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Minha primeira vez na Parada LGBTI+ de São Paulo

Antes de tudo, eu preciso dizer que nada disso seria possível se não fosse pela ajuda de duas pessoas muita especiais. Beatriz e Diana, duas autoras que me ajudaram a tornar esse sonho possível. Obrigada pela ajuda. Meu agradecimento nunca sera o suficiente por tudo que vocês fizeram. Alem disso, continuarei agradecendo a Isabella, minha mulher, minha companheira e a pessoa que faz o meu sorriso ser possível todos os dias.

Faz muito tempo que eu queria ir na maior Parada LGBT do mundo. Muito mesmo. Desde que eu comecei a me entender como parte de uma comunidade que precisa cada vez mais de voz, eu sabia que precisava estar naquela avenida enorme rodeada por pessoas que queriam o mesmo que eu: espaço e igualdade.

Em 2017, eu tive a oportunidade de participar da Parada do Orgulho LGBT em Dublin, capital da Irlanda. O país que em 2015, aprovou o casamento gay em um referendo popular. E olha, eu me senti emocionada nas ruas, eu via famílias gays e heteros unidas em prol de mais amor. Era só isso que eles pediam. E eu me senti parte daquela enorme família.

Mas ainda faltava participar da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, a maior do mundo, que ainda por cima era no meu país, na minha casa. E em 2018, essa chance veio. E lá estava eu, desembarcando junto com milhões de pessoas no meio da Av Paulista, pronta para celebrar o orgulho, o amor e a igualdade.

Eu não sabia para onde olhar primeiro. Pessoas de todos os estilos, cores, tamanhos, religiões e gêneros, unidas e caminhando para algo muito maior do que a gente. Cada um ali era apenas um grão de areia no meio de um todo que forma a mudança. Cantando, celebrando e lembrando sempre que ainda falta muito a percorrer na história LGBT do Brasil.

A organização do evento é uma coisa a parte. O metrô estava uma paz que só. As pessoas estavam felizes e apenas queriam celebrar e sorrir e nem o tempo frio e a rápida chuva que caiu atrapalhou a felicidade. Do alto dos carros, era possível enxergar o tamanho daquela multidão, ou melhor, não era possível! A linha do horizonte era formada por pessoas, muitas pessoas. Não saberia dizer quantas.

Com direito a Anitta, Preta Gil, Pabllo Vittar e Gloria Groove, o evento celebrou o empoderamento LGBT, mas sem esquecer do principal tema deste ano: O poder do voto. Em ano de eleição, a necessidade de lembrarmos que, nas urnas, é onde iremos fazer toda a diferença. E onde iremos mudar o nosso país e lutar para termos nossos direitos garantidos.

A emoção tomou conta de mim e eu só queria sorrir o tempo todo. Eu só queria gritar de alegria, abraçar as pessoas e fazer parte da multidão. Estar no meio de todas aquelas pessoas se tornou um dos momentos mais icônicos da minha vida e isso eu não vou esquecer jamais. O brasileiro tem em si a alegria natural daqueles que acreditam em um futuro melhor e eu tive a certeza disso em 3 de junho de 2018, o dia que fui, pela primeira vez, na maior Parada LGBTI+ do mundo. Obrigada, Brasil. Obrigada!

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