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Tudo muda, tudo passa – Cap 9 – Parte 11

À noite, vó Dorte colocou todos os seus discos do Queen para tocar na vitrola e ficamos dançando e cantando. Ela bebeu a garrafa de óuzo e eu me preocupei. Ficou bêbada e dizia coisas sem sentido. No final, levamos ela para cama que caiu e dormiu em um embalo só.

- Acho que fiz mal em ter comprado essa bebida para ela. – olhou para mim preocupada.

- Ai, ai, menina, essa velhinha já é do balaco, bebendo essa praga então… Amanhã vai acordar de ressaca!

– Eu comprei uma garrafa pequena. Se fosse uma grande…
– Você não comprou isso pra levar pra nós não, né Alex? – perguntei desconfiada.
– Até pensei, mas você não iria gostar…
– Não mesmo! Sabe que não bebo e sou contra esse negócio de álcool dentro de casa. Só se for pra fazer limpeza ou curar machucado.
– Eu sei minha natureba. – sorriu.
– Vamos ficar de olho na velhinha porque ela pode passar mal de noite. – passei a mão em seus cabelos brancos – Deus me livre!
– Eu sei. Ela é forte, nada acontecerá. Mas em todo caso vou deixar a porta do quarto dela aberta para ouvirmos qualquer barulho.

Alex e eu estávamos deitadas na cama abraçadas, em nossa posição preferida, quando me lembrei de algo e comentei:

– Hoje Júlio deve ter tido um filho pela boca. – ri.
– Por que? – pensou por uns segundos
– Ah! A despedida de Simone.
– Pois é! Agora quem vai pro lugar dela eu não sei.
– Do jeito que Júlio é, certamente outra gostosona!
– É. Aquela mulher marcou o escritório. Nunca me esqueço como Anderson se modificou depois que ela jogou ele pra escanteio. O cara endoidou e deu tanta bola fora que acabou demitido! Júlio também só faltou ter um treco quando Simone anunciou que ia se casar e sair do trabalho. Automaticamente se entendia: Júlio, fora da minha cama! – ri.
– Eu vi o noivo dela. É um homem bonito e baba a cada passo que ela dá.
– Bom pra ela. Parece que o cara tem grana também.
– Pois é. Simone tem mel, será possível. Era todo mundo babando por ela. Anderson, Júlio, o noivo, boa parte da firma e você. – levei um tapa no ombro.
– Eu??
– Não se faça de boba Samantha. Eu sei que você babava! – disse contrafeita.
– Eu só achava que ela tinha um corpo bonito, mas não babava. Além do mais eu quase nunca ficava no escritório, mesmo antes de você entrar. Nem tinha muito contato com ela.
– Que pena, não é Samantha? – seu tom era irônico.
– Para com isso, minha linda! – beijei sua cabeça – Sem necessidade disso! E me diz se você não achava ela gostosa?
– Não é o meu tipo.
– Qual o seu tipo?
– Morena, alta, atlética, olhos azuis… – beijou meu pescoço.
– E além desse tipo? – sorri.
– Bem… Acho Sandra atraente.
– Hum… Então quer dizer que ela quiser chegar eu vou ter me preocupar? – fingi estar brava.
– Não mesmo. – levantou a cabeça e ficou me olhando – Eu tenho uma dona tão brava… Nem me arrisco a olhar para o lado.
– É mesmo? – beijei seu lábio inferior – E vale a pena ter essa dona aí?
– Sim. Vale muito! – mordeu meu lábio e me beijou sensualmente – Mas agora comporte-se porque estamos na casa da vovó! – deitou a cabeça no meu ombro de novo e me deu um tapa.
– Mas eu nem fiz nada… – rolei por cima dela invertendo nossas posições e deixando-a sob meu corpo – até agora! – comecei a beijar seu pescoço
– Sammy, é a casa da vovó… – tentava se afastar, mas sem muita vontade.
– E a vovó está dormindo como pedra… – mordi seu lábio – Vem aqui minha gata que você me assanhou com aquele beijo… – coloquei as mãos por dentro da camisola puxando a calcinha para baixo enquanto cobria seu pescoço de beijos e mordidas leves.
– Oh my… Sammy… don’t… be careful… oh my…