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História da vida real – amizade, amor e ciúmes

A história de hoje foi enviada para a gente por email e é super real. Inclusive, a dona dessa historia não quer ser identificada e vocês vão entender o motivo depois de ler! Tem uma história engraçada, romântica ou super comum, mas mesmo assim quer dividir com a gente? Mande para grupohpm@grupohpm.com.br

Eu tenho 20 anos, completo 21 no próximo mês. E até então eu nunca, nunca mesmo havia sentido nenhum tipo de atração por mulheres. Nunca tive nenhum preconceito, tenho muitos amigos gays, lésbicas e bi. E ainda assim nunca tive nenhum tipo de curiosidade (não que eu acredite que seria influência, eu não creio nisso. Mas há pessoas que já me perguntaram se eu tendo tantas amizades assim não sentia vontade de experimentar.).

Inclusive minha melhor amiga é lésbica. É aí que minha história começa.

Quando a conheci, na verdade eu já a conhecia de vista, porque estudamos no mesmo colégio, porém nunca nos falamos até então; ela me contou que sempre me conheceu. Que lembra de sempre me ver quando éramos crianças. Ela sempre me viu, e sempre teve uma admiração por mim muito grande. Porém eu so á vi no ensino médio, mas nunca nos falamos.

Até que ela entrou no mesmo grupo de dança que eu (nós dançamos em um grupo de street jazz). Logo no inicio não falei com ela, pois sou um pouco cismada com pessoas novas rsrs… E pra completar eu era apaixonada por um dos meninos do grupo e nem lembrava que ela era lésbica, e tinha ciúmes de qualquer novata que entrasse.

Com o passar do tempo fomos nos aproximando, e ela se tornou minha melhor amiga e minha irmã.
Como já confiava por completo nela e me sentia segura, contei sobre minha paixão pelo tal garoto, coisa que ela já havia percebido. Não só ela, mas como muita gente, porque mesmo sem dizer uma palavra eu gritava aquele amor por ele pelos olhos.

Ele sabia que eu era louca por ele, mas nunca me deu bola… Me provocava, brincava com aquilo que eu sentia… Ele sabia que podia mecher comigo de qualquer forma.

Pra completar uma amiga, uma grande amiga também gostava desse garoto, e ela havia chegado primeiro que eu. Eu me sentia pra baixo, achava que não era capaz de tê-lo, achava que essa outra amiga era mais bonita, mais atraente, e que eu não era o suficiente pra ele. Eu sofri muito, chorei muito, ao ver outras meninas darem em cima dele, e ouvir ele contar das festas que ia e sobre as meninas que havia ficado. Essa minha amiga, que era minha irmã, sempre me segurou quando eu estava perto de cair, sempre me consolou quando eu entrava em desespero.

Ela sempre me incentivou a tentar chamar a atenção dele. Mas como mimha irmã ela achava que ele não me merecia, então ela começou a me incentivar a tentar outros garotos, partir pra outra… porém eu não conseguia! Parecia que algo me prendia aquele menino. Eu so tinha olhos pra ele, mesmo passando tudo aquilo.

E quanto a minha melhor amiga e eu, nossa amizade só crescia mais e mais. Ela era tão carinhosa, tão atenciosa, tão protetora… Apesar de ela ser lésbica, ela nunca teve nenhuma maldade nem intenções além da amizade comigo. Ela era realmente minha amiga, minha irmã. Eu sou um ano mais velha que ela, mas é como se ela fosse a irmã mais velha. Meu cuidado com ela também era enorme. Eu tinha uma preocupação muito grande com ela. Queria saber quem eram as meninas com quem ela saia… Quando nos conhecemos ela tava namorando, e eu tinha o maior cuidado pra ela ser fiel a namorada dela, pois simpatizei com a menina.
Era uma amizade muito forte, muito grande, muito intensa.

No ano novo, nós passamos a virada do ano juntas com mais uma amiga nossa. Passamos fora de casa e quando amanheceu saímos do lugar que estávamos e fomos para a praia, depois voltamos para casa.
Fomos todas para a minha casa. Dormimos o dia todo, e pelo final da tarde essa outra amiga que estava com a gente foi embora. Ficamos so nós duas em casa, meus pais estavam em um almoço na casa de uma vizinha, e nós estavamos lá.

A gente brincava, ria, e a tarde daquele dia 1 de janeiro de 2015 ia virando noite. Eu comecei a cochilar no sofá, até que ela percebeu e disse pra eu ir pra cama…Eu fui e ela ficou na sala assistindo televisão.

Um tempo depois, já sendo noite, ela veio me acordar pra dizer que estava indo embora. Ela deitou do meu lado e ficamos conversando, até que eu tive que levantar. Então ela sentou-se na ponta da cama, e percebendo que eu estava sonolenta ainda, me pôs em seu colo, como uma criança e me abraçou forte… eu fechei os olhos… me senti tão confortável no colo dela… Então nossos narizes se encostaram… e quando abri os olhos ela estava de olhos fechados… então houve o chamado beijinho de esquimó… Eu fechei meus olhos novamente… e começamos a acariciar o nariz uma da outra com os mesmos. Nossas respirações mudaram e meu coração acelerou… melhor dizendo, nossos corações aceleraram…
Nunca senti uma sensação tão boa…

Ali percebi que algo na nossa amizade tinha mudado.
Passamos alguns longos minutos daquela forma, até ela dizer que precisava ir embora.
Saímos do quarto e eu fui leva-la ate o ponto pra pegar o ônibus.
Nos dias seguintes não aconteceu nada diferente entre nós… Contimuávamos amigas irmãs.

Até que no dia 10 de janeiro, fui pra uma festa em uma boate, com essa amiga que tinha passado o ano novo com a gente, o garoto por quem eu era apaixonada e mais um amigo dele. Aconteceu que eu acabei ficando com o garoto por quem era louca, e eu não via a hora de contar pra ela. Contei na festa mesmo pelo celular. Mas a reação dela não foi boa… Era uma mistura de ciúmes com cuidado. Ela sempre foi uma amiga ciumenta , não só ela como eu também… Achei então que era ciúme de amizade (no fundo nós duas sabíamos que não era).

Ela mudou comigo depois que isso aconteceu… Brigávamos por tudo.

Até que ela precisou passar quase um mês com a madrinha dela.
E ficamos sem nos ver por dias, so se falando por redes sociais… De repente ela começou a dizer que tava me fazendo mal, e que eu escutava nada que ela falava, etc… e ela desativou todas as redes sociais… Eu fiquei desesperada, fiquei sem comunicação com ela, e fiquei muito triste. Não sabia porque a ausência dela me deixava daquela forma, tão fora de mim. Chorei muito, ela sofreu muito também. Passamos quase um mês chorando e sem se ver. E as vezes quando ela não suportava mais ela ativava uma rede social pra falar comigo, mas aí a gente brigava.

Então no final do carnaval ela voltou pra casa, e veio me ver.
Meu sorriso foi de orelha a orelha quando ela apareceu na minha frente, e meus olhos brilhavam como duas estrelas. E ela sorria com aqueles olhos vivos, meu coração tava desesperado de tanta felicidade… e ela me abraçou… e eu quase voei naquela hora.

Voltamos a nos ver e nos falar como antes, discutimos algumas vezes porque ela queria que eu parasse de sofrer pelo tal garoto.

Ate que um dia saímos, fomos passear… ela me levou pra um lugar que tem aqui na minha cidade. Um lugar que ela costumava ir pra pensar quando ta triste, na praia…
Sentamos na grama, ficamos conversando enquanto olhávamos as estrelas, abraçadas… Andávamos sempre abraçadas.

Até que em um olhar nossos rostos se aproximaram, e nossos narizes se encostaram novamente. Ficamos por alguns minuto de olhos fechados apenas ouvindo nossas respirações… até que o beijo aconteceu… Os lábios dela tocaram os meus. Foi perfeito… Me senti nas nuvens…

E depois desse beijo, eu fiquei sem palavras. Quando consegui falar, só lembrei da namorada dela, até então minha cunhada. Então ela me disse que já não estava bem com a namorada que já estava terminando. Ela já tinha me dito isso antes.

Aquele beijo foi o inicio de muitos outros, pois o inicio da nossa historia foi no dia 1° de janeiro, quando meu coração bateu mais forte por ela durante aquele beijinho de esquimó.

Começamos a sair pra ficar, no dia seguinte ela terminou com a namorada. Me senti culpada sim, não nego, mas ela já tinha dito que não a amava, e que não aguentava mais algumas coisas que estavam acontecendo entre elas.

Se antes já não conseguíamos ficar longe, depois disso era impossível. Hoje temos um relacionamento serio, porém escondido. Ela não diz que é um namoro, e sim um casamento, pois ela diz que namoros acabam muito rápido. Ninguém sabe, nem meus pais, nem amigos, nem os pais dela, nem a ex… Fizemos planos e ela só quer que eu conte depois que sairmos de casa. Estamos já tomando as providências pra que isso aconteça. Por isso não posso me indentificar, pois ninguem sabe que amo uma mulher, e que essa mulher é a minha melhor amiga.

Ela não entende porque a amo tanto. Pois não sinto atração por outras mulheres. Então isso quer dizer pra ela que sou hétero, isso a faz ficar insegura. Ela diz que confia em mim, mas tem medo que eu ache “algo que me satisfaça mais ou que seja melhor que ela”. Pra ela seria mais fácil se eu sentisse atração por mulheres em geral, e não só por ela. Mas eu a amo muito, muito mesmo. E não me importo que ela seja uma mulher, eu acredito em amor, porém isso não entra na cabeça dela. Apesar disso ela me ama muito também, somos loucas uma pela outra. Eu não ligo em ser hetero, lésbica ou bi, a única coisa que me importa é que a amo e isso já faz todo o sentido pra mim.

Como ninguem sabe de nada, a ex dela ainda a ama. E diz que ela pode ter terminado com ela, mas ela (a ex) não terminou o namoro ainda. Ela (a mulher que amo) diz que não pode se afastar dela porque ela é sozinha e tem alguns problemas, e que ela cuida dela e se apegou a ela como amiga. Obviamente eu tenho ciúmes sim, muito, e é horrivel. Porque toda vez que ela (a ex) pede pra vê-la e ela vai eu fico muito mal, mas não posso brigar nem proibir pois eu fiz uma espécie de amizade com a menina e não quero ve- la triste também. Me descontrolei algumas vezes, e briguei, mas to me controlando. Ela também fica muito mal com essa situação, até porque a ex dela também tem ciúmes de mim, mesmo tendo um vinculo comigo. Nos damos bem, ela não sabe, mas quando souber sei que a coisa vai ser feia. Algumas pessoas percebem, já ouvimos boatos, fofoquinhas, mas ninguém tem nenhuma confirmação sobre nós duas. Não vejo a hora de contar, eu não tenho vergonha nem medo, a coisa que mais quero é poder estar com ela como minha mulher sem precisar me esconder.

Quanto a minha sexualidade, acho que não posso dizer que sou lésbica, porque não sinto nada por outras mulheres, nem um olhar diferente, nada. Eu até tentei observar mulheres dessa forma mas não consigo. Também não posso dizer que sou bi. Mas pra mim isso pouco importa. O que tenho no meu coração é maior que qualquer rotulo, eu sou louca por ela e quero ela para sempre.

A foto não representa nenhuma das personagens da história

A foto não representa nenhuma das personagens da história

Quem está com carinha de “owwwwwn” levanta a mão! \o/ \o/ \o/ 

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