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Irlanda vai ter referendo para decidir sobre legalização do aborto

A Irlanda tem um bom histórico com referendos populares. Em 2015 um referendo popular autorizou o casamento homossexual. O atual primeiro-ministro, Leo Varadkar, assumidamente gay anunciou que o país está prestes a enfrentar mais dois referendos nos próximos anos.

Um país que por muitos anos ficou sob a influência da igreja católica – ainda hoje a presença da religião é muito forte em cidades afastadas da capital – está agora, aos poucos, andando em direção a decisões mais isoladas da pressão religiosa.

Atualmente no país, o aborto é ilegal, exceto em caso de risco de vida para mulher, em todos os outros casos não é permitido, ou seja, até mesmo em caso de estupro e má formação o ato não pode ser feito.

No meio do ano de 2018, o governo programa um referendo para anular a emenda constitucional que ilegaliza o aborto.

“Qualquer emenda à nossa Constituição requer uma consideração cuidadosa do nosso povo”, disse Varadkar.

Como atual moradora da cidade de Dublin, capital da Irlanda, tenho visto algumas manifestações “Pro-choice”, ou seja, a favor da legalização do aborto. Esperamos que o país dê um show de civilidade assim como em 2015 e aprove a liberdade de escolha no próximo ano. Estaremos de olho!