Menu fechado

QUANDO MENOS SE ESPERA – Capítulo 26

No dia seguinte, à tarde, Valentina recebeu a visita de Leonardo. Eles se sentaram no sofá da sala de estar e ficaram conversando, enquanto Amanda permanecia em seu quarto.

Naquele dia, Amanda só havia saído do quarto para tomar café da manhã. Teve receio de Valentina aparecer na hora. Estava sem querer ver nem falar com ninguém, muito menos com ela. Além de tudo, ela havia ficado um pouco envergonhada do repentino beijo e abraço que tinha dado na filha do padrasto no dia anterior.  Contudo, para seu alívio, Valentina não apareceu e Amanda acabou tomando o seu café da manhã sozinha.

Depois disso, ela se trancou no quarto. Tentou voltar a dormir mais um pouco, porque, na noite anterior, havia tirado apenas alguns cochilos, visto que os acontecimentos do precedente dia teimaram em não sair da sua mente.

Durante a conversa, Leonardo, tocando o braço de Valentina e olhando ao redor, falou em um tom mais baixo:

– Nem te conto!

– O que foi, Leo?

– Falei para os meus pais… – falando ainda mais baixo. – Que sou gay!

– Sério? E como foi a reação deles?

– Incrivelmente tranquila! Não sei se foi devido ao acidente, mas eles foram maravilhosos! Eles disseram que me amavam independente de qualquer coisa! E só queriam que eu fosse feliz!

– Que massa, cara! E que bom que você mesmo se aceitou! Fico feliz por você, Léo! – Valentina sorriu apertando a mão do amigo.

– Pois é! O fato de eu me aceitar se deveu muito ao acidente… Pensei que eu poderia ter morrido naquele dia e tal… No outro dia, eu disse a mim mesmo que não poderia mais viver escondido e que eu não fazendo nada errado… Eu simplesmente sou assim! – ele sorriu.

– Exatamente! Muitas pessoas acham que é rebeldia, que é uma fase ou que nós optamos por sermos gays… Por isso, odeio a expressão “opção sexual”. Quero saber quem optou ser hetero ou gay! Não concordo nem com a expressão orientação sexual! Porque ninguém me orientou a ser lésbica! Não que eu saiba! – Valentina riu. – Isso é uma condição sexual! Somos assim e pronto!

– Uau!!! Arrasou no discurso, viu? – Léo gracejou com a amiga batendo palmas. – Concordo plenamente com você! – balançou a cabeça positivamente.

Já era quase noite, quando Leonardo se despediu da amiga e foi embora. E, nesse momento, seu celular vibrou emitindo um bip de mensagem. Ela o sacou do bolso do short e leu a mensagem de Dani: “Oi, Valentina! Passando para perguntar como vc tá! Espero que bem melhor… Querendo matar a saudade! Bjo”

Valentina leu a mensagem rindo do jeito direto da garota. E, de repente, sem saber o porquê, Amanda surgiu em seus pensamentos. Lembrou-se do abraço e do beijo que ela tinha lhe dado há menos de um dia, o que fez seu coração martelar dentro do peito. “Porra! Isso já tá me deixando com raiva!”.

Então, ela teve uma ideia. Respondeu a mensagem de Dani e a convidou para ir a sua casa naquele mesmo dia. Segundos depois, a resposta de Dani veio em três simples palavras: “Chego já aí!”.

Enquanto esperava Dani, Valentina pensou em como estaria Amanda depois do que aconteceu. Não a tinha visto desde o dia anterior quando saiu do quarto dela atordoada com aquele contato inesperado. Talvez ela realmente estivesse triste e Valentina não queria ir até lá para ver como ela estava. Mesmo tendo lembrado que Amanda a tinha deixado mais alegre na noite de Natal, Valentina não se encorajou a ir visitá-la em seu quarto para saber como ela estava.

Nesse momento, seus pensamentos foram interrompidos pela ligação de Dani dizendo que havia chegado.

Quando elas se encontraram, Dani abraçou Valentina e deu-lhe um breve beijo nos lábios. Valentina então sussurrou em seu ouvido:

– Eu não posso prometer matar a saudade como você e eu queremos… Meu estado ainda não permite… Muita movimentação – Valentina sorriu. – Mas podemos ver um filme… O que acha?

– Por mim, tudo bem…

Assim, Valentina a levou até o home cinema. Chegando lá, inevitavelmente, lembrou-se do ocorrido e, consequentemente, lembrou-se de Amanda. “Porra, Valentina! Se concentra na Dani!”

Rapidamente, escolheram um filme, Valentina fechou a porta e procurou uma posição confortável no sofá retrátil. E Dani encostou-se nela com chamego. Vez ou outra, elas se beijavam. Não por muito tempo, porque Valentina evitava que evoluísse para algo mais, pois ainda estava impossibilitada de fazer sexo.

No meio do filme, Dani quis ir ao banheiro. Então, ela parou o filme e saiu do quarto em direção ao lavabo próximo à sala. Instantes depois, ela voltou e se aninhou novamente no braço de Valentina.

Cansada de chorar, de ficar triste e de estar trancada no quarto, Amanda resolveu ir à cozinha jantar ou pelo menos comer alguma fruta, pois estava sem fome.

No caminho, ela ouviu o barulho da tv vindo do home cinema. “Ela deve vendo um filme com Leonardo”. Mais cedo, pela janela do seu quarto, Amanda tinha visto Léo chegando.

Uma curiosidade irrefreável lhe acometeu de súbito e ela resolveu se aproximar mais do home cinema quando percebeu que a porta estava entreaberta. Dani não a tinha fechado quando voltara do banheiro.

Para não ser vista, Amanda andou sorrateiramente até mais perto da porta e olhou pela fresta.

Depois que voltou do banheiro, Dani demonstrou que não tinha o menor interesse em assistir ao filme. Começou a beijar Valentina, deslizando a mão pelo seu braço bem devagar, subindo pelo ombro.

– Não começa, Dani. – Valentina falou entre os lábios da garota.

– O que eu fazendo demais? só te dando carinho! – ela falou manhosa.

– Sei…

Dani beijou Valentina novamente e, dessa vez, sua mão pousou no seio dela. Gostando do contato sensual, a garota não o interrompeu e foi receptiva ao beijo, pondo a mão no pescoço de Dani, que, por sua vez, pôs a perna por cima da dela.

Completamente aturdida, Amanda assistia a essa cena. Ela ficou tão atordoada com o que viu que rapidamente correu para o seu quarto, esquecendo completamente de jantar.

Chegou lá totalmente ofegante por causa da corrida que deu escada a cima. Fechou a porta e se deitou na cama. Amanda não conseguia tirar a cena de Valentina se beijando com uma garota da cabeça. “Meu Deus! Ela é lésbica e eu não sabia!”. E começou ter vários questionamentos atropelados: “Será que Dr. Agnelo sabia? E minha mãe? E Rosa, será que sabia? E os amigos de Valentina? E quem seria essa garota? Acho que não é da escola! Bem que não deu para eu vê-la direito. Será que é a garota que foi visitá-la no hospital?”.

Para piorar sua desorientação, Amanda se lembrou do vergonhoso dia em que ajudou Valentina a ir ao banheiro. “Meu Deus! Nunca mais quero olhar pra ela!”

Apesar de ter ouvido durante toda sua vida alguns comentários homofóbicos por parte de sua mãe e de ser religiosa, Amanda não era uma garota preconceituosa. Sabia muito bem que as pessoas homoafetivas não tinham escolha e achava que ninguém deveria discriminar os outros seres humanos pelo simples fato de eles serem o que eram.

Contudo, nunca passou pela sua cabeça que Valentina fosse lésbica. Será que todos sabiam menos ela? Ao pensar isso, ela se sentiu ingênua.

A filha de Júlia ficou tão surpresa com o que descobriu, que não desceu para jantar e nem conseguiu se concentrar em mais nada. Tentou ler, tentou ver um filme, tentou estudar… E nada! Não conseguia parar de pensar na cena entre Valentina e a garota que ela não conhecia.

Então, ela desistiu de tentar fazer alguma coisa e deitou na cama e se permitiu pensar sobre aquilo. Seus pensamentos atrapalharam seu sono e ela somente conseguiu dormir de madrugada.

– Para, Dani. Eu não vou conseguir… – Valentina retirou a mão da garota do seu seio.

Dani revirou os olhos e falou:

– Ok! Então, eu vou embora… – ela falou chateada.

– Eu não acredito que você vai ficar com raiva disso, Dani? Cara, eu ainda tô doente.

Apesar de ainda não poder se mexer muito, Valentina até conseguiria intensificar as carícias com a garota do vestido vermelho. Mas alguma coisa a impediu. Alguma coisa que ela, no fundo, sabia o que era, mas nem cogitou pensar sobre isso.

– Tá, Valentina! Eu entendo. Só preciso ir embora mesmo. – mentiu Daniela.

– Mas o filme ainda nem terminou!

– Mas já tá tarde!

– Tudo bem. – Valentina falou sem paciência. Ela nunca foi uma pessoa de insistir para alguém fazer alguma coisa.

Assim, Dani se levantou, pegou sua bolsa e, antes de sair, falou:

– Tchau. Depois a gente se fala…

– Tchau…

Depois que Dani saiu, Valentina continuou a ver o filme.

Amanda acordou com sede e desceu até a cozinha. Viu a luz do home cinema por baixo da porta. Desviou o caminho e foi até lá. Abriu a porta e viu Valentina deitada no sofá dormindo. Aproximou-se dela e se sentou no sofá. Acariciou o rosto da garota adormecida e admirou a beleza dela. E, bem devagar, foi colocando seu rosto mais perto do dela, fitando-lhe a boca. E, finalmente, ela ajustou seus lábios ao de Valentina, sentindo a maciez deles. Valentina acordou e pôs as mãos em seu pescoço, recebendo seu beijou com veemência. Amanda depositou seu corpo por cima do dela e Valentina a enlaçou pela cintura. Sem parar de se beijarem, Valentina despiu a camisola dela vagarosamente…

De repente, Amanda acordou sobressaltada com o coração aos pulos dentro do peito. Ofegante e atordoada, a garota arregalou os olhos ao perceber com o que havia acabado de sonhar…

No dia seguinte, à tarde, Valentina recebeu a visita de Leonardo. Eles se sentaram no sofá da sala de estar e ficaram conversando, enquanto Amanda permanecia em seu quarto.

Naquele dia, Amanda só havia saído do quarto para tomar café da manhã. Teve receio de Valentina aparecer na hora. Estava sem querer ver nem falar com ninguém, muito menos com ela. Além de tudo, ela havia ficado um pouco envergonhada do repentino beijo e abraço que tinha dado na filha do padrasto no dia anterior.  Contudo, para seu alívio, Valentina não apareceu e Amanda acabou tomando o seu café da manhã sozinha.

Depois disso, ela se trancou no quarto. Tentou voltar a dormir mais um pouco, porque, na noite anterior, havia tirado apenas alguns cochilos, visto que os acontecimentos do precedente dia teimaram em não sair da sua mente.

Durante a conversa, Leonardo, tocando o braço de Valentina e olhando ao redor, falou em um tom mais baixo:

– Nem te conto!

– O que foi, Leo?

– Falei para os meus pais… – falando ainda mais baixo. – Que sou gay!

– Sério? E como foi a reação deles?

– Incrivelmente tranquila! Não sei se foi devido ao acidente, mas eles foram maravilhosos! Eles disseram que me amavam independente de qualquer coisa! E só queriam que eu fosse feliz!

– Que massa, cara! E que bom que você mesmo se aceitou! Fico feliz por você, Léo! – Valentina sorriu apertando a mão do amigo.

– Pois é! O fato de eu me aceitar se deveu muito ao acidente… Pensei que eu poderia ter morrido naquele dia e tal… No outro dia, eu disse a mim mesmo que não poderia mais viver escondido e que eu não fazendo nada errado… Eu simplesmente sou assim! – ele sorriu.

– Exatamente! Muitas pessoas acham que é rebeldia, que é uma fase ou que nós optamos por sermos gays… Por isso, odeio a expressão “opção sexual”. Quero saber quem optou ser hetero ou gay! Não concordo nem com a expressão orientação sexual! Porque ninguém me orientou a ser lésbica! Não que eu saiba! – Valentina riu. – Isso é uma condição sexual! Somos assim e pronto!

– Uau!!! Arrasou no discurso, viu? – Léo gracejou com a amiga batendo palmas. – Concordo plenamente com você! – balançou a cabeça positivamente.

Já era quase noite, quando Leonardo se despediu da amiga e foi embora. E, nesse momento, seu celular vibrou emitindo um bip de mensagem. Ela o sacou do bolso do short e leu a mensagem de Dani: “Oi, Valentina! Passando para perguntar como vc tá! Espero que bem melhor… Querendo matar a saudade! Bjo”

Valentina leu a mensagem rindo do jeito direto da garota. E, de repente, sem saber o porquê, Amanda surgiu em seus pensamentos. Lembrou-se do abraço e do beijo que ela tinha lhe dado há menos de um dia, o que fez seu coração martelar dentro do peito. “Porra! Isso já tá me deixando com raiva!”.

Então, ela teve uma ideia. Respondeu a mensagem de Dani e a convidou para ir a sua casa naquele mesmo dia. Segundos depois, a resposta de Dani veio em três simples palavras: “Chego já aí!”.

Enquanto esperava Dani, Valentina pensou em como estaria Amanda depois do que aconteceu. Não a tinha visto desde o dia anterior quando saiu do quarto dela atordoada com aquele contato inesperado. Talvez ela realmente estivesse triste e Valentina não queria ir até lá para ver como ela estava. Mesmo tendo lembrado que Amanda a tinha deixado mais alegre na noite de Natal, Valentina não se encorajou a ir visitá-la em seu quarto para saber como ela estava.

Nesse momento, seus pensamentos foram interrompidos pela ligação de Dani dizendo que havia chegado.

Quando elas se encontraram, Dani abraçou Valentina e deu-lhe um breve beijo nos lábios. Valentina então sussurrou em seu ouvido:

– Eu não posso prometer matar a saudade como você e eu queremos… Meu estado ainda não permite… Muita movimentação – Valentina sorriu. – Mas podemos ver um filme… O que acha?

– Por mim, tudo bem…

Assim, Valentina a levou até o home cinema. Chegando lá, inevitavelmente, lembrou-se do ocorrido e, consequentemente, lembrou-se de Amanda. “Porra, Valentina! Se concentra na Dani!”

Rapidamente, escolheram um filme, Valentina fechou a porta e procurou uma posição confortável no sofá retrátil. E Dani encostou-se nela com chamego. Vez ou outra, elas se beijavam. Não por muito tempo, porque Valentina evitava que evoluísse para algo mais, pois ainda estava impossibilitada de fazer sexo.

No meio do filme, Dani quis ir ao banheiro. Então, ela parou o filme e saiu do quarto em direção ao lavabo próximo à sala. Instantes depois, ela voltou e se aninhou novamente no braço de Valentina.

Cansada de chorar, de ficar triste e de estar trancada no quarto, Amanda resolveu ir à cozinha jantar ou pelo menos comer alguma fruta, pois estava sem fome.

No caminho, ela ouviu o barulho da tv vindo do home cinema. “Ela deve vendo um filme com Leonardo”. Mais cedo, pela janela do seu quarto, Amanda tinha visto Léo chegando.

Uma curiosidade irrefreável lhe acometeu de súbito e ela resolveu se aproximar mais do home cinema quando percebeu que a porta estava entreaberta. Dani não a tinha fechado quando voltara do banheiro.

Para não ser vista, Amanda andou sorrateiramente até mais perto da porta e olhou pela fresta.

Depois que voltou do banheiro, Dani demonstrou que não tinha o menor interesse em assistir ao filme. Começou a beijar Valentina, deslizando a mão pelo seu braço bem devagar, subindo pelo ombro.

– Não começa, Dani. – Valentina falou entre os lábios da garota.

– O que eu fazendo demais? só te dando carinho! – ela falou manhosa.

– Sei…

Dani beijou Valentina novamente e, dessa vez, sua mão pousou no seio dela. Gostando do contato sensual, a garota não o interrompeu e foi receptiva ao beijo, pondo a mão no pescoço de Dani, que, por sua vez, pôs a perna por cima da dela.

Completamente aturdida, Amanda assistia a essa cena. Ela ficou tão atordoada com o que viu que rapidamente correu para o seu quarto, esquecendo completamente de jantar.

Chegou lá totalmente ofegante por causa da corrida que deu escada a cima. Fechou a porta e se deitou na cama. Amanda não conseguia tirar a cena de Valentina se beijando com uma garota da cabeça. “Meu Deus! Ela é lésbica e eu não sabia!”. E começou ter vários questionamentos atropelados: “Será que Dr. Agnelo sabia? E minha mãe? E Rosa, será que sabia? E os amigos de Valentina? E quem seria essa garota? Acho que não é da escola! Bem que não deu para eu vê-la direito. Será que é a garota que foi visitá-la no hospital?”.

Para piorar sua desorientação, Amanda se lembrou do vergonhoso dia em que ajudou Valentina a ir ao banheiro. “Meu Deus! Nunca mais quero olhar pra ela!”

Apesar de ter ouvido durante toda sua vida alguns comentários homofóbicos por parte de sua mãe e de ser religiosa, Amanda não era uma garota preconceituosa. Sabia muito bem que as pessoas homoafetivas não tinham escolha e achava que ninguém deveria discriminar os outros seres humanos pelo simples fato de eles serem o que eram.

Contudo, nunca passou pela sua cabeça que Valentina fosse lésbica. Será que todos sabiam menos ela? Ao pensar isso, ela se sentiu ingênua.

A filha de Júlia ficou tão surpresa com o que descobriu, que não desceu para jantar e nem conseguiu se concentrar em mais nada. Tentou ler, tentou ver um filme, tentou estudar… E nada! Não conseguia parar de pensar na cena entre Valentina e a garota que ela não conhecia.

Então, ela desistiu de tentar fazer alguma coisa e deitou na cama e se permitiu pensar sobre aquilo. Seus pensamentos atrapalharam seu sono e ela somente conseguiu dormir de madrugada.

– Para, Dani. Eu não vou conseguir… – Valentina retirou a mão da garota do seu seio.

Dani revirou os olhos e falou:

– Ok! Então, eu vou embora… – ela falou chateada.

– Eu não acredito que você vai ficar com raiva disso, Dani? Cara, eu ainda tô doente.

Apesar de ainda não poder se mexer muito, Valentina até conseguiria intensificar as carícias com a garota do vestido vermelho. Mas alguma coisa a impediu. Alguma coisa que ela, no fundo, sabia o que era, mas nem cogitou pensar sobre isso.

– Tá, Valentina! Eu entendo. Só preciso ir embora mesmo. – mentiu Daniela.

– Mas o filme ainda nem terminou!

– Mas já tá tarde!

– Tudo bem. – Valentina falou sem paciência. Ela nunca foi uma pessoa de insistir para alguém fazer alguma coisa.

Assim, Dani se levantou, pegou sua bolsa e, antes de sair, falou:

– Tchau. Depois a gente se fala…

– Tchau…

Depois que Dani saiu, Valentina continuou a ver o filme.

Amanda acordou com sede e desceu até a cozinha. Viu a luz do home cinema por baixo da porta. Desviou o caminho e foi até lá. Abriu a porta e viu Valentina deitada no sofá dormindo. Aproximou-se dela e se sentou no sofá. Acariciou o rosto da garota adormecida e admirou a beleza dela. E, bem devagar, foi colocando seu rosto mais perto do dela, fitando-lhe a boca. E, finalmente, ela ajustou seus lábios ao de Valentina, sentindo a maciez deles. Valentina acordou e pôs as mãos em seu pescoço, recebendo seu beijou com veemência. Amanda depositou seu corpo por cima do dela e Valentina a enlaçou pela cintura. Sem parar de se beijarem, Valentina despiu a camisola dela vagarosamente…

De repente, Amanda acordou sobressaltada com o coração aos pulos dentro do peito. Ofegante e atordoada, a garota arregalou os olhos ao perceber com o que havia acabado de sonhar…

Comente! ;)

Manda uma mensagem pra gente!