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Não me leve a mal

Quando mais uma vez Julia me pediu que a deixasse em paz, eu já sabia que seria a última vez, Já havia prometido pra mim mesma, que a vez anterior teria sido a última, e ainda assim, depois de transformações nossas, me permiti mais um momento, que saberíamos ser breve.

Que eu tenha acrescentado em maioria, coisas positivas. Que tenhamos aprendido um pouco mais sobre a vida nesse encontro, que saiamos ainda mais fortes e maduras e prontas para os novos desafios.

Porque é isso a vida não é? A gente erra, aprende, coloca em prática, percebe outros erros, conserta, volta atrás, segue em frente, faz a curva. Encontrei Julia assim, numa curva. E hoje é numa curva que a deixo ir, com o coração leve e certeza de que amei, a minha maneira.

Ela adora aquele filme, que tem um diálogo assim: “Você tem que parar de querer que as pessoas amem você como você as ama, as vezes elas estão te amando com tudo o que podem.” Logo ela, apaixonada por esse diálogo, me cobrando amor.

Que pena. Que pena não. Sem dor, sem pena, tivemos tantos sorrisos, que esses permaneçam. Que fiquem apenas as gargalhadas, os olhares, os beijos com vontade, os momentos de carinho, as histórias e tudo o que nos fez dormir sorrindo.

Deixo Julia em paz e sigo em paz, pois como dizia o poeta: ” A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida”

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