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Porque eu não ligo para o dia dos pais

Eu nunca pensei muito em ser mãe. Não faço o tipo materna e muito menos tenho vontade de engravidar, como muitas mulheres. Acho lindo o processo da maternidade e acho essas mulheres corajosas demais, afinal de contas, carregar uma pessoa dentro de si não é fácil e exige muita força – física e espiritual.
Bom, eu me apaixonei. Completamente. E talvez eu comece a pensar em formar uma família. Isso não quer dizer que eu to abrindo mão do que eu acredito ou do que sempre pensei por causa de outra pessoa, apenas admito que o amor que sinto por outra mulher me fez ter vontade de abrir minha cabeça e perceber que a maternidade é muito mais do que só engravidar. Talvez eu pense que quero deixar um legado para o mundo em forma de uma criança. Enfim. É difícil explicar o real motivo pelo qual o meu relacionamento me fez querer ser mãe.
E quando penso em ser mãe, invariavelmente surgem perguntas sobre essa criança ser criada por duas mulheres. Entre tantas dúvidas e questões me peguei pensando sobre a tal figura de referência masculina que meu filhx teria. Fui criada somente pela minha mãe desde os 12 anos de idade, tenho uma irmã e um cunhado maravilhoso, tenho uma madrinha e um padrinho que sempre foram presentes na minha vida e tenho a família da minha noiva cheia de figuras masculinas. Mas a verdade é que eu não quero que nenhum desses homens sirvam de exemplo para o meu filhx.
A única referência que elx precisa ter é de pessoas boas que querem que ele seja uma boa pessoa. Não quero criar filhx com referências de gênero binário. Quero que ele entenda que o mundo é muito mais do que pai e mãe e que o amor que elx recebe é muito mais importante do que qualquer outra coisa. A referência que elx vai ter é de uma família que vai ama-lx acima de tudo e que vai fazer de tudo para que elx seja uma pessoa preparadx para o mundo e preparadx para receber e dar todo o amor que puder.
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