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Tudo muda, tudo passa – Cap 2 Parte 10

Estávamos em uma cama redonda, em um motel cheio de espelhos. “Aliás, por que motel tem tanto espelho?” Cezar estava deitado sob mim, segurando minha cintura, enquanto cavalgava nele deslizando as mãos em seu peito cabeludo.

– Ah… Você é muito gostosa Sam… Mexe gostoso assim pra mim vem…

Desci as mãos até sua cintura e o puxei mais para mim. – Quero te sentir todo dentro de mim. Ah… Você é muito bom… – disse fechando os olhos.

Nossos movimentos ficaram mais fortes e acelerados; gozamos quase juntos. Ao final, saí de cima dele deitei ao seu lado.

– Você acaba comigo Sam. Tô arrasado… – fechou os olhos.
– Já eu tô satisfeita, mas não arrasada.

Cezar virou-se de lado e ficou me olhando:
– Então sou homem capaz de te satisfazer?
– Por que a pergunta Cezar? Sabe que a gente se dá bem na cama. – Sentei e olhei para ele – Vou tomar um banho e dormir um pouco. Amanhã tenho de fazer um monte coisas em casa. – Levantei e fui para o banheiro. Cezar entrou no Box enquanto me ensaboava, e se esfregou por trás. Colocou as mãos sobre meus seios e encaixou o pênis na minha bunda: – Por que nunca me deixa comer esse cuzinho gostoso? – mordia minha orelha.

– Porque sexo anal não é muito legal pra mulher. – virei de frente – Pensei que táva arrasado… – percorri seu corpo e peguei o pênis. Estava relaxado.
– E tô. Só táva jogando com possibilidades para nosso próximo encontro. – passou as mãos na minha bunda.
– Então pense em outra coisa. – beijei-o.

Gastamos tempo no chuveiro em uma tremenda sacanagem até que saímos de lá.

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Era quarta-feira e eu não tinha visto Alex desde sábado. Pensava nela e não entendia isso. Minha aula acabou pouco antes da hora correta e fui para o laboratório onde trabalho para colocar minha marmita para esquentar. Havia um pequeno refeitório lá. Sem entender bem o porquê busquei saber onde estariam os calouros naquele momento e soube da aula de física no bloco A. Andei até lá e mentalmente me questionava por isso. Quando cheguei perto vi o pessoal já disperso nos corredores e fui para a sala ver se ela ainda estaria lá. Ao entrar, vi uma menina loura que calmamente arrumava o material dentro da mochilinha. Seu vestido era rosa bem como as sandálias. Alguns garotos ficaram olhando para ela, mas era como se nem existissem a sua frente. Acabaram saindo. Aproximei-me devagar e falei bem perto dela:

– Êta mulher que gosta de rosa!

Alex virou-se rapidamente e deu-me um largo e lindo sorriso: – Você?

– Vim te ver. “Mas porque estou dizendo isso??? E não é verdade? Mas precisa dizer idiota?”
– Que bom!
– Você tem uns livros pesados aí. Te ajudo. – peguei o livro de física e o de cálculo
– Você é tão gentil! – sorriu
– Não. Depende muito. Onde você almoça?
– No restaurante que vocês chamam de Burguesão.
– Burguesão? Coisa de gente fina mesmo!
– E você?
– No refeitório do meu laboratório. Trago marmita, quer dizer, comida pronta feita em casa.
– Ah. Então não poderíamos… Você e eu, almoçar juntas?
– Se no Burguesão venderem comida pra viagem, pode ser. Vamos indo pro meu laboratório e a gente deixa esse peso lá e então passa no restaurante. Tudo bem?
– Sim. – e não parava de sorrir

Alex comprou uma quentinha no restaurante almoçou comigo no refeitório. Como só eu trazia marmita ficamos sozinhas papeando e me pareceu que o tempo voou.

– Aquela galera babaca voltou a te incomodar?
– Não. Mas tenho medo que aquele rapaz, o tal que levou seu golpe, venha tentar prejudicá-la de alguma forma. Nesta semana só levei um trote.
– Não se preocupe. Não pega nada. Já passou.

Sexta-feira chegou e saí do laboratório na hora de sempre: 17:00h. O tempo estava fechado, como se fosse chover, e um vento sinistro soprava forte. Caminhei com pressa para o ponto de ônibus, e reparei numa sombra que se escondeu atrás de uma pilastra. “Estou vendo coisas?”

Fingi que esqueci algo e voltei. Entrei no bloco D, o da engenharia civil, e me escondi. Vi quando três caras, um deles era o que derrubei, entraram rapidamente e passaram por mim sem me ver. Saí de lá depressa e corri para o estacionamento. Fui me escondendo atrás dos carros. Eles voltaram e ficaram olhando para todas as direções, certamente me procurando. Fiquei abaixada atrás de um carro, já perto do bloco A, onde ficava a saída para o ponto de ônibus. Os caras foram até o ponto de ônibus e entraram em um carro com vidros filmados. Não partiram, continuaram esperando. “Tão querendo me emboscar…”.

Saí do esconderijo e continuei correndo abaixada pelo estacionamento até alcançar a outra saída, na direção oposta, perto do bloco H. Por sorte veio um ônibus e entrei. “Ah, mas vocês vão ver!”

sig_Raydon