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Tudo muda, tudo passa – Cap 6 – Parte 12

O dia seguinte foi uma loucura. Pegamos o vôo para Londres e arrumamos as coisas correndo. Por conta das comprinhas de Alex tínhamos mais três bolsas extras e as malas estavam inchadas.

Vó Dorte encomendou comida espanhola para nossa despedida e ligou uma vitrola com um disco do Queen. Alex e ela se divertiram cantando e fazendo bagunça. Eu só conseguia rir. Por volta das 15:00h fomos no carro da vovó para Heathrow. Fizemos o check in e conversamos bastante com ela antes de embarcar. A despedida foi emocionante; para todas nós.

– Meninas foi maravilhoso tê-las comigo! Senti como se rejuvenescesse!

– Ai, vovó eu sentirei tanto a sua falta! Mais do que já sinto! – disse Alex abraçada a ela.

– Meu amor, você é a melhor coisa que tenho na vida!

Elas se soltaram e foi a minha vez de abraçá-la.

– Vó Dorte, não sabe como foi maravilhoso para mim passar estes dias em sua companhia. Não só porque passeamos e conheci vários lugares novos, mas pelo prazer de estar com alguém como você!

– Alex, ela é sempre assim tão galante? – disse lisonjeada.

– Não sabe o quanto!

– Não, é verdade. E quero que venha um dia passar uns dias conosco no Brasil quando tivermos nossa casa.

– Não sei se teria coragem para enfrentar tão longa viagem em um avião.

– Terá sim! Pode deixar que a convidaremos.

Dissemos umas últimas palavras e entramos na fila do embarque. Tínhamos lágrimas nos olhos. Na hora certa entramos no avião e estava lotado. Alex veio na janela e eu no meio. O corredor ficou com uma mulher que mal sentou dormiu.

Reclinei para perto de Alex e falei baixo:

– Adorei tudo Alex! Sua avó é o máximo! – segurei sua mão – Nunca vou esquecer essa viagem, foi linda. O natal, o ano novo, os passeios, a companhia da sua avó, seus parentes… Aliás, nunca vou esquecer os momentos que vivo do seu lado. – beijei sua testa – E se Deus quiser, haverão muitos outros.

– Sim meu amor. Haverão muitos outros, se Deus quiser. – beijou meu rosto – Mas a viagem ainda não terminou! Paris nos aguarda! E Augustus ainda vai nos buscar no aeroporto!

– É mesmo?

– E nos levará para o hotel. Amanhã nos encontraremos para passear. Combinamos tudo por email. E você não sabe, houve uma mudança de planos e Mirayn está na casa dele!

– Ah, é? E quando ela volta pros States?

– No mesmo dia que nós voltaremos para o Brasil.

O avião levantou vôo e sentei corretamente na cadeira. Tive uma lembrança desagradável e mudei de expressão.

– É… Alex, aquele tal de Bryan não vai estar por lá também não, não é? – perguntei de cara feia.

– Não. – ela riu – Ele e Augustus não se dão muito bem. Na verdade, só Mirayn gosta mesmo dele. – segurou-me pelo queixo – Olhe para mim, meu amor. – sorriu.

Reclinei novamente e beijei-lhe os lábios.

– Sammy!! – sorriu me dando um tapinha no ombro. – Quer deixar de ser sem vergonha?

– Ah, você adora quando eu te beijo, inclusive em público. – fiz um charme e beijei-a novamente

– Sim. Você é sem vergonha e eu adoro isso. – esfregou o nariz no meu.

Lembrei de outra coisa e perguntei intrigada:

– Alex, na Inglaterra não existe motel?

Ela riu surpresa.

– Mas você só pensa nisso, hein, sua safada? – beliscou-me o braço.

– Sério. Eu já vinha reparando no detalhe e até agora nem vi nada parecido.

– Eu nunca procurei por isso aqui Samantha, e nem em lugar algum. – corou – Só estive em motéis nas vezes em que você me levou…

– E que não foram tantas assim. Só três. – sorri – Mas eu tava pensando em conhecer alguma coisa e nem sinal.

– Nem teríamos tempo para isso! – começou a mexer em meus cabelos – Mas em Paris temos um quarto todinho só para nós…

– É, eu pensei nisso agora mesmo. E a terceira coisa que eu vou fazer é comer você inteira… – mordi sua orelha

– Sammy! – corou e me beliscou o braço – Não está cansada? Tivemos um dia louco!

– Cansada? Linda eu tô é seca de vontade de…

Cobriu minha boca com a mão.

– Samantha! Os outros ouvirão isso. – olhou preocupada ao redor.

Ri e novamente sentei direito. Encostei a cabeça no banco e fechei os olhos. Após uns instantes de silêncio Alex perguntou:

– E quais são as duas primeiras coisas?

– O que? – abri os olhos.

– Você disse que eu era a terceira. Quais as duas primeiras?

– Um bom banho – aproximei-me de seu ouvido – com você, uma refeição leve no quarto e depois…

– Eu já sei! – olhou para mim em pânico

– Você perguntou. – sorri – À propósito linda, em que tipo de hotel ficaremos? É um lugar modesto, não é?

– Você gostará. É o Hotel d’Orsay, que fica perto do museu de mesmo nome, do Louvre, do rio Sena, do jardim das Tuileries…

– Já vi que é coisa chique! “Meu Deus…”

sig_Raydon