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Movimento de mulheres que relataram abuso sofrido é eleito “Personalidade do ano” pela Time

A revista “Time” americana todo ano elege a “pessoa do ano”. Normalmente, alguém que se destacou e fez história. Esse ano, o prêmio não foi para uma única pessoa, mas sim para todas as mulheres. Isso mesmo. A revista dedicou o prêmio ao movimento #MeToo, onde mulheres relatavam abusos e assédios sofridos não só por personalidades, mas também por desconhecidos. Nós falamos desse movimento aqui no site, é só clicar no link para entender mais sobre ele.

A capa da revista traz as mulheres que “lançaram o movimento”. Entre elas, a Ashley Judd e a cantora Taylor Swift.

“Estrelas de cinema supostamente não são nada parecidas comigo e com você. Elas são esbeltas, glamourosas, autoconfiantes. Elas usam vestidos que não podemos pagar e vivem em casas que só podemos sonhar. Mas, no fim das contas, nos caminhos mais dolorosos e pessoais, as estrelas de cinema são mais parecidas conosco do que jamais imaginamos” – essa foi a introdução da reportagem na revista americana.

A denúncia de Judd contra Weinstein foi uma das primeiras que causou a esteira de tantas outras denúncias. Famosas e anônimas criaram a coragem para vir a público contar sobre a trajetória dolorosa que marcou a vida delas. Assim como a vida de todas as mulheres que já passaram por situações de abuso e assédio. Sem excluir casos anônimos, a reportagem contou a história de mulheres, algumas sob pseudônimo, como a mexicana produtora de morangos, Isabel Pascual, a engenheira Susan Fowler, a lobista Adama Iwu e uma jovem funcionária de hospital.

Trazendo o movimento como “personalidade do ano”, a revista americana destaca a importância de mulheres criarem coragem para vir à tona com suas histórias e denunciar todo e qualquer caso. É de extrema importância que essa atitude permaneça na memória de todas as mulheres, assim, criaremos uma sociedade disposta a não tolerar abusos e denunciar tudo o que acontecer.

“Essas mulheres que quebraram o silêncio começaram uma revolução de recusa, reunindo forças a cada dia. E, nos últimos dois meses, o engajamento coletivo rendeu resultados chocantes: quase todo dia, CEOs foram demitidos, magnatas foram retirados do topo, ícones foram desgraçados. Em alguns casos, processos criminais foram abertos”