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Pesquisa mostra que diferença salarial entre homens e mulheres pode ser penalidade por maternidade

A discussão sobre a diferença de salários entre homens e mulheres está longe de terminar. E não deve terminar até que ela seja resolvida. Muitas teorias, pesquisas e discussões acontecem para tentar entender o motivo desta injustiça.
Em todo o mundo esse gap existe e não existe mais o trabalho para identificar onde essa diferença acontece, pois já sabemos que existe, mas a grande questão agora é descobrir o motivo desta diferença salarial. Capacidade profissional, cargos menores, menos tempo de trabalho, educação básica; a lista de possíveis motivos é enorme.
Um novo e importante estudo traz uma nova teoria para a possibilidade desse acontecimento. O gap salarial entre gêneros seria uma penalidade relacionada à maternidade.
A pesquisa vem de um economista de Princeton. Ele usa como base um país onde as pessoas têm um ano de licença maternidade e até os três anos de idade, a criança possui ajuda do governo, a Dinamarca.
Ainda assim, a Dinamarca tem uma diferença salarial do mesmo tamanho da dos Estados Unidos, um país onde a mulher não tem garantia de licença maternidade. Como isso seria possível?
O economista responsável pela pesquisa descobriu que é possível perceber um forte decréscimo no salário da mulher após o nascimento do primeiro filho e o mesmo não acontece com homens. O efeito acumulativa é enorme: mulheres acabam por ganhar 20% a menos do que seus respectivos homens.
Mulheres que não possuem filhos possuem um salário bem mais próximo do pago ao salário dos homens, enquanto mães possuem um significativo gap. Alguns estudos conduzidos nos Estados Unidos reforçam essa teoria, assim como a pesquisa de Kleven na Dinamarca.
O estudo faz parte de uma crescente corrente teórica de que a diferença salarial está associada a uma espécie de penalidade relacionada à maternidade.