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Tudo muda, tudo passa – Cap 3 PARTE 22

Nada contei a Alex sobre meu encontro com Renata. Nada havia acontecido e só ia criar minhoca na cabeça dela. Terça, depois de sair da faculdade, passei na casa de Renata. Eu havia descolado uma graninha extra com umas consultorias e Alex e eu não estávamos saindo tanto por causa das últimas provas que se aproximavam. O porteiro me autorizou a subir e chegando lá Renata me recebeu vestida em um hobbie transparente e sem qualquer coisa por baixo. Seu olhar era de pura volúpia.

– Entra, tesão!

Não sabia se deveria entrar, mas acabei entrando. Fechou a porta.

– Vem, está aqui no quarto.

Caminhou rebolosa e não pude deixar de olhar para sua bunda. Ela tinha belas pernas e uma bunda deliciosa.

“Pára Samantha, não se mete em confusão!”

Ao entrar no quarto, dei de cara com uma lourinha de olhos verdes e cabelos curtos. A menina deveria ter no máximo uns 18 anos e estava completamente nua, de pernas bem abertas, deitada na cama.

– Seu brinquedinho está ali na caixa. Acredita que não paguei por ele? A vendedora me deu! São os benefícios da fama. – tirou o hobbie e posicionou-se entre as pernas da outra menina – Claro que fudi muito com ela em retribuição. – lambeu a vagina da outra – Ela me ensinou tanta coisa nova… Você ficaria surpresa!

Renata e a garota começaram a transar na minha frente e eu estava ficando louca de tanto desejo. Peguei a caixa e fiquei parada olhando para elas. Sabia que deveria ir embora, mas não conseguia.

– Por que não se junta a nós meu tesão? Tem buceta pra todo mundo aqui…

A lourinha olhou-me com cara de vagabunda e no verde de seus olhos me veio a imagem de Alex. Pensei em como perderia tudo se cedesse a um desejo passageiro, e de como me sentiria sem a mulher que amo. Imediatamente o desejo deu lugar a um sentimento de pena daquelas duas criaturas que não conheciam o amor como eu estava aprendendo a conhecer.

– Não sei quanto custa um negócio desses, ainda mais que você diz que nem pagou, mas aqui tem um dinheiro e espero que seja o justo. – deixei o dinheiro sobre uma mesinha – Obrigada e tchau.

Saí em passos firmes e não olhei para trás. Não sei o que disseram, não ouvi. Em minha cabeça parecia ouvir apenas a voz de Alex, me dizendo palavras doces, e tive orgulho de mim mesma e de meu amor por ela. E aquela foi a última vez em que estive com Renata. Desde então, quando a vejo, é apenas através das revistas e telas da TV.

Enfim, para Alex e eu o período já havia terminado. Passamos em todas as matérias e estávamos livres. Eu continuava indo para a faculdade apenas para trabalhar no laboratório. Em 95 minha amada seria oficialmente uma aluna da engenharia civil. Dessa vez sua mãe decidiu ir para a Inglaterra mais cedo, e como as aulas só começariam em março, planejava que a filha voltasse logo depois do aniversário. Eu andava maluca com essa possibilidade. Muito tempo sem vê-la. Pedi uma semana de folga no laboratório para o professor e ele concedeu. Queria me despedir de Alex. Afinal, eu trabalhava tanto que tinha o apelido de funcionária padrão. Alex e eu saímos juntas da faculdade e fomos para Ipanema. Ficamos na praia sentadas na areia e relaxando, na altura do Coqueirão. O tempo estava ótimo, o calor bem ameno e a brisa maravilhosa. De repente notei um rebuliço e ouvi alguém gritar:

– Socorro, arrastão, socorro!

Um bando de moleques vinha como que tratores sobre as pessoas na praia e jogavam-se paus e pedras em várias direções. Um homem armado apareceu e começou a atirar contra os moleques. Muitos se jogaram no chão, inclusive nós. Foi tudo muito rápido, eu nada entendia, mas apenas vi quando um rapaz bem jovem mirou o revólver para Alex e disse que ela iria com eles. Não nos movemos e no desespero ele atirou. Coloquei-me na frente dela e senti uma dor causticante na barriga.

– Nãooo!!!!! – ouvi-a gritar.

E de repente tudo ficou escuro e apaguei.

sig_Raydon

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