Queer Eye, a série de comédia que vai te fazer chorar

Eu não sei quantos anos você tem, mas eu, nos meus quase trinta anos, lembro de quando era criança e existia uma série chamada “Queer Eye for the straight guy”, em tradução livre, “um olhar queer sobre o cara hetero”. No programa, cinco gays, especializados em diferentes áreas “cuidavam” da vida de um homem heterossexual por uma semana e transformavam ele. Normalmente a mudança culminava em um evento no final da semana. Ou uma festa de família, ou evento da empresa ou até mesmo um jantar com a esposa. Não importava o tamanho, o que importava era mudar a vida do cara. Bom, essa série acabou e neste ano foi lançado o reboot dela. E meu deus, que maravilhosa escolha em relançar essa preciosidade.

Agora ela se chama apenas Queer Eye, até porque os convidados não se restringem a homens heterossexuais, mas também mulheres, homens gays e até um homem trans. A proposta ainda é a mesma: mudar a vida da pessoa em uma semana, culminando em um importante evento no final. Mas não é isso que nos prende. Não é a interação dos cinco fabulosos – também chamados de Fab5 – nem as mudanças de figurino e as obras maravilhosas, mas a identificação que gera. As pessoas “modificadas” pelos cinco são pessoas comuns, com problemas e inseguranças comuns e com histórias de vida real. Quer mais identificação que isso?

O quinteto é formado por Jonatan, responsável pela aparência física como cabelo, barba e cuidados com a pele; Antoni, responsável pelo cuidado com alimentação; Bobby, responsável por transformar o local, seja a casa, o quarto ou algum outro lugar que a pessoa escolha; Tan, o britânico que refaz o guarda roupa da pessoa e por fim, Karamo, uma espécie de coaching responsável por cuidar do psicológico dos envolvidos. Juntos, eles operam milagres na vida das pessoas. E não só no participante, mas em todos que estão a sua volta.

Muito mais do que mudar a vida das pessoas convidadas, os cinco fabulosos mudam a vida de todos aqueles que assistem. São ensinamentos e lições que levamos para sempre. E até mesmo eles são atingidos pela experiência que tem. Acho que um dos episódios mais emblemáticos foi o da Mamma Tammye. Moradora de uma pequena cidade da Georgia, ela foi inscrita no programa pelo seu vizinho por ele acreditar que ela cuidava muito dos outros e pouco de si mesma. Membro presente e ativa da igreja, Tammye ainda passava pelo processo de aceitação do filho que havia se assumido gay. Não quero dar spoiler, mas esse episódio não mudou só a vida da Mamma, fica bem claro que os cinco fabulosos e o filho da participante foram transformados pela experiência.

A verdade é que eu também fui. Programa após programa eu fui aprendendo a importância de se amar acima de tudo. A confiança própria, o amor pelo que se é e o orgulho de não se esconder, fazem parte dos ensinamentos deles e acabam por mexer com o nosso coração e a nossa auto estima. Ao final de cada programa eu chorava um pouco e absorvia um pouco mais do que eles tinham para passar. Obrigada, #Fab5, eu não participei do programa, mas vocês me transformaram também.

E se você quer entrar para a religião, corre na Netflix e assiste às duas temporadas. YAAAAAS QUEEEEEN

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