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Karen – Cap final

Nunca tinha visto nada parecido, ela estava deitada, olhando para a porta. Me esperando. Com uma calcinha bem pequena de renda vermelha, e uma das minhas blusas sociais preferidas. Uma branca, lisa. Estava com a blusa aberta, estrategicamente cobrindo os seios, mas deixando de fora seu abdome levemente definido. O sorriso era de quem estava doida para que eu deitasse logo naquela cama. E eu ali, parada na porta. Gelei. Derreti. Morri. Parei. Não sabia o que fazer, ou o que não fazer. Mas não resisti, ainda mais quando ela começou a mexer as pernas, aumentar o sorriso e fazer um gesto com a mão livre me chamando para acompanhá-la. Tentei esboçar uma discussão, uma conversa alguma palavra. Ela me cortou com um gesto simples. “Não estrague, sei que você quer tanto quanto eu, então vem pra cá, só isso, esquece o resto.”

Obedeci. A partir desse momento só me lembro de flashs, parecia uma droga, estava entorpecida. As mãos dela passando pelo meu corpo, tirando a minha blusa, enquanto me beijava. Ahh, o beijo dela. Merece um destaque, aquela boca macia de mulher, que brinca com os meus instintos, me beijava devagar e rápido. Um beijo molhada e cheio de vontade. A língua dela brincava pelos meus lábios, uma mordidinha de leve para me tirar do transe. A respiração que se tornava ofegante a medida que as minhas roupas iam ocupando o chão do meu quarto. Eu ainda estava confusa, mas não conseguia parar, ou melhor, não fazia nenhuma questão de parar.

Apesar de ser a experiente na situação, deixei ela me levar. Ela me deitou de frente pra ela, tirou a blusa que já estava aberta, sentou na minha cintura, me beijou longamente. Eu já estava nua, e ela só de calcinha. O beijo foi se tornando cada vez mais intenso e eu sentia a respiração dela se tornar ofegante e rápida. Foi quando ela saiu de cima de mim, se deitou ao meu lado, veio no meu ouvido e mandou eu fechar os olhos. Obedeci. Senti a mão dela correndo por todo o meu corpo, eu sentia o meu coração palpitar cada vez mais acelerado, e ela também sentiu. Parou a mão no meu peito como se tentasse acalmar meu coração. De nada adiantou, ela riu, e ignorou. Ri nervosa. A mão dela foi correndo pela minha barriga, onde ela quebrou aquele momento de carinho para ‘carinhosamente’ me arranhar de uma maneira que eu não esperava mas que quase foi suficiente para que eu gozasse ali mesmo, sem ela nem me tocar.

Mas não tinha porque, depois de me arranhar, ela chegou a boca dela ainda mais perto do meu ouvido e começou a respirar mais ofegantemente, enquanto a mão dela descia em direção ao único ponto que ainda não tinha atingido. E não demorou, com uma segurança impressionante ela soube exatamente aonde ir para me levar a loucura. Eu já estava explodindo de tesão! E só de sentir o toque dela me derreti (literalmente) mais ainda. Ela riu da tortura. Estava se divertindo e eu estava adorando ser o divertimento dela. Ela passou a apertar a minha coxa, me arranhando e me torturando ainda mais. Eu gemia, era só o que podia fazer. Ela me beijava pelo pescoço, pela orelha, e na boca. Aquele beijo dela era sensacional. Eu não queria que a noite terminasse.

Me assustei quando percebi o movimento dela se levantando, tentei levantar para ver o que estava acontecendo. Ela não deixou, me empurrou de volta e disse para que eu me acalmasse – como se fosse possível. Mandou eu fechar os olhos, mais uma vez, obedeci. Senti a boca dela passando pelo meu pescoço de novo. Pedi mais um beijo, ela não recusou, eu estava encantada com aquele beijo. Ela foi descendo pelo meu corpo, e beijando, passando a língua por todos os cantos do meu corpo, eu estava enlouquecida de tesão e ela se divertia com a tortura. Senti a língua dela correndo pelo meu colo terminando no meu mamilo. Continuou no caminho, chegando até o meu umbigo onde ficava brincando com a língua só para me torturar mais ainda. Foi descendo mais ainda, e quando estava prestes a matar meu desejo ela parou. Como se para prolongar a noite, ficou de pé na ponta da cama. Puxou minha perna pra ela, começou a beijar meus pés, a fazer carinho na minha perna, e fez o caminho inverso agora descendo. Beijando, brincando com a língua, me fazendo esperar mais um pouco para que ela terminasse o que tinha começado no banheiro do restaurante. Deixei, eu não podia fazer muita coisa mesmo.

Chegou na minha coxa, me beijava, mordia, dava chupões delicados me levando a loucura. Não aguentava mais, gemia de tesão, estava louca para que aquela tortura acabasse, mas ao mesmo tempo tinha medo do que ia acontecer depois. Como se ouvisse meus pensamentos ela me respondeu. “Relaxa e aproveita, tenho certeza que está gostoso”. Ainda por cima ela estava completamente segura do que estava fazendo. E antes que eu pudesse responder aquela afirmação a língua dela atingiu o único lugar que ainda não tinha chegado no meu corpo. Fui a loucura. Não esperava tanta segurança, e experiência de uma pessoa como a Karen. Gozei. Mais de uma vez. Ela se divertiu.

A noite continuou cheia de tesão, cheia de paixão, de carinho e risos. Ela comandou todos os momentos, quis fazer tudo, não deixava eu tocá-la. Não deixava eu abraçá-la. Ela dizia que aquela noite eu ia ganhar tudo, eu ia ser feliz, e ela sabia que me fazia muito feliz, ela sabia, já tinha percebido o quanto eu estava esperando por aquele momento e o quanto eu queria ela pra mim. Ela estava ali, sendo completamente minha e eu não sabia o que fazer, me preocupava com o dia seguinte. Mas ela sempre dava um jeito de afastar esses meus pensamentos, aquele beijo que me tirava de orbita e me levava para o mundo dela. Só dela, ou nosso, ainda não sei.

E o meu medo acabou acontecendo, o dia amanheceu. Ainda não tínhamos dormido, estávamos abraçadas, nuas na minha cama olhando para o teto e rindo de tudo aquilo que tinha acontecido. Ela olhou para o relógio que estava na mesa ao lado da minha cama. Marcava 6:00. Ela se levantou, olhou nos meus olhos, me beijou deliciosamente e disse. “Preciso ir, trabalho me chama.” Tive vontade de perguntar o que iria acontecer agora, como ficaria nós duas. Ela percebeu a minha confusão. Colocou o dedo na minha boca não me deixando falar nada e disse. “Não pergunta, não espera, não pensa. Foi uma delícia guarda isso pra você, eu com certeza terei guardado pra sempre.” Sorri, pedi mais um beijo e não falei mais nada. Ela se levantou colocou a roupa e saiu. Já não era visita, podia abrir a porta sozinha.

Nunca mais comentamos o assunto, nunca mais repetimos a noite e por incrível que pareça a nossa amizade nunca se modificou. Bebemos juntas muitas vezes, viajamos juntas para outros congressos, dormimos juntas como amigas. Mas sabíamos daquele amor que estava por dentro de tudo. E eu sabia que ninguém nunca me faria feliz que nem ela fez naquela noite. Mas por mim tudo bem. Melhor uma noite no céu, do que uma vida de curiosidade.