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Porque não importa se Camren é real. Importa que o amor é que vai vencer no final

Antes que alguém me xingue ou deseje que eu quebre meus dedinhos por escever esse texto, leiam até o final, ok? Tenham calma com a titia aqui!

Bom, admito que nunca fui muito fã de bandas e artistas a ponto de seguir a vida deles, acho que isso também se tornou muito mais possível com o crescimento das redes sociais e como eu sou da época que caixa postal era a única comunicação com pessoas famosas e só sabíamos delxs em revistas de fofocas, acabei não curtindo essa proximidade que a internet permite. Posso estar parecendo sua vó falando, mas é um pouco de verdade!

Entre tantos e tantos casais formados por pessoas da mídia, um dos que eu mais acompanhei, talvez por conhecer algumas pessoas loucas por elas – beijo GG, beijo Graci, beijo Tha, beijo Brenda – foi o “casal” formado por Lauren e Camilla, ambas integrandes do Fifth Harmony, e também conhecidas como Camren.

No início eu achei um pouco de exagero todo aquele frenesi em cima de duas meninas que nunca haviam assumido nenhum tipo de relacionamento. Achava engraçado e um pouco coisa de adolescente aquela perseguição que os fandons faziam nas redes sociais afim de descobrir qualquer pequena brecha em vídeos, fotos, mensagens, snaps ou o que fosse, para comprovar a teoria de que elas eram, de fato, um casal. Mas, agora, vou falar porque não acho importante se elas são ou não um casal.

Lembro que quando eu tinha meus ídolos e ídolas musicais – tipo início dos Backstreet Boys, Madonna e Pink em sua fase roqueira – era quase proibido levantar a possibilidade de existir um casal LGBT entre as personalidades. A própria Pink era tida como uma rebelde sem causa e tinha sua sexualidade colocada em dúvida devido aos clipes mais ousados e as letras um pouco mais “fora do padrão”. Os meninos das boy bands famosas na época viviam grudados e nunca, pelo menos não que eu me lembre, era discutida a sexualidade deles. Por eles serem homens e nõa haver a hiper sexualização de mulheres lésbicas? Talvez. Mas também, porque o mundo ainda não estava preparado para uma geração de fãs dispostos a amar seus ídolos independente de qualquer coisa.

E então, alguns anos depois, vejo uma verdadeira legião de meninas e meninos movimentando os quatro cantos do mundo digital para defender a existência de um casal lésbico em uma das maiores bandas do pop atual. É só gay e lésbica que shippa elas? Tenho certeza que não! São pessoas que enxergam um relacionamento real entre duas meninas que podem ter se apaixonado enquanto conquistavam o mundo fazendo o que elas mais sabem fazer: cantar. E vocês sabem o quão confortante é saber que, talvez, esteja surgindo uma nova geração de pessoas dispostas a enxergar simplesmente o amor acima do gênero dos envolvidos?

Não importa se Camren – ou qualquer outro shipp – é, foi ou será real. Importa é que o fato de existirem pessoas dispostas a acreditar nesse amor me faz ter um pingo de esperança de que o amor vai mesmo vencer todo o preconceito e no final, só o amor vence tudo.