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Presença em grandes livrarias – Vida de escritora

Hoje o assunto é um pouquinho diferente, mas de toda forma, ainda faz parte do universo de Vida de Esritora, que é o nosso foco nessa coluna. Existem muitas formas de se publicar obras e a primeira “divisão” que fazemos, é entre físico e digital. Até mesmo dentro do formato digital há várias formas de fazer isso, mas o nosso foco hoje é a publicação do livro físico.

Não é raro alguém vir me perguntar se consegue encontrar os livros do GrupoHPM em alguma grande livraria. Lojas como Saraiva e Travessa são, cada vez mais, os monopólios de venda de livros no país. Existem outras cadeias, mas sem duvidas apenas tres ou quatro dominam uma enorme fatia do mercado. Mas antes de entrar na parte chata de economia e presença de lojas, vou pular e falar de outras coisas.

O grande objetivo da GrupoHPM como editora é justamente levar literatura a aquelas pessoas que talvez não tenham condições. Não somente pelo valor dos livros, mas também por não conseguir ir a uma loja sozinha e quando vai com os pais não pode comprar um livro claramente de temática lésbica. Acesso à literatura vai além do acesso financeiro.

Além disso, a conta não fecha. Vamos dar um exemplo rápido. Numa das minhas andanças em livrarias, encontrei um com temática lésbica – no caso já precisamos registrar um milagre – e por curiosidade fui dar uma folheada. O livro possui 130 páginas. Um tamanho que eu considero pequeno. Além do mais, a diagramação deixava claro que a quantidade de páginas não representava a quantidade de texto, que era ainda menor. O livro custava R$ 40,00. Isso parece justo para vocês?

Eu entendo que é preciso pagar muitas coisas quando existe uma loja física. Existem funcionários, logística, aluguel do espaço e tantas outras milhões de coisas. Mas, vocês concordam que se falarmos de livros com mais de 500 páginas – como é o caso de The Last Coffee e A Filha do Presidente – esse valor se tornaria impraticável? Por isso, adotamos este formato de estoque zero, onde produzimos uma tiragem mínima de acordo com as vendas.

Já ouvi pessoas falando que a GrupoHPM não tem vontade que suas autoras se tornem ainda mais conhecidas. Na verdade, justamente por querermos que elas possam ir ainda mais longe, adotamos um formato onde o livro possui um valor acessível. Nós sabemos que é possível alcançar o mundo inteiro sem depender de grandes empresas que, no final das contas, nem acreditam no que nós acreditamos, apenas querem lucrar em cima de textos de qualidade.

Na próxima semana, estou querendo fazer um super textão falando de fanfic: o que são? Onde vivem? Como se alimentam? E se você quiser ajudar a fazer essa super reportagem, comenta aqui embaixo qual a sua visão sobre o que é uma fanfic. Beijos e até sexta que vem!

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