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Tudo muda, tudo passa – Cap 9 – Parte 5

Estávamos dentro da banheira e Alex jogava sais de banho na água. Ao terminar, chegou mais perto de mim e sentou-se no meu colo, envolvendo as pernas na minha cintura.

– Você disse que ia me contar sobre uma experiência que teve com uma lourinha numa banheira? – sorriu provocante.

– Claro, como poderia esquecer disso? Bem, eu estava me recuperando de um tiro e…

– Tiro? – beijou meu queixo – Você levou um tiro? Onde? – apalpava meus seios 
devagar.

– Mais embaixo. – mordi seu ouvido.

– Aqui? – roçou os dedos no meu clitóris.

Fechei os olhos e sorri.

– Aí não, mas eu não vou me importar se você continuar com a mão onde está.

– Ai, mas eu quero saber onde foi esse tiro. – apalpou minha barriga – Aqui? Hum acho que achei a cicatriz.

– É essa aí mesmo. – beijei seus lábios.

– Mas e então, eu te interrompi, perdoe. Você se recuperava e… – beijou a ponta do meu nariz.

– E aí ela me convidou pra tomar banho junto e preparou a banheira.

– Que ousada! – fingiu espanto – E você?

– Eu aceitei o convite! Não é sempre que uma mulher maravilhosa me convida pra tomar banho. – lambi seu pescoço até a orelha. Ela deu risadinhas

– E o que aconteceu depois? – deslizou os dedos pela minha clavícula enquanto me beijava o queixo.

– Nós nos despimos e entramos na banheira. Nos sentamos desse jeito assim como a gente tá agora. – passei as mãos em sua bunda.

– Que coincidência! E aí? Que vocês fizeram? – arranhava minhas costas levemente de cima a baixo.

– A gente começou a se tocar em todas as partes, assim ó… – percorri minhas mãos por seu corpo e ela começou a fazer o mesmo comigo

– So…? – lambeu minha boca.

– E daí eu toquei seu sexo pela primeira vez – desci a mão até sua vagina – assim… – ela fechou os olhos e gemeu alto – Com a outra mão apoiei ela pela bunda e guiei seus movimentos assim… – fiz como falava e ela arqueou as costas abrindo mais as pernas e acompanhando meus movimentos com os quadris.

Nossos movimentos foram acelerando até que ela me pegou pelos ombros e colou seu tórax no meu, mordendo e lambendo meu rosto e pescoço.

– And… please, tell me more! – fixou-se em meus olhos cheia de desejo.

– E então nós ficamos assim – mudei a posição e ficamos com as pernas enroscadas e sexos em contato – roçando assim! – disse ao seu ouvido.

Ela me puxou bem para perto, cravando as unhas nos meus ombros e roçando o sexo vigorosamente contra o meu.

– Oh Sammy, oh, oh, oh, my God…

– Alex… ah… vem, amor, faz assim, isso, forte… ah… – abracei-a com mais força.

Gozamos intensamente e permanecemos abraçadas por alguns instantes. Nossas mãos percorriam cada parte do corpo uma da outra, sem destino, com necessidade de sentir e tocar. Nossas bocas se encontraram em um beijo urgente, e o desejo pareceu reacender com mais intensidade. Introduzi dois dedos em sua abertura e ela fez o mesmo comigo. Nossos movimentos eram ritmados, e prosseguiam em uma volúpia que beirava o desespero. Novamente explodimos em um gozo intenso, gemendo alto e sem pudor.

As respirações ofegantes se acalmavam aos poucos, e por alguns momentos me pareceu ouvir Djavan cantando Oceano no arcabouço de minhas lembranças.

Perguntei no seu ouvido:

– E você sabe… que música nos acompanhou… em tudo isso? – a respiração ainda me cortava a fala.

– Tell me!- respondeu em um sussurro.

– Oceano!

– Sing for me… – beijou meus lábios – please?

Sorri. Nossas testas estavam coladas. Fechei os olhos.

– Vem me fazer feliz… porque te amo… você deságua em mim e eu, o oceano… e esqueço que amar, é quase uma dor… – abri os olhos – só… sei viver… se for por você! – recitei.

Ela sorriu, segurou meu rosto com as mãos e se perdeu em meus olhos.

– You are the love of my life.- respirou fundo – My partner, my wife, my friend; all of me. Don’t leave me, please. I want to be with you, forever and ever.

Segurei seu rosto também e respondi:

– Eu sou sua. Completamente sua: body and soul. Forever and ever! It’s a promise!

E realmente, gastamos a maior parte do tempo fazendo amor e trocando carícias sob os lençóis.

Encerrada a etapa em Volta Redonda fomos para Belo Horizonte. Ficamos no bairro da Pampulha e dessa vez em um apart hotel de qualidade. Trabalhávamos como duas loucas e nos divertíamos conhecendo a cidade. A arquitetura de lá nos impressionava. Chegamos a conhecer as famosas grutas de Maquine, Lapinha e Rei do Mato, localizadas em cidades vizinhas.

Em junho fomos para Ipatinga, e pegamos uns dias bem frios. Eu continuava morrendo de saudade do mar, embora sempre encontrássemos alguma cachoeira. Ficávamos indo e vindo entre Ipatinga e Timóteo, e foi a fase mais cansativa do trabalho. Quando esse translado era necessário nós alugávamos um carro.

Uma vez eu voltava de Timóteo sozinha e já perto do hotel vi que Alex estava andando na rua. Cheguei com o carro mais para perto do meio fio, abaixei o vidro e disse:

– Hum, mas que gatinha, hein? Quer uma carona, linda? – inclinei a cabeça para vê-la melhor – Tá tarde pra ficar andando sozinha por aí.

Ela estava com um vestido de comprimento médio, casaco e botas de salto. Sorriu, continuou caminhando e sem olhar para mim respondeu:

– Não obrigada. Eu sou uma mulher casada e nem um pouco desfrutável. – fingia estar séria.

– Casada, é? E quem é a criatura que deixa uma gata dessas sozinha numa sexta, a essa hora? Quase às sete da noite? – olhei para o relógio.

– Ela está trabalhando em uma cidade vizinha daqui. – continuou com o jogo.

– E você aí sozinha?? Ah não! Entra no carro, vai? Te dou uma carona, a gente sai pra bater um papo, comer alguma coisa e depois eu te deixo em casa ou onde você quiser. Numa boa!

Ela parou, pôs as mãos na cintura e disse:

– Você é muito confiada, viu? Além de tudo daqui a pouco vai começar a atrapalhar o trânsito!

– Atrapalhar o trânsito? Nessa rua aqui nem tá passando carro praticamente…

– Hum! – voltou a caminhar – Segue seu rumo e me deixe porque sou mulher muito séria para ficar de conversa fiada com gente estranha.

– Olha, eu nem conheço muito essa cidade, pra falar a verdade, e tô meio perdida. Vim de Timóteo agora. Por que você não entra, a gente bate um papo como eu já falei e você me ajuda a me localizar melhor na cidade?

Ela riu e respondeu:

– Você tem uma lábia tão fraca… – balançou a cabeça negativamente.

– Ah, é que eu sou nova nisso! Além do mais sou uma pessoa muito recatada e não costumo chegar assim nas mulheres. – olhei-a de cima a baixo – Só em casos muitíssimo especiais!

– Recatada?? – riu – Sei…

– Entra, vai gatinha? Não acredito que vai se recusar a ajudar uma mulher peão de obra perdida na cidade. E tá tarde pra uma gata andar sozinha por aí. Vem?

Ela parou, cruzou os braços e olhou para mim seriamente.

– Tudo bem eu vou com você. Mas sem gracinhas, ouviu?

– Claro! – sorri e me estiquei para abrir a porta do carro – Entra aí…

Ela contornou o carro e entrou. Colocou o cinto.

– Tem algum barzinho maneiro que você gosta? – olhei para ela.

– Hum… Podemos ir no Bar do Cupim que é aqui perto.