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O tamanho da minha saudade

Sei que parece estranho isso por agora. Que ando com um sorriso como nunca antes e a vida passou a ser leve, como você dizia que um dia seria. Sei que fiz um drama sem igual e que queria atenção e cuidado, o tempo inteiro e um pouco mais.

Você foi meu porto seguro quando ventava demais e todos voaram pra longe, quando o mundo me virou as costas você me abriu os braços, me fez cafuné e chá quente. Quando tive medo do escuro você disse bem baixinho: “Pode dormir, eu vou ficar aqui com você!” e eu confiei caindo no sono.

Quando descia de pijama e máscara de hidratação facial no rosto pra me ouvir chorar meus desesperos tolos madrugada a dentro, no fundo eu sabia que me achava ridícula, e eu também achava, mas olha Renata: Aquelas coisas doiam, não era fingimento. Eu queria um abrigo, eu me sentia só, queria seu abraço, queria que você me dissesse que ia passar, embora eu soubesse, de uma maneira ou de outra.

Volta e meio abro todas as fotos pra sorrir junto com elas. Me lembro o quanto riamos, e quase consigo ouvir o som da sua gargalhada pras besteiras que eu criava. Foram tantos personagens só pra te fazer rir, foram tantas brincadeiras, tantas cócegas, uma infinidade de carinhos e agora tanta saudade.

Fico tentando te curar, ou pelo menos adiar voce de mim, digo que amanhã eu sinto, depois presto atenção ao sentimento que me bate a porta. Mas saudade é assim mesmo, ô sentimento teimoso. Não aguenta ser contido, não se deixa rejeitar. Se for saudade o que sente, me permita o conselho: Não tranque as portas, deixe-o entrar de mansinho.

Não queira conhecer a fúria da saudade represada, toma tudo que há pela frente, inundando os olhos e a alma, inundando a mente de lembranças e sensações. A memória é traiçoeira. Espero que algum dia esse orgulho lhe abandone e você possa aparecer. Sem grandes conversas, um ‘Olá’ já irá resolver, quem sabe um abraço desfaça os nós.

Sei que confundi a vida e fui correndo a nossa relação, e também não sei se já era hora, mas sinto falta da tua amizade. Ainda estou aprendendo sobre a dominar a convivência diária com a saudade do som da tua risada. Quem sabe daqui a pouco, quem sabe nunca mais.

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