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O Amor, Simplesmente – Cap 113

Uma meia garrafa de vinho foi o suficiente para deixar Dani e Estella ainda mais relaxadas. Acompanhada de um macarrão feito em poucos minutos, era melhor ainda.

– Preciso te agradecer – Estella falou enquanto apoiava a taca na mesa de centro e senteva no chão, ao lado de Dani que estava deitada no sofá
– Me agradecer? Por eu ser linda e maravilhosa? Agradece a minha então! – Dani falou enquanto apoiava a taca na mesa e continuava deitada, mas agora virada para Estella
– Um dia vou agradecer a ela isso tudo, mas não é isso…
– Então o que é?
– Queria agradecer por me deixar fazer parte da sua vida. De toda ela.
– Porque não deixaria?
– Eu não sei. Mas agradeço pelo fim de semana, por ter me levado para conhecer as suas melhores amigas
– Elas são muito especiais, não são?
– São sim! Acredita que no início eu tinha ciúmes de você com a Tati?

A simples menção a Tati envolvida com a palavra ciúmes fez Dani se lembrar do que precisava contar a Estella. Sua feição mudou na hora, mas a professora não percebeu e continuou falando.

– Pois é, eu achava que toda aquela intimidade e carinho escondia um algo a mais. Não sei explicar.
– Amor, preciso te contar uma coisa – Dani tomou coragem
– Pode falar tudo. Hoje você tem todos os créditos – Estella sorria e enchia Dani de beijos
– Aconteceu uma coisa essa noite na praia e preciso te contar – Dani falou segurando o tom de voz para não assustar a professora
– Criança, eu já sei que vocês fumaram maconha e encheram a cara. O cheiro deve estar no carro até agora! – Estella parecia diferente mesmo, nem reclamou disso antes!
– Ah sim. Isso também. Mas isso você já sabia…o que tenho pra contar é outra coisa…
– Estou ficando com medo, Dani…
– Calma! Não é nada. Mas é que eu e a Tati nos beijamos – Dani desejou secretamente que um buraco surgisse e ela sumisse
– Uhm – Estella não se moveu
– Não foi nada demais. A Beta estava lá e nem ligou, ela é minha amiga e estávamos bêbadas. Eu nem lembro como foi – Dani falou enquanto se sentava no chão de frente para Estella
– Então porque me contar? – a professora falou ainda de cabeça baixa
– Estamos começando este relacionamento, não quero arriscar nada com mentiras bobas

Estella sorriu por dentro. Seria mentira dizer que não ficou com ciúmes, mas gostou da sinceridade da menina. Aos poucos, respirou fundo e levantou a cabeça para encarar os olhos molhados de Dani. A menina estava chorando. Pouco, mas estava.

– Ei, não chora – Estella falou esboçando um sorriso
– Não quero te perder…
– Mas me perder só por causa de um beijo?
– Então você acredita em mim?
– Eu quero acreditar. Posso?
– Lógico! Com certeza! A Tati é como uma irmã para mim. Eu nunca pensei nela em alguma forma diferente… – Dani estava quase desesperada e já se encontrava de joelhos, implorando que Estella não se importasse.
– Ei, calma, pequena. Eu gostei da sua sinceridade e confio no que você diz.
– Jura?
– Juro! – Estella então se colocou de joelhos também, pegou o rosto de Dani com as duas mãos e a beijou com todo o amor que tinha em si.