Tudo muda, tudo passa – Cap 4 PARTE 10

Acordamos tarde a ponto de quase perder o café e depois voltamos para cama. Namoramos, conversamos, e saímos para o almoço. Alex quis andar a cavalo e fui junto. Eu nunca havia feito isso e fiquei meio dolorida. Ela ria muito de minha falta de jeito com os animais.

Encontramos um laguinho mais afastado, e havia um homem alugando barcos para passeios. Pegamos um e fui remando.

– Está cansada? Quer trocar comigo?

– Nada! – parei de remar – Ainda temos tempo. Vamos ficar um pouco aqui apreciando o lugar.

– Queria te dar um beijo, mas tem um casal bem ali.

– E daí? – cheguei perto

– Sammy…

Beijei-a de leve nos lábios e ela meio que se afastou. Depois aproximou-se e mordeu meu lábio inferior. Acabamos nos beijando de verdade. Ao final, percebi que o casal se afastou em seu barco.

– Acho que se foram por causa da gente.

– Ah, gente besta! Se bobear o cara bem que gostaria de sair com a gente e a garota dele talvez até gostasse na hora.

– Eu não quero experimentar isso Samantha! – Alex disse resoluta.

– Nem eu lindinha. – ri de seu receio – Apenas comentei isso porque a hipocrisia desse povo me dá enjôo.

Voltamos para devolver o barco. Arrumamos ainda mais algumas coisas para fazer e entramos às nove e meia no quarto. Tomamos banho do mesmo jeito que na noite anterior e Alex saiu do banheiro antes de mim. Coloquei o pênis de borracha e fui para o quarto. Ela estava de pé, passando creme na pele com muita sensualidade. Uma de suas pernas apoiada sobre a cama e a outra esticada. Vestia uma bela lingerie preta de rendas. Os cabelos mantinham o comprimento curto e charmoso desde que ela decidiu cortá-lo.

– Adorei essa lingerie. – disse tomada de desejo.

– Sabia que iria gostar. – ficou de costas para mim fingindo não perceber minha excitação crescente.

Ajoelhei no chão e comecei a beijá-la a partir da batata da perna. Minhas mãos seguiam meus lábios e, quando atingi a altura da coxa, começaram a explorar a outra perna também.

– Ai, o que você vai fazer comigo Samantha? – sua voz era bem sensual.

– Você vai ver minha delícia. – mordia suas nádegas de leve – Hum… tem lacinhos.- reparei os laços em sua calcinha e comecei a desatá-los com os dentes. Coloquei a mão esquerda por dentro de sua calcinha e apoiei suas costas com a direita enquanto meus dentes desatavam os laços que me separavam do que eu mais queria. Ela sorria e sua pele se arrepiava sob meu toque.

– Oh, my love you are the best…

Consegui tirar a calcinha dela e girei seu corpo para que se sentasse na beira da cama. Abri suas pernas e devorei aquele sexo gostoso que me deixava louca. Ela gemia alto e se apoiava na cama com os braços. Meus lábios foram subindo por sua barriga e encontraram o laço do sutiã.

– Adoro sutiã com abertura na frente.

Ela riu. Desatei o laço com os dentes e explorei aqueles seios maravilhosos com a língua, dentes e lábios.

– Oh, oh, honey… yes, take me, yes, yes – seus olhos estavam fechados.

Subi por seu pescoço e encontrei sua boca ávida por beijos. Mordi seu lábio inferior

demoradamente.

– I’m all yours! – seus olhos estavam fixos nos meus.

Colei minha testa na dela.

– O que quer eu faça agora? Hein? – sentia minha excitação escorrer por minhas próprias pernas.

– Take me, take me now!

Apoiei uma das mão na cama, posicionei-me precisamente entre suas pernas e com a outra mão toquei seu seio delicadamente.

– O que quer? – olhava seu corpo lascivamente.

– Take me! I want you take me; rigth now! –sua voz estava rouca de paixão.

Deslizei a mão até sua abertura e introduzi um dedo. Ela fechou os olhos e gemeu mordendo os lábios. Retirei o dedo e provei o gosto.

– Muito boa…

– Take me, Sammy! Now! – senti sua ansiedade.

– Peça então. – posicionei o pênis na entrada da vagina.

– Please, please, please, take me honey! I need you now! – fechou os olhos e curvou a cabeça para trás. Introduzi o pênis de uma só vez e deitei sobre ela jogando meu peso, do jeito como sabia que gostava. Meus movimentos se alternavam em fortes, cuidadosos e um rebolado que a deixava louca. Ela gritava e me arranhava as costas, mordia meus ombros e me puxava os cabelos. Não demorou muito para que explodíssemos em um clímax intenso.

Ainda fizemos amor mais algumas vezes. Em uma, deitadas sobre o tapete, bem devagar, como se estivéssemos memorizando cada pedacinho do corpo uma da outra. E depois sobre o sofá, onde brincamos de cavalinho e ela me cavalgou até ficarmos exaustas.

Acordei às 10:00h. Alex estava com a cabeça em meu colo, pernas enroscadas nas minhas. Acariciei sua cabeça e ela logo acordou.

– Bom dia minha lourinha.

– Bom dia amor. – levantou a cabeça e beijou-me nos lábios. – Estou deliciosamente arrasada. – sorriu e respirou fundo.

Deitou-se de barriga para cima se espreguiçando toda.

– Ai Sammy, se você soubesse o que faz comigo! – fechou os olhos e sorriu – Sinto-me nas nuvens!

Virei de lado e apoiei a cabeça com a mão.

– Se VOCÊ soubesse o que faz comigo! – admirei seu perfil – Nunca imaginei que alguém faria algo sequer parecido. Tô completamente nas suas mãos. – beijei seu rosto – Está com fome? Estamos a poucos minutos do fim do horário do café.

Virou o rosto em minha direção.

– Estou sim, só que ainda sem disposição de sair da cama – sorriu.

– Então continue aí que eu vou lá e peço pra trazer pro quarto. – beijei-lhe os lábios e me levantei da cama rapidamente

Peguei um vestido e fui tomar um banho rápido. Saí do quarto e Alex estava deitada abraçada com um travesseiro e com um sorriso de orelha a orelha. Fui até a recepção e falei com a velhinha, a mesma que nos recebeu no sábado. Ela me pediu 5 minutos para o garçom preparar tudo. Voltei para o quarto e cruzei com uma mulher no corredor que me olhou desconfiada. Um homem veio logo atrás. Ainda antes de entrar escutei ela dizer ao cara:

– Você tem certeza que a sapatão é ela? É apenas uma mulher atlética, e é bem feminina.

– Você por acaso não ouviu os gemidos da mulherzinha dela ontem à noite?

“Ah, espera só a Alex saber que ouviram seus gemidos ontem!”

Após o café arrumamos as coisas e demos apenas umas voltas. Almoçamos e fizemos a saída às 12:00h em ponto. A velhinha se despediu sorridente, mas nunca sem perder um certo medo que parecia sentir de nós. Descemos a serra sem problemas.

– Amor eu queria que você soubesse que eu adorei tudo: a surpresa, o lugar, nossos programas, nossas noites… Achei o máximo!

– Eu também adorei ter vindo. E esse será só o primeiro passeio desse tipo. No futuro viajaremos muito, se Deus quiser.

– A única pena é que as pessoas ficam meio esquisitas. Aquela velhinha da recepção, por exemplo. Era uma simpatia, mas parecia ter medo de nós.

– As pessoas são assim mesmo. Teve até um casal que ficou cochichando a nosso respeito. Eu os vi quando fui pedir o café no quarto.

– Cochichando o que?

– A mulher achou incrível eu ser a sapatão que fez você gemer na noite passada.

– O que??? Eles nos ouviram? Oh God, how embarassing! – cobriu o rosto com as mãos; estava completamente vermelha

– Não seja boba Alex. Você nunca mais nem verá esse pessoal. Eles ouviram, e daí? A gente tava fazendo e tava gozando, bom pra nós. Quem ouviu que morra de inveja!

– Você não tem vergonha de nada, não é Samantha? – deu um tapinha em minha coxa.

– De quase nada. Muito menos do que é bom.

– Você quase não faz barulho mesmo. Eu é que sou A escandalosa. – fez sinal de aspas com os dedos.

– Escandalosa não. Já disse que gosto do seu jeito e não queria que se prendesse por causa dos outros. São os seus sinais. Enquanto você gemer alto, me arranhar, falar inglês e ficar corada no final eu sei que tá gozando comigo. No dia que isso mudar é porque perdi o jeito.

– Acho que você nunca vai perder o jeito comigo. – beijou meu rosto – Mas eu também conheço os seus sinais: coração acelerado, um olhar faminto, pele arrepiada, respiração ofegante e o corpo arqueando enquanto você repuxa os lençóis. Se eu deixar de ver isso será preocupante.
– Você também não vai perder o jeito comigo. Do contrário. Como eu disse uma vez, me encoleirou direitinho.

– Acho bom. – mordeu minha orelha

– Alex, eu tô dirigindo…

– Está bem, eu paro. – olhou pela janela e pensou um pouco- Samantha… nós somos isso?

– Isso o que??

– Lésbicas?

– Eu não sei. Eu sempre gostei de homem aí veio você. Eu me embananei toda, mas no final só deu você. Eu sinceramente não sei o que sou, só sei que eu só quero você.

– Eu nunca havia me interessado por alguém, aí veio você e eu só gosto de você. Também não sei o que sou.

– Não liga pra isso é só um rótulo.

– É. Foi só porque nunca me chamaram de “sapatão”.

– Mas eles chamaram a mim de sapatão. Você era a mulherzinha.

– Ah, é? Por que?

– Deve se porque eu sou mais alta e mais forte.

– Que critério!

– Pois é, esqueça isso. Eu não tô procurando um rótulo pra mim mesma, e nem pra você.

– Tem razão Sammy. Tenho a consciência limpa de que não prejudico a quem quer que seja, tampouco você.

– É! E que se danem todos. Não precisamos de quem não aceita a gente.

sig_Raydon

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