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Filme americano – Cap 68

Regina entrou no táxi, confirmou seu nome e falou o endereço para onde seguiria. Seu pai já devia estar atrás dela, mas ela tinha ignorado todas as mensagens que ele tinha mandado. A vontade de fazer com aquele plano desse certo era maior do que tudo. Ela só não entendia porque a vontade era tão grande.
– E aí? – a voz do outro lado da linha não havia nem esperado ela atender direito
– Estou chegando em casa, te ligo já já pra contar tudo
Regina pagou o motorista, guardou o troco no bolso do vestido e seguiu para a porta de casa. Precisou respirar umas duas vezes antes de virar a chave que carregava. Sabia que seu pai não perdoaria seu atraso e muito menos seu sumiço durante todo o dia. Desde que sua madrasta tinha ido embora ele passou a ser super ultra mega protetor com ela e ela não tinha mais paz. Até trocar de colégio por insistência, ele aceitou.
– Pai, estou em casa! – Regina falou trancando a porta atrás de si
Em poucos segundos o pai, seu Roberto, estava com o pequeno corpo grudado ao da filha como se garantisse que ela tivesse chegado inteira e sem nenhuma parte faltando.
– Oi, pai
– Cadê seu celular?
– Está aqui! – Regina mostrou o aparelho
– Então porque voce não me respondeu?
Regina e Roberto tinham um combinado de não ficarem ligando entre si. Focavam em mensagens apenas.
– Desculpa, pai. Estava lá conversando com todo mundo e nem vi o celular direito
Essa resposta fazia com que Roberto sentisse uma dor no peito todas as vezes. Ele havia perdido dois amores na sua vida e não iria perder sua filha tão amada. Mas, ao mesmo tempo, não queria impedir que ela fosse uma daquelas meninas que não tinha amigas e que vivia presa dentro de casa nas barras das calças do pai.
– Desculpa, Ina – apelido irônico, não? – eu não vou ficar que nem esses pais loucos atrás de você
Regina se sentia mal quando o pai apelava para o argumento do “não vou ficar atrás de você”
– Desculpa, pai. Na próxima vou tentar ficar mais de olho no celular, tá?
Os dois se olharam e sorriram de canto de boca. A relação de um pai amargurado com uma filha com os hormônios a flor da pele era cada vez mais difícil e conturbada.
Roberto havia perdido sua esposa logo cedo. A mãe de Regina acordou mais cedo um dia, arrumou as malas e foi embora atrás do sonho de ser cantora nos Estados Unidos. Ele nunca soube se ela conseguiu o não. Após uns cinco anos sozinho, Roberto começou a se envolver com a madrinha de sua filha. Uma das melhores amigas de sua esposa e grande ajuda nas noites de gripe de Regina, ele acabou se envolvendo com ela e em poucos meses já formavam uma família dessas de fazer inveja em qualquer um. Ela abandonou o marido que trabalhava demais e junto com Roberto e uma Regina criança se mudaram de cidade e começaram uma nova vida. Roberto saiu cedo para trabalha em uma quarta e foi obrigado a sair mais cedo do trabalho porque a responsável pela creche de Regina ligou dizendo que ninguém havia ido busca-la. Novamente, ele tinha sido abandonado. Desde então Regina e Roberto viviam sozinhos e juntos.
– Pai, eu vou lá pro quarto tá?
– Você está com fome, filha?
– Não! Comi demais já. Obrigada, meu velho
– Vou pintar meus cabelos, e nunca mais você me chama de velho
– Te chamarei de velho pra sempre, velho!
Os dois riram com as piadas e se separaram. Roberto continuou assistindo seu canal de esportes e Regina seguiu para o seu quarto: segunda porta à direita no corredor.
– Pronto. Podemos falar – Regina falou assim que a outra pessoa atendeu o telefone
– Me conta tudo. Quero detalhes! – a menina parecia ansiosa demais
– Eu sei que você quer separa-las, mas não entendo o motivo real
– Elas merecem. Só isso que você precisa saber
– Elas se amam
– Elas que se danem
– Não sei se quero participar disso
– Acho que a Beca não vai gostar de saber que a nova amiguinha dela está mentindo sobre tudo, então acho que você não tenha muita opção
Regina não falou mais nada. Apesar de não querer acabar com o amor delas, também não tinha tanto carinho assim pelo casal para que sua reputação fosse atingida desta forma. Decidiu contar detalhes do churrasco e permanecer com os planos.
– Eu já sei o que você vai fazer para acabar com elas – a animação era impressionante
– E o que eu vou ganhar em troca?
– O que você quer em troca? – o tom de voz mudou de animado para sexy
– Quero você. Sem roupa. Na minha cama. Essa noite. – Regina falou pausadamente enfatizando cada frase que saía de sua boca
– Você não presta, sabia?
– E você adora isso!
– Estarei aí em breve
Regina desligou o telefone e jogou algumas roupas que estavam na cama dentro do armário. Ela precisava de bastante espaço para se deliciar com aquele corpo quente e sexy que seria só seu durante a noite. Lembrou da última vez que se encontraram: dentro do carro da mãe da menina e lembrou de como ela alisava sua coxa e brincava com seus sentidos enquanto repousava a mão entre suas pernas. Sentiu seu sexo aquecer e molhar. Mordeu o lábio inferior e começou a imaginar tudo que fariam naquela noite. Correu até a sala onde seu pai descansava no sofá.
– Pai, a Cami está vindo para vermos um filme e ela vai dormir aqui, ok?
Roberto sorriu com o olhar sapeca da filha, apenas fez que sim com a cabeça e deixou que ela continuasse a ser a adolescente que deveria ser.