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QUANDO MENOS SE ESPERA – Capítulo 5

Se veste logo, Bia. A galera já deve perguntando por nós! – Valentina falou enquanto vestia o short jeans.

Discretamente, elas haviam conseguido escapar até o quarto de Valentina, onde fizeram sexo de um modo selvagem, bruto, quase truculento. O efeito do álcool havia liberado o lado agressivo de ambas.

Novamente juntaram-se aos amigos, que tiraram sarro delas. Léo foi o primeiro a falar rindo das duas:

– Eita! Foi pesado, hein?

– Foi mesmo! Olha o chupão no pescoço da Valentina! – Roberta comentou divertida.

Valentina sem graça pôs a mão no pescoço, repreendeu Beatriz com o olhar e retrucou:

Se metam com a vida de vocês! – falou colocando mais vodca no seu copo.

Beatriz não ficou envergonhada, apenas sorriu satisfeita, porque havia deixado Valentina marcada de propósito, para mostrar a todos o que elas estavam fazendo dentro da casa, principalmente, para Edu, que ficou sério e não brincou como fez com Caio e Roberta anteriormente. Bia percebeu o mau humor do rapaz e se sentiu vitoriosa.

Depois continuaram a beber, comer, conversar e tomar banho de piscina.

Já era início da noite quando Valentina praticamente expulsou os amigos de sua casa. Apesar de até gostar da companhia deles, não conseguia socializar por muito tempo. E todos já estavam acostumados com esse jeito dela.

Os amigos foram embora, menos Beatriz. Valentina não queria que ela ficasse para dormir novamente, pois já a estava achando grudenta demais. Como nunca quis iludi-la, Valentina falou sem rodeios enquanto elas subiam para o quarto:

– Você vai pedir sua mãe pra vir te buscar ou quer que eu peça um táxi?

Desapontada, Beatriz a olhou e comentou:

– Pensei que eu pudesse dormir aqui de novo…

– Acho melhor não, Bia. – Valentina falou impassível.

– Você é uma idiota, sabia? – Beatriz falou com raiva e correu para o quarto.

Bruscamente, começou a colocar seus pertences em sua mochila. Valentina parou na porta e falou rispidamente:

– Não precisa ficar assim, Bia. Desde o início você sabia que eu não queria namorar. Não gosto de grude… – silenciou uns segundos – Eu gosto de ficar com você. Mas é só ficar. Lembra que você aceitou ficar comigo nessas condições? Não sei por que você fica assim!

– Porque eu gosto de você, sua idiota! Sou completamente apaixonada por você! E você só me usa! – Bia gritou e chorou ao mesmo tempo.

Valentina ficou espantada com a confissão. Sabia que Bia gostava dela, mas não que era apaixonada. Naquele momento, ela não soube o que fazer nem o que dizer. Então, ficou em silêncio, enquanto viu Beatriz ligar para a mãe pedindo para ir buscá-la. Depois da ligação, Beatriz pegou sua mochila e foi para a sala. Valentina foi atrás dela.

Quando chegaram lá, Bia se sentou no sofá, Valentina se sentou próximo a ela e, finalmente, conseguiu proferir algumas palavras:

– Bia, não fica chateada. Você sabe como eu sou. Desculpa, mas eu só posso oferecer isso.

Beatriz enxugava as lágrimas que insistiam em cair de seus olhos, quando olhou para Valentina e perguntou:

– Por que você não quer namorar comigo? Eu tenho alguma coisa errada? Eu não sirvo pra namorar, é isso?

– Não é isso, Bia! Acho que sou eu que não sirvo pra namorar, sabe? Não gosto do conceito de namoro. Aquela coisa de ter que dá satisfação… Me sinto presa! Namorar não é pra mim, só isso. Eu gosto de me divertir, sem amarras e sem pressão.

– Sei. Você gosta é de usar as pessoas pra te satisfazer, né?

– Não. Porque eu nunca prometi nada a você. Você sempre soube como seria. Então, eu não usei você. Nós nos divertimos. Eu e você!

, Valentina. Entendi. Mas não sei se é isso que eu quero. Achei que seria forte o suficiente pra ficar com você sem me apaixonar. Mas não fui. Então, acho melhor a gente se afastar pra não piorar as coisas.

– Eu entendo.

Beatriz baixou a cabeça e ficou desiludida com a facilidade de Valentina em dizer que entendia o fato de Bia não querer mais ficar com ela. Sentiu que realmente a loirinha rebelde não gostava dela como ela queria.

Naquele momento, o celular de Beatriz tocou. Era a mãe dela avisando que já havia chegado.

– Minha mãe chegou. Tenho que ir.

Então, levantaram-se e se dirigiram até o portão sem trocar uma palavra.

Ao abri-lo, Valentina apenas disse:

– Tchau, Bia.

– Tchau, Valentina – Bia falou melancólica.

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