocupar. Mas eu já tenho até celulite na perna! – fiz cara feia – Tô ficando velha e acabada!

– Velha e acabada?? – riu com vontade e me virou de frente para ela – Não mesmo! – segurou meu rosto e mordeu meu queixo e depois o lábio – Vou te examinar direitinho para confirmar o que digo! – desceu as mãos até minha barriga.

Sorri e beijei sua testa.

– Ah é? Vai me examinar? Faz isso sim porque eu tô cismada. – abracei-a pela cintura – Preciso de uma segunda opinião. – sorri.

– Deixe comigo, meu tesão! – foi levantando minha blusa e levantei o braços para facilitar – Eu vou analisar com extremo cuidado! – deslizou as mãos por meus ombros, descendo até os seios e retornando para a barriga – E vou ver essa celulite também! – puxou meu shortinho com calcinha e tudo para baixo, ficando de joelhos – Vamos inspecionar cada pedacinho desse corpo… – mordeu minha coxa – safado! – levantou-se e me pegou pela mão – Venha!

Apontou para cama e eu me deitei. Ela então tirou a camisola e a calcinha e sentou-se sobre mim, em cima de minha pélvis.

– Agora eu vou começar o meu trabalho. – deslizava os dedos por minha barriga circundando o umbigo – E vou começar… – fez cara de dúvida – deixe-me ver… Ah! Pelos seios. Que acha?

– Ótima idéia. – eu a segurava pela cintura.

Alex beijou-me os seios e apalpou-os como se fizesse um exame. Mordeu, lambeu, beliscou de leve e brincou com eles o quanto pode. Desceu por meu abdome e me arranhou, lambeu, beijou, mordeu repetindo seu processo de reconhecimento. Fez o mesmo com minhas pernas, até que me virou de costas e repetiu tudo nas pernas e bunda.

– Ai, que bumbum gostoso… – mordeu devagar.

– Você tá me deixando louca com isso Alex… – já não me agüentava de excitação

– Hum… Eu ainda me aqueço…

– Ah e eu tô pegando fogo já!

– Fique de quatro!

– Hum… tá melhorando…

Obedeci, e Alex continuou sua pesquisa, me invadindo com sua língua, lábios e dedos. Gozei intensamente até não me agüentar mais na posição.

– So, after all of this I can say you are completaly healthy and gorgerous! – mordeu minhas costas e seguiu minha cicatriz com a língua até chegar no ombro.

Virei de frente para ela e disse:

– Ah, mas agora é a minha vez de inspecionar cada detalhe dessa inglesinha gostosa que eu tenho. – posicionei-a deitada de costas na cama e fiquei sobre ela – E eu vou inspecionar com e sem uso de ferramentas de trabalho! – comecei a beijar seus seios.

– Oh my… – arqueou o corpo.

Beijei cada parte de seu corpo e explorei os detalhes com minha boca e mãos. Ela gemia alto e puxava as cobertas. Deixei-a perto do auge, mas parei bruscamente.

– Oh no Sammy, it’s unfair! – olhava-me languimente enquanto eu me levantava da cama.

– Calma querida! Agora vem a segunda parte dos exames. – fui até a mala e peguei nosso brinquedo – Eu disse que usaria ferramentas, lembra?

Arrumei o brinquedo no meu corpo e voltei até a cama. Peguei seu pé.

– Sabia que você tem um pezinho lindo? – comecei a beijá-lo.

Fui descendo por sua canela, coxa e me detive mais entre suas pernas. Ela voltou a gemer alto e falar coisas desconexas em inglês. Fui seguindo por sua barriga, seios e na altura do pescoço penetrei-a bruscamente.

– Oh, oh, oh, Sammy…yes, yes, please… don’t stop… don’t… – abriu mais as pernas e me arranhava as costas.

Alternei as estocadas entre lentas e rápidas e um rebolado que já sabia que a deixava louca.

Gozamos intensamente e quase sem respirar. Ela cravou as unhas nas costas dos meus braços e sorriu satisfeita com os olhos fechados.

No quarto dia, uns gaiatos italianos, aos quais pedimos informações, nos deram a dica da praia de Parágka e chegando lá…

– ?????????p… – um homem nos dizia

– Que diabo é isso? Será que ele não tem tecla SAP não? – perguntei no ouvido de Alex.

Ela sorriu e me deu um tapinha no braço.

– Deixa de ser boba! Falemos com ele em inglês. – dirigiu-se para o homem – Por favor, fala inglês?

– ?????????p… – continuava gesticulando.

– Ih, Alex, deu certo não.

– Francês? – ainda tentou.

– ?????????p… – apontava para uma placa escrita em grego

 – A expressão de “ele tá falando grego” nunca foi tão bem aplicada! – ri – E agora? O bicho aponta pra uma placa escrita nessa língua de doido e a gente fica na mesma. – olhei para ele – Você só fala essa sopa de letrinhas aí meu filho?

– Sammy, não está ajudando!

Ele nos olhava com um ponto de interrogação na cabeça. Na Grécia era muito difícil encontrar quem falasse inglês, mesmo nos pólos turísticos.

– Com licença. – uma moça aproximou-se com cuidado – Acho que posso ajudar. – falava em inglês – Creio que vocês não estão entendendo o que ele fala.

 “Mas é esperta a mocinha!!” – pensei enquanto revirava os olhos.

– Não falamos grego e ele parece que só fala essa língua. – Alex respondeu sorrindo.

– Aqui é uma praia de nudismo e vocês precisam conhecer os regulamentos. Ele estava tentando explicar…

– Como é? – Alex perguntou chocada – Aqueles italianos… – seu rosto corou completamente.

– Explique para nós como é isso! – pedi.

– Samantha! – Alex me olhou chocada.

– Calma, deixa ela falar.

A mulher nos explicou as regras do jogo e eu ouvia e achava interessante a possibilidade de ir numa praia de nudismo; e na Grécia. Agradeci pela ajuda e a mulher se foi.

– Amor vamos encarar e ver qual é. – olhei para Alex entusiasmada.

– Posso saber por que a senhora está tão ansiosa assim? – cruzou os braços de cara feia – É para ficar vendo as pessoas nuas desfilando por lá e cá??

– Que isso, linda? É só pra sentir o clima. Além do mais a gente já tá aqui, não vamos perder a viagem. Vamos? – beijei sua testa.

– Samantha D’Ávila, se você ficar olhando qualquer mulher ou homem por mais de dois minutos você vai ver… – falava enquanto me olhava com um olhar ameaçador.

– Calma linda! – levantei as mãos para cima – Eu prometo que só olho pro mar. – beijei os dedos em forma de cruz – Só pra água!

– Hummm… – fez um bico e deu-me as costas

– Amor, pára de ficar se tampando! – segurei sua mão delicadamente – Tá todo mundo no mesmo barco! Cada um mais pelado que o outro.

– Ai Sammy, isso não é para mim. – estava completamente corada – Eu não deveria ter aceitado essa loucura! – olhava em pânico para várias direções.

– Amor faz assim: – parei em frente a ela – olha sempre pro mar ou então pro infinito. Não pensa em nada e esquece que tem outros aqui. Se liga nesse mar lindíssimo, porque essa praia é um arraso, e esquece do resto. Pensa que somos só você e eu. – sorri.

Ela me olhou rapidamente de cima a baixo, sorriu e perguntou:

– Você não tem um pingo de vergonha nessa cara e nem nesse corpo safado, não é Samantha?

– Ah, eu deixei a vergonha junto com as roupas da gente. – sorri e beijei sua testa.

A praia era mesmo lindíssima e muito tranqüila. Havia um bom número de pessoas e foi interessante ver como os naturistas têm uma ética violenta. Não se vê gente excitada ou olhando acintosamente para quem quer que seja. Há vigilância também e uma disciplina e tanto.

Alex passou a maior do tempo vermelha, mas acabou relaxando no final. Estávamos deitadas na areia quando ela me perguntou:

– Iremos amanhã pela manhã ou a tarde?

– A tarde. Será um dia puxado porque nós iremos visitar a minúscula e desabitada ilha de Delos e então voltar para arrumar as coisas e partir para outro lugar.

– Ai, eu estou adorando tudo isso! – virou o rosto para mim sorrindo – Acho que até o retorno ao Brasil eu já perdi uns dez quilos.

– Por que ?? – perguntei sorrindo – Acho até que temos comido bem aqui.

– Sim, mas com as caminhadas, praias, passeios noturnos e sexo à noite e madrugada afora… – sorriu – Acho que eu não termino viva.

– Nem diga isso meu bem. Quero você muito viva, inclusive esta noite…

– Oh my… – sorriu e fechou os olhos

Passamos o dia em Delos e voltamos para almoçar em Míkonos. Partimos de barco para Náxos, a maior ilha do arquipélago.

Ficamos em um hotel perto da praia de Argios Geórgios e novamente ganhamos um quarto com vista para o mar. Ali ficamos dois dias. Fomos nas belíssimas praias de Agia Anna e Kastráki, além de visitar rapidamente o museu arqueológico.

– Amor eu estou impressionada com essas ilhas! O mar parece… Deus, eu nem sei dizer. – caminhou até a sacada – Que vista! – fechou os olhos e respirou fundo – Ar puro! – abriu os olhos – Veja amor, o sol está se pondo!

Caminhei até ela e abracei-a por trás. Descansei o queixo sobre sua cabeça.

– Lindo mesmo. E com um janelão desses dando uma visão tão completa… – virei-a de frente para mim – Olhe pra mim amor! – ela olhou sorridente. Acariciei seu rosto delicadamente – Você tá tão linda! Sempre foi, mas hoje, não sei porque me parece ainda mais. Como se fosse possível.

– Estou feliz demais. – envolveu meu pescoço com os braços – Eu sempre senti que quando viesse aqui seria com o amor da minha vida. E não estava enganada. – seus olhos e os meus fundiam-se completamente.

– Eu te amo! Mais do que sei explicar. E não me arrependo de nada! Viveria tudo com você quantas vezes fosse. – puxei-a para um beijo lento e apaixonado

.

Enquanto nos beijávamos caminhamos lentamente em direção a cama. Ela usava um vestido curto e eu um vestido estilo grego, um pouco mais comprido. Beijei seu pescoço e comecei a desatar as tiras que prendiam nas costas, ao mesmo tempo em que coloquei uma das mãos em sua bunda por dentro da calcinha. Ela puxava minha roupa para cima e a retirou de uma vez só passando pela minha cabeça. Afastei-me um pouco e levantei os braços para que pudesse ajudar. Uma vez livre, joguei o cabelo para trás e ajoelhei no chão. Comecei beijando suas pernas e segui até a virilha. Puxei sua calcinha e deixei-a sem ela. Beijei sua barriga e enquanto me levantava terminava de tirar seu vestido.

Coloquei-a no colo. Ela riu surpresa e envolveu meu pescoço com os braços.

– I love when you lift me up! – sorria.

– E o que mais você adora quando eu faço? – deitei-a na cama e fiquei de pé contemplando seu corpo. – Deus, você é tão linda! – ela sorriu.

De repente percebemos que o quarto estava dourado, e olhamos para a janela. O sol estava se pondo e pintando o ambiente com seus últimos raios. Uma das visões mais lindas que tive na vida.

Deitei-me sobre ela e disse:

– Dedico essa visão maravilhosa pra você! – beijei sua testa – Eu te amo, e me sinto muito feliz em ser sua. Quero ser pra sempre. – beijei seus lábios com ternura.

– I will be yours forever. – deslizou os dedos em meu rosto – This sunset is ours. Beautiful like our love. – puxou-me para um beijo intense.

Abriu as pernas e me coloquei entre elas. Comecei a beijar seu pescoço e desci até os seios. Minhas mãos se colocaram em sua abertura, que já estava completamente molhada. Introduzi dois dedos e Alex gemeu alto sorrindo. Apertou meus braços e arqueou as costas fechando os olhos. Continuei com as estocadas enquanto beijava seus seios, até que retirei os dedos e mergulhei a boca em seu sexo ansioso. Ela abriu as pernas ainda mais e gemeu alto até atingir o clímax intensamente. Segui beijando sua coxa até chegar no joelho. Senti que me puxava pelos cabelos.

– I want you now! – seu olhar era puro desejo. 

Sorri e deixei que me guiasse até que nossos lábios se encontrassem. Durante o beijo inverteu as posições e ficou sobre mim. Sentou-se sobre minha barriga e deslizou as mãos por meus ombros, braços, seios e abdome. Eu segurava sua cintura.

Colocou dois dedos em minha boca e suguei-os vagarosamente. Deslizou estes mesmos dedos até minha vagina e deitou-se sobre mim para me beijar enquanto me penetrou bruscamente com os dedos úmidos. Senti meu corpo vibrar involuntariamente e gemi enquanto ela me mordia o lábio. Continuou me beijando e mordendo ao longo de uma trilha que terminou entre minhas pernas.

Alex me sugava e penetrava ao mesmo tempo, e brincava comigo me fazendo enlouquecer para em seguida desacelerar o ritmo.

– Não faz isso linda… Me deixa doida… – meus olhos estavam fechados – É demais pra mim! – sentia como uma explosão de prazer estivesse sendo continuamente adiada.

– Oh no honey… we have time…- ouvi sua resposta abafada.

Alex encerrou a deliciosa tortura mordiscando meus seios enquanto me penetrava vigorosamente. Virei o rosto para a janela, abri os olhos e gozei sob os últimos raios do sol pintando o belo mar de Náxos.

“Que maneira maravilhosa de se comemorar um aniversário de casamento…”