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Tudo muda, tudo passa – Cap 4 Parte 9

Estávamos já nos aproximando da subida da serra.

– Ah, eu já sei! Nós iremos para uma daquelas cidades que visitamos juntas: Petrópolis, Teresópolis…

– Isso mesmo. Iremos para uma delas passar esses dias.

– Ai, eu achei aqueles lugares tão românticos! – pôs a mão na minha coxa e me olhou preocupada – Amor, você não ficou endividada por conta disso, não é?

– Relaxa Alex! Eu aproveitei um dinheirinho aí que foi pintando no trabalho. – olhei-a maliciosamente – E cuidado com o que essa mão vai fazer. Eu tô dirigindo…

– Safada, eu sempre ponho a mão na sua coxa quando você dirige! – riu.

– Eu sei. Você abusa muito do meu corpinho…

– Eu?? Você é quem me pega de um jeito que… É bom nem pensar porque você está dirigindo. – calou-se por uns bons instantes – Sammy… eu satisfaço você?

– Claro, por que essa pergunta com tanta insegurança?

– Pensei em nosso relacionamento e acho que eu não sou tão boa amante quanto você é. Você vem e… Eu não sei dizer. Você chega, me pega de jeito e me come toda. É isso que uma mulher quer e eu me sinto completamente satisfeita! Mas eu… mas eu não acho que… eu seja assim da mesma maneira. – olhou-me preocupada – Eu não sou a amante que você queria, não é? – senti medo em sua voz.

– Não. Você, é bem mais do que eu queria.

– Páre, Sammy, fale a verdade. Eu preciso saber.

– Mas é a verdade. Acha que minto pra você? Acha que finjo com você? Se eu achasse que não era legal já teria te dito isso. Com jeito, é claro, mas tentaria resolver o problema. Não há com o que se preocupar minha linda.

Ela permaneceu quieta e senti que não estava convencida.

– Lindinha, escuta. Cada pessoa tem seu jeito de fazer amor. Eu sou mais… sei lá, ousada, selvagem, não sei. Você é mais meiguinha, delicada e eu adoro isso. Às vezes acho que seu grilo é porque nunca usou nosso brinquedo comigo. Não é isso?

– Isso a incomoda? – perguntou preocupada.

– Não querida. Acredite nisso. E eu até acho que você não se sentiria muito a vontade com ele. Tô enganada?

– É verdade. Eu não consigo me imaginar… É que eu gosto que você faça… Oh, my, eu fico achando que estou sendo egoísta e não satisfazendo você como deveria…

– Não pense assim. Eu tô completamente satisfeita com você. É que no fim das contas nós fizemos uma espécie de acordo silencioso onde eu fiquei com o papel esperado pra um homem e você com o papel de uma mulher. Eu não quero ser homem e não abro mão de minha apresentação feminina, mas acho que você entende o que digo. A gente mescla atributos, mas os ditos “masculinos” ficaram mais comigo. Eu não ligo, não. Se tá bom pra você e pra mim, deixa.

– Acho que você tem razão. Aconteceu isso mesmo. Mas eu também não quero que você seja um homem; pode ficar tranqüila.

– Ótimo, então. Agora chega desse assunto. Tá legal? – beijei-a rapidamente nos lábios.

– Está bem. Ah, deixa eu contar as novidades: conversei com a vó Dorte e ela disse que quer conhecê-la. Não me pareceu sequer chocada com o fato de estarmos juntas, e quanto eu disse que amava você ela comentou que já sabia disso fazia tempo.

– Acho que nossas avós têm um sexto sentido muito aguçado. E eu também gostaria de conhecê-la. Pelo que você fala ela parece um amor de pessoa. Só não sei se ela me entenderia bem pois meu inglês é um lixo.

– Ah, não Sammy. Você fala muito bem, ainda mais levando em conta que foi autodidata. E eu também ensinei várias coisas para tornar sua fala menos coloquial.

– Principalmente quando a gente faz amor…

– Cafajeste! – deu-me um tapinha no braço e riu – E quando nós iremos?

– Pra onde?

– Para Londres, ora.

-Ah! Isso vai demorar lindinha, eu preciso da grana pra bancar essa viagem.

Aproximou-se de mim e falou bem ao meu ouvido: – Eu posso ver esses detalhes. Podemos passar as festas de final de ano lá e sua avó poderia ir conosco também…

– Não Alex. Já disse mais de uma vez que não vou aceitar esse tipo de coisa. Não sou uma aproveitadora.

– Mas amor, será que eu não posso nem dar um presente para você?

– Você já me deu presentes demais. – beijei sua testa – Não insista com isso, eu não vou aceitar.

– Sammy, você é tão cabeça dura! – reclinou-se no banco do carro de braços cruzados.

– E o resto das novidades? – perguntei para mudar o assunto.

– Bem, fiz um curso de Solid Works e Ansys e mudei de academia de ginástica. Agora eu estou em uma que fica no Leblon.

– Ah é? Eu quero ver essa academia aí. – senti uma pontada de ciúmes.

– Quer? Pode ir lá comigo na quarta. A aula começa às sete da noite. – sorriu – Será que senti um pouco de ciúme nessa sua motivação? – beliscou minha cintura.

– Claro! A outra academia eu já sabia que tinha muito coroa, mas essa aí eu não conheço.

– _Tem um monte de rapazes bonitos e moças interessantes… – comentou.

– Humpf! – respondi contrariada.

– Deixa de ser boba, Sammy. Você não corre o menor risco. – beijou meu rosto.

– Mas eu quero ir lá assim mesmo.

– Está bem. – riu – E as suas novidades? E dona Eleonora?

– Ela está nesse momento em Petrópolis hospedada. E eu também já mandei meu projeto pro concurso e agora só faltam mais duas parcelas pra eu terminar de pagar a formatura.

– Nossa! Com tanta notícia boa acho que esse nosso final de semana prolongado será um arraso…

Chegamos em Teresópolis e a pousadinha ficava em um recanto bem destacado. Era simples, mas aconchegante. Senti que Alex gostou do lugar assim que pôs os olhos.

– Sammy, que fofo!

Um rapaz veio carregar nossas bolsas e uma senhora nos sorriu simpática na recepção.

– Boa tarde meninas! Chegaram em um ótimo horário: almoço!

– Boa tarde! Sabe que já estou com fome só de ouvir falar em almoço? – sorriu.

– Boa tarde senhora! Nossos nomes são Samantha e Alexandra e temos reserva até segunda.

– Está em nome de D’Ávila, não é isso? – leu uns papéis sobre o balcão – Preencha essa ficha, por favor. – estendeu-me uma ficha – Quarto de casal? – perguntou desconfiada

– Sim. – respondi com naturalidade enquanto escrevia.

– Ah, então… aqui está sua chave. – estendeu-me um chaveiro. Estava meio desconcertada.

– E como chegaremos lá? – perguntou Alex.

– Murilinho, acompanhe as meninas por favor!

– Obrigada. – respondi.

Seguimos o carregador até o quarto e ele abriu a porta nos explicando sobre a pousada e o lugar. Deixou as bolsas sobre uma mesinha e se foi rapidamente.

– Ai, Sammy, eu adorei a surpresa! – abriu os braços e rodopiou pelo quarto – Adorei a idéia de viajarmos só nós duas e curtir um lugar como esse!

– Que bom que gostou, mas é só o começo. – aproximei-me e beijei-a nos lábios. Ela me abraçou forte e colou a cabeça no meu peito.

– Será que seremos discriminadas agora? Achei que aquela dona quase teve um treco quando descobriu que nós somos um casal.

– Nada! Com todo choque que ela levou não vai abrir mão de ganhar dinheiro. Não iremos atentar contra o pudor, só relaxar e apreciar a estadia. As intimidades ficam pra esse quarto ou para eventuais cantinhos onde eu possa pegar você sem que ninguém veja. – mordi sua orelha e ela sorriu.

– Mas você é tão sem vergonha Samantha D’Ávila! – mordeu meu queixo e em seguida me beijou a boca – Vamos almoçar?

– Agora!
Almoçamos e a comida era excelente. Arrumamos as coisas no quarto e saímos para apreciar a natureza. Caminhamos de mãos dadas e não fomos incomodadas por ninguém. Mais tarde ficamos no restaurante ouvindo um pianista tocar músicas românticas. Por volta das oito entramos no quarto. Em um rápido movimento coloquei-a no colo.

– Sammy! – disse espantada e sorridente.

Levei-a até a cama. Permaneci de pé e comecei a despi-la bem devagar.

– Primeiro eu vou te dar um banho e depois vou fazer uma bela massagem. – acariciei sua perna direita.

Enquanto isso seu pé esquerdo começou a se esfregar na minha perna.

– Você faz massagem? – perguntou sorrindo.

– Vai ver.

Tirei minha própria roupa e Alex me contemplava com desejo. Fui até a banheira e preparei um belo banho. Voltei para buscá-la e estava sentada na cama. Novamente coloquei-a no colo e ela sorriu.

– Por que está me carregando assim?

-Faz parte do pacote. Você foi seqüestrada e está a minha mercê.

– Ai que delícia!

Tomamos um banho gostoso e com muita sensualidade. Nossas bocas se beijavam com abandono e se exploravam mutuamente. Saímos da banheira e enxuguei-a ao ponto em que a beijava toda ao mesmo tempo. Senti seu corpo estremecer de desejo. Coloquei-a na cama, deitada de bruços, e comecei a massageá-la com um óleo que eu havia levado.

– Hum… Que óleo é esse?

– Eu comprei e trouxe. Achei que fosse gostar.

– Estou adorando. Ai, você tem mãos maravilhosas…

– Pensei que já soubesse disso.

– Convencida! – riu.

Continuei a massagem e busquei provocá-la com meus toques. Ao final virei-a de frente para mim e ela estava em brasa. Pegou-me pelos cabelos e me beijou com paixão. Fizemos amor apaixonadamente.

Estávamos deitadas na cama e Alex apoiava a cabeça sobre minha barriga. Brincava com minha cicatriz da operação. Fazia um pouco de frio de estávamos parcialmente cobertas.

– Sabe que eu nunca imaginava que você fizesse uma massagem tão boa?

– Eu gostei muito do resultado final. – rimos.

– Você me deixou louca!

– É, mas isso não é tudo. – percorri a mão ao longo de suas costas. Posicionei-me de modo a me deitar sobre ela.

– Vem, meu animal.

Beijei seu corpo inteiro e deixei minhas mãos explorem-na com total liberdade. Alex gemia, sorria e delirava imersa em prazer.

sig_Raydon