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QUANDO MENOS SE ESPERA – Capítulo 43

Amanda havia ficado intensamente ansiosa por causa de certos pensamentos que não saíam de sua cabeça há vários dias, mas que estavam mais fervorosos desde o final da festa.

Ao chegar ao seu quarto, ela tomou banho, vestiu sua camisola e, depois, deitou na cama, mas a inquietude ainda ficou lá, dentro dela, corroendo-a vigorosamente. Rolou de um lado para o outro da cama sem conseguir relaxar para dormir.

De repente, levantou-se e decidiu atender ao desejo que lhe suplicava há muitos dias. Assim, ela saiu em direção ao quarto de Valentina.

***

A namorada de Amanda engoliu em seco ao vê-la tirar a camisola na sua frente. Extasiada e, ao mesmo tempo, nervosa, Valentina se aproximou da namorada e, pegando seu rosto entre as mãos, perguntou com uma voz quase sussurrada:

– Você tem certeza?

E, balançando a cabeça afirmativamente, Amanda falou sem titubear:

– Tenho.

Valentina então a beijou delicadamente. Suas bocas e suas línguas começaram a se acariciar sem pressa saboreando o momento com total deleite, fazendo com que seus corações martelassem dentro de seus peitos.

Sem interromper o beijo, Valentina passeou suas mãos frias pelo pescoço, depois pelos braços e, posteriormente, pelas costas de Amanda, cuja reação foi o arrepio de todo o seu corpo.

Após instantes de delicados beijos, Valentina segurou Amanda pela mão e a guiou até sua cama. Sem tirar os olhos da namorada, Amanda deitou-se na cama lentamente. E Valentina a observava sem conseguir acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo! Seus olhos brilhavam ao contemplar Amanda ali deitada em sua cama.

Em seguida, ela tirou sua roupa de dormir e, vagarosamente, encaixou-se ao corpo de Amanda, que a recebeu com prazer.  E foi nesse momento, que elas sentiram, pela primeira vez, a calidez de suas peles.

Antes de beijá-la novamente, Valentina a olhou no fundo dos olhos e, acariciando seu rosto e depois seus lábios, declarou em sussurro:

– Eu te amo!

Instantaneamente, Amanda sorriu e seus olhos marejaram de emoção! Era a primeira vez que ela ouvia isso de alguém que não fosse seus pais. Ela também nunca havia sentido por alguém o que estava sentindo por Valentina. Por isso, a declaração a tinha feito transbordar de alegria. Então, fitando-a com um olhar apaixonado, ela enunciou:

– Eu também te amo!

Valentina sorriu se deliciando com a recíproca declaração da namorada. Seguidamente, aconchegou sua boca na dela, presenteando-a com um beijo ainda mais intenso, enquanto deslizava a mão pela cintura até chegar à coxa dela.

À medida que Valentina a beijava, intensificava-se o calor no corpo de Amanda, que reagia com vibrações jamais sentidas.

Depois, suavemente, Valentina escorregou-lhe os lábios pelo pescoço. E, enquanto isso, as mãos frias e nervosas de Amanda lhe acariciavam as costas.

Em seguida, a boca de Valentina serpenteou pelo colo de Amanda, cujo corpo se arrepiou a cada hálito quente e a cada roçar de lábios. Instantes depois, ela finalmente alcançou-lhe os seios. Amanda ficou ainda mais ofegante, enquanto sentia a língua de Valentina passear pela sua pele.

Ambas as garotas estavam em um turbilhão de nervosismo e de excitação. Para Valentina, era novidade toda aquela inquietação durante o sexo. No entanto, naquele momento, ela percebeu que era a primeira vez que fazia amor com alguém. Já para Amanda todas aquelas sensações eram completamente desconhecidas.

Após instantes de dedicação aos seios de Amanda, Valentina percorreu a boca por toda a extensão de sua barriga, causando-lhe ainda mais arrepios. Enquanto isso, Amanda caminhou seus dedos para dentro dos cabelos de Valentina e lhe apertou a nuca com vigor, à medida que se regozijava com os lábios da namorada deslizando pelo seu corpo.

Por fim, Valentina beijou a parte interna de duas coxas, tirando-lhe a calcinha – a única coisa que ainda lhe cobria o corpo – e alcançou-lhe o ventre, que já se encontrava em chamas. O toque libidinoso da língua de Valentina fez o corpo de Amanda reagir instintivamente, arqueando levemente a cabeça para trás e emitindo gemidos menos acanhados. Seu corpo estava descobrindo sensações e vibrações jamais sentidas.

Após alguns instantes, Valentina delicada e vagarosamente penetrou-lhe os dedos. A dor surgiu se misturando ao prazer. No entanto, ela logo se dissipou, deixando o prazer imperar novamente.

E, assim, não tardou para Amanda, apertando o lençol entre as mãos, derramar-se na boca e nos dedos de Valentina.

Após ter tirado a virgindade e proporcionado o primeiro orgasmo da vida da namorada, Valentina pousou seu corpo sobre o dela, fitou-a sorrindo e depois falou acariciando-lhe os cabelos:

– Tá tudo bem, meu amor?

Amanda, ainda ofegante, respondeu:

– Tá tudo ótimo! – sorriu envergonhada.

Valentina sorriu satisfeita, depois uniu seus lábios aos dela e, assim, absorveram-se outra vez em um beijo terno e, ao mesmo tempo, intenso.

Depois, Valentina deitou-se ao lado de Amanda, ofereceu-lhe o braço e ela se aninhou confortavelmente nele e, assim, permaneceram em silêncio por alguns instantes. Cada uma perdida em seus próprios pensamentos.

Amanda não conseguia acreditar no que acabara de acontecer. Tudo parecia tão mágico! Sentia seu corpo ainda afetado pelos efeitos do prazer sentido. Ela estava se sentindo diferente de uma forma que não soube explicar. Só conseguiu definir que estava imensamente feliz, sem um mínimo de arrependimento ou culpa. De repente, ela se apoiou no cotovelo, ficando frente a frente com Valentina. Acarinhou seu rosto, beijou-lhe lentamente a boca e depois sussurrou:

– Quero te fazer sentir a mesma coisa que eu senti…

Outra vez, o coração de Valentina palpitou mais forte, pois não imaginava que ia escutar aquilo de Amanda. Pelo menos, não naquele momento. Jamais pensou em exigir alguma coisa para a qual ela não estivesse preparada, pois sabia que aquilo era tudo muito novo para ela e queria que ela fosse se acostumando aos poucos, sem pressões.

– Você tem certeza? – Valentina acariciava seus cabelos. – Eu não me importo de esperar, se você ainda não tiver preparada…

Amanda lançou um lindo sorriso para a namorada e disse prontamente:

– Mas sou eu que não quero esperar… Se eu cheguei até aqui, pode ter certeza que já pensei muito sobre tudo! Não quero mais ficar pensando…

– Só não quero que você se sinta pressionada, tá?

– Não tô… Nem se preocupe com isso… – Amanda falou e, pousando seu corpo sobre o de Valentina, deu-lhe um beijo quente, mas, inevitavelmente, o nervosismo tomou conta dela, pois estava prestes a acontecer o que ela já vinha imaginando tantas vezes.

Como sabia que, mais cedo ou mais tarde, faria sexo com Valentina, Amanda recorreu a várias leituras e a muitos filmes sobre a temática para tentar aprender alguma coisa. Não queria ficar sem saber o que fazer.

Contudo, uma coisa era ler sobre o assunto, outra coisa bem diferente era por em prática!

Como se tivesse percebido a tensão da namorada, Valentina sussurrou entre seus lábios:

– Relaxa e segue teus instintos…

Amanda então lhe deu um beijo apaixonado e tentou seguir o conselho da namorada. “Seguir meus instintos… Espero que dê certo!”

Assim, ela começou a percorrer o corpo de Valentina com a boca e com as mãos, da mesma forma que a namorada tinha feito momentos antes. E, mesmo sem muito jeito no início, Amanda proporcionou um intenso prazer à Valentina, que acabou chegando ao clímax mais rápido do que ela imaginava.

A seguir, Valentina beijou apaixonadamente Amanda, que tinha ficado satisfeita com seu desempenho. Para uma primeira vez, ela achou que foi até bem. Valentina também compartilhava desse pensamento. E, novamente, Amanda aconchegou-se no peito de dela e pôs o braço em sua barriga, enquanto Valentina acariciava seus cabelos.

– Eita, já tá amanhecendo! – Amanda comentou olhando para a janela, cuja cortina estava aberta. – É melhor eu voltar pro meu quarto!

Valentina a abraçou forte e falou brincando:

– Não vou deixar você ir!

– Infelizmente, eu preciso! – Amanda falou tristonha.

– É, eu sei… – Valentina falou em um tom melancólico.

Então, Amanda se levantou e timidamente vestiu a calcinha e a camisola com rapidez, enquanto Valentina a observava com uma felicidade que não cabia dentro dela. Depois, Valentina se levantou completamente nua para acompanhar Amanda até a porta.

Serpeando o olhar rapidamente pelo corpo nu de Valentina, Amanda comentou gracejando:

– Queria ser desprendida assim como você…

– Você se acostuma… – Valentina sorriu, abraçando-a e dando-lhe um beijo quente.

Em seguida, Amanda saiu sorrateiramente em direção ao seu quarto e só conseguiu estar entregue ao sono tempos depois de se deitar, pois sua mente ficou repassando, ininterruptamente, os momentos daquela madrugada. Por causa da surpreendente exaltação do pós-festa, Valentina também demorou a adormecer.

No dia seguinte, por volta do meio-dia, Valentina acordou e quando desceu em direção à cozinha, feliz da vida pensando que ia encontrar Amanda e passar o dia a sós com ela, encontrou o pai sentado no sofá lendo o jornal e, ao lado dele, Júlia lia entretida uma revista. Instantaneamente, seu sorriso sumiu do seu rosto, mas, tentando transparecer naturalidade, proferiu:

– Bom dia!

– Bom dia! – Júlia e Agnelo responderam em uníssono sem olharem para ela.

– Que milagre aconteceu pra vocês não terem ido ao clube hoje?

– Pois é! – Agnelo respondeu desviando seu olhar do jornal para ela. – Estávamos cansados e resolvemos dormir até mais tarde. E, também, acho que bebi mais do que devia ontem…

Antes mesmo de o pai terminar de falar, Valentina sacou o celular do bolso do short e enviou uma mensagem para Amanda:

‘Bom dia! Onde vc tá?’

‘Bom dia! Tô no meu quarto. E vc?’

‘Acabei de descer, pensando que ia te encontrar e dei de cara com nossos pais! =( Eles vão ficar em casa!!!!’ – Valentina escreveu, enquanto caminhava até a cozinha.

‘É, eu sei… =( ‘

‘Eu preciso te ver!’

‘Eu também quero te ver! Mas como vamos fazer?’

‘Vou pensar num jeito e te falo! Bjo’

Valentina tomou café da manhã matutando sobre como elas poderiam fazer para se ver naquele dia. E, depois de beber o último gole de café, ela enviou uma mensagem para Amanda:

‘Já sei! A gente pode dizer que vai sair! Aí ligo pro Léo e a gente se encontra na casa dele, pq assim a gente evita encontrar alguém conhecido em local público. Q tal?’

Amanda recebeu a mensagem, pensou por alguns segundos e respondeu:

‘Ótima ideia! Apesar de não saber que o Léo sabia da gente!’

‘hahaha ele é o único que sabe! É de boa… Nem se preocupe!’

Então, depois de Valentina ligar para Leonardo, elas combinaram tudo minunciosamente. Amanda foi a primeira a sair dizendo que ia se encontrar com as amigas em um shopping. Ela realmente foi para um shopping próximo à casa de Leonardo, onde esperaria por Valentina até Leo ir buscá-las. Uns quinze minutos depois, Valentina saiu avisando que ia para a casa de Leo, o que fez Agnelo perguntar esperançoso:

– Filha, você tá se encontrando tanto com o Léo! Vocês, por acaso, estão namorando?

Ao ouvir aquela pergunta inusitada do pai, Valentina não aguentou e caiu na risada.

– O que foi que eu falei de tão engraçado? – ele perguntou alternando o olhar entre a filha e a esposa, que mantinha seriedade no semblante.

– Ah, pai, desculpa te desapontar, mas ele é só meu amigo, tá? – Valentina falou caminhando em direção à saída. – Tchau. Não sei que horas eu vou voltar!

Quando Valentina saiu, Júlia, soberbamente, perguntou ao marido:

– Você ainda tem esperanças da sua filha gostar de homem?!

Com os olhos fixos no jornal, Agnelo proferiu:

– Claro! Mais cedo ou mais tarde, ela vai aparecer com um namorado. Apesar de eu não gostar ‘dessas coisas’ de Valentina, não impeço dela ter suas experiências… Até porque, como eu já te disse, se eu for contra, o negócio piora. Conheço minha filha! Ela melhorou muito o jeito dela, mas ainda é turrona!

Júlia nada falou, mas pensou. “Ainda bem que Amanda não sabe nada ‘dessas coisas’! E não tem amizade com essa garota!”

***

Instantes depois, Valentina encontrou Amanda sentada a uma mesa na praça de alimentação do shopping, mexendo no celular.

– Posso sentar com você, moça? – Valentina brincou sorrindo para a namorada, que levantou a cabeça e devolveu o sorriso.

– Claro! Será um prazer! – Amanda entrou na brincadeira.

Elas apenas se olharam trocando sorrisos, sem contato algum. Assim que Valentina sentou na cadeira, Leonardo ligou e, então, elas se dirigiram para fora do shopping. No momento em que ele parou o carro, Amanda entrou na parte de trás e, pondo a cabeça na janela do passageiro, Valentina perguntou ao amigo:

– Cara, tu não acha ruim ir de motorista não, né?

– Claro que não! Entra lá!

E, assim, Valentina também entrou na parte de trás junto com a namorada.

– Fiquem à vontade! Finjam que eu não tô aqui, tá? – Leo falou olhando para elas pelo retrovisor. Amanda estava um pouco envergonhada. E Valentina falou:

– Pode deixar!

Então, virou-se para Amanda e sussurrou:

– Já tava com saudade…

– Eu também…

Em seguida, beijaram-se e, por um momento, esqueceram-se de que o amigo estava ali.

Enquanto Léo estacionava o carro na garagem, Amanda perguntou apreensiva:

– Seus pais estão em casa, Léo?

– Não. Relaxa… Eles viajaram e meu irmão saiu com a namorada. A casa é toda nossa!

Eles então entraram em casa e se dirigiram para o quarto de Léo, que logo se sentou em sua poltrona e falou:

– Oh, podem ficar aí na minha cama, tá? Porque vou ficar aqui conversando com um boy lindo, que conheci num app. Não vou nem dá conta de vocês… Mas se quiserem, eu posso sair!

Quando Valentina ia falar, Amanda se antecipou e disse:

– Pode ficar aí, Leo!

Valentina lançou-lhe um olhar de censura como se dissesse ‘preferia que ele saísse’, mas Amanda a olhou com um esgar de negação.

No entanto, em poucos instantes, elas já tinham deitado na cama e alternavam entre conversas em tons sussurrados e beijos apaixonados, sem nem ligarem para a presença de Leo, que ficou entretido na conversa com o rapaz que havia conhecido.

De repente, ele falou se levantando e atrapalhando o beijo entre as garotas:

– Vou ali trazer alguma coisa pra gente comer, tá?

– Tá. Se quiser, pode demorar! – Valentina gracejou com o amigo.

– Valentina! – Amanda repreendeu a namorada.

– Pode deixar! – Leo piscou para a amiga e saiu.

– Que foi? – Valentina perguntou rindo.

– Você! Expulsando o menino do próprio quarto!

– Ah, mas é por uma boa causa! – Valentina encostou seus lábios no dela. – Vem cá, vem!

Então, Valentina a beijou delicadamente, enquanto apertava-lhe a cintura e ela entrelaçava as mãos em seus cabelos. Depois, Valentina deslizou a mão para dentro de sua blusa, o que fez Amanda interromper o beijo e admoestar, segurando sua mão:

– Valentina, aqui não… O Léo vem já…

– Vem não. Ele vai demorar… – Valentina falou, enquanto beijava seu pescoço. – Senti muito a sua falta, amor…

Ao ouvir aquela frase, Amanda se desarmou completamente e permitiu os toques atrevidos da namorada em seu corpo.

Enquanto elas caíam em êxtase com o contato de suas bocas e de suas mãos explorando seus corpos, Leo abriu a porta, repentinamente, assustando-as. Envergonhada, Amanda se sentou rapidamente, ajeitando a blusa, e Valentina permaneceu tranquilamente deitada na cama.

– Desculpa, meninas! Mas tive que vir interromper vocês! – ele falou colocando uma bandeja com diversas guloseimas em cima da escrivaninha. – Marquei de encontrar o boy daqui a pouco! – Leo falou com empolgação.

– Você chamou ele pra cá? – Valentina questionou preocupada.

– Claro que não! Tá louca? Marquei nesse barzinho aqui do lado. Aquele da esquina…

– Ah, sim! Então, se divirta! Com cuidado, viu? – Valentina aconselhou.

– Com certeza! Vou só ver qual é a do boy! Se ele é tudo de bom como parece ser! – Leo riu seguido pelas garotas.

Então, ele abriu o guarda roupa e pegou uma blusa. Trocou-a ali na frente delas e saiu dizendo:

– Fiquem à vontade! Qualquer coisa é só ligar!

Assim que Leo fechou a porta, Valentina puxou Amanda, abraçando-a e fazendo com que ela deitasse sobre si. Depois, roçando sua boca na dela, sussurrou:

– Ouviu o que ele disse? A gente pode ficar à vontade!

Amanda sorriu adorando o atrevimento da namorada. Ultimamente, nem ela mesma estava mais se reconhecendo. Havia mudado. Estava mais leve e menos pudica. Sentia-se, finalmente, livre!

Então, deu-lhe um beijo ávido e começou a friccionar lentamente seu corpo no dela, revelando que ela ansiava pela mesma coisa que a namorada.

E, assim, fizeram amor ali na cama de Leonardo. Só que, dessa vez, o sexo foi mais impetuoso, intenso e ousado!

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