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Medo – um conto inspirado me Orange is the New Black

Olá meninas, bom dia! Bom, esse texto não é meu nem da Delle, mas de uma grande amiga minha que me enviou para postar. Ela disse que escreveu ele depois de assistir o último episódio da primeira temporada de Orange is the New Black. Aliás, mais tarde venho falar dessa série tá? Agora, vamos parar de enrolação e ir ao que interessa.

 

Tenho um medo danado de coração quebrado. Tenho medo das lágrimas incessantes e da dor que não cabe no peito. Tenho medo das pernas sem forças das recaídas e dos pedidos de volta. Tenho medo do fim do orgulho e tenho medo do cabelo desgrenhado.

Mas acima de todos os medos está o medo de não mais ter seu sorriso bobo só pra mim, tenho medo de não pegar nas suas mãos sempre que me der vontade, tenho medo de não acordar e ver sua cara amassada de sono, tenho medo de não ouvir mais seus te amos e suas declarações quando estou carente. Tenho medo de não poder brigar com você por besteiras do dia a dia ou porque você está se alimentando mal. Tenho medo de ver seus sorrisos em outros sorrisos. Tenho medo de seus abraços serem de outros braços. Tenho medo de não ser mais o motivo que te faz acordar todos os dias. Tenho medo de não ter motivos para acordar de manhã. Tenho medo de você jogar fora nossas fotos. Tenho medo de você esquecer meu telefone. Tenho muito medo de esquecer o seu. Tenho medo de não fazer mais planos para o nosso futuro. Tenho medo de não poder escolher os nomes dos nossos filhos com você. Tenho um medo danado de ir ao cinema sem você.

Meu medo é tanto que me leva a um estado de constante insegurança e tensão. Acho que tenho mais medo de te perder do que morrer. O que provavelmente daria no mesmo.