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Meu querido diário – Becca & Vicky – Cap 52

Sábado – 07 de março

7h – Rebecca recebeu uma ligação do Apollo, que a levou para o curso. No trajeto conversaram sobre Vicky.  De volta para casa, Rebecca entrou sorrateiramente e beijou todo o rosto de Vicky. Vicky virou-se de costas intencionalmente.

– Bom dia, dorminhoca. Precisamos conversar.

– Bom dia, Rebecca. Odeio estas duas palavras.

Vicky levantou-se e foi até o banheiro, Rebecca foi para área social preparou um café. Vicky foi logo em seguida. Serviu-se de uma xicara de café. Rebecca desligou o celular, e sentou em frente Vicky.

– Apollo é meu melhor amigo. E sobre ontem (fez uma pausa e coçou a cabeça).

– Não quero falar sobre ontem, não falo sobre passado.

– Você não existe. Disse Rebecca com um sorriso tímido. Respirou fundo, esticou o braço na tentativa de tocar o braço de Vicky, que discretamente encolheu os braços.

– Se eu pudesse falar sobre ontem, eu diria que te apresentei meus amigos e você os tratou com indiferença.

Vicky sorriu.

– Indiferença? Apenas não sei como agir, em alguns momentos sou sua namorada e em muitos momentos sou apenas sua amiga. Uma festa onde adultos e adolescentes compartilham copos e cigarros me senti deslocada.

– Então culpe a mim. Eu estava me divertindo. Culpe-me por não conseguir se divertir.

– Acho que temos definições diferentes de diversão.

– Só porque meus amigos não se atiram na frente de carros para salvar gatos e cães, não significa que os seus amigos sejam melhores. Já é meio dia. O que vamos almoçar?

– Escolhe, ainda estou tomando meu primeiro café.

– Eu odiei dormir longe de você. Prometa por favor, que nunca mais, não importa o que aconteça vai dormi fora da cama.

– Prometa, por favor, que não importa o quanto tentem não vai se deixar influenciar por eles. Eles são adultos, maiores de idade e você é apenas uma adolescente.

– Eu não sou influenciável. Não sou criança, bebi e fumei porque eu quis.

– O maior medo da minha mãe e que eu te desvie do caminho do sucesso. Tu és o melhor resultado do programa que ela coordena. Ontem, não parei de pensar nas palavras dela. Disse em alto e em bom tom para quem quisesse ouvir que apenas eu seria capaz de te levar para um buraco tão fundo que jamais conseguiria sair. Se ela te visse ontem…

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– Então você não se importa comigo, só com o que sua mãe vai pensar.

– Nada me aborrece mais do que ter que admitir que minha mãe tenha razão.

– Você como sempre está exagerando. Não vou para um buraco fundo por beber uns drinks e fumar alguns cigarros.

– Eu me preocupo contigo. Quero o melhor para ti. Eu fiquei com ciúmes.

– Ciúmes do Apollo, fala serio. Ele é gay assumido do tipo que nunca entrou num armário.

– Meus pais planejam me manter longe de ti. Eu não posso fracassar. Eu não sei cuidar de ti.

– Nossa você fala como se eu fosse uma alcoólatra, estou bem. Não criança, não culpe meus amigos. Eu sou responsável pelos meus atos. Você está certa talvez eu tenha bebido um pouco demais.

– Talvez? Pelo jeito acontece com frequência.

– Eu bebi muito, está feliz. Eu admito eu bebi muito, mas não é justo eu acordar sozinha.

– Tu és apenas uma criança.

– Você também, dezessete anos eternos.

– Maldito dezesete anos. Tenho a impressão que ao completar dezoito anos vou parecer ter noventa anos.

Aos poucos o clima se tornou amistoso.

– O que acha da nossa próxima tatuagem ser o número dezessete?

Vicky sorriu.

– Me deixa ver, se deixar de beber, fumar, se tornar responsável. Eu posso pensar na ideia.

– Ainda temos alguns meses. Disse Rebecca enquanto tirou a roupa peça a peça e caminhou em direção ao quarto. Vicky a seguiu fazendo a mesma coisa. E em segundo se amaram de maneira intensa.

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