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Feminismo: de todas, para todas, por todas.

Mais um 8 de março nas nossas vidas. Mais um dia onde, com certeza, encontraremos propagandas machistas e misóginas cheias de estereótipos que nos fazem acreditar que não somos nada mais do que simples donas de casa e mães de família. Será que algum dia eles irão aprender? Talvez não. Ou talvez sim. Mas o que importa é que o dia 8 de março não é sobre eles, é sobre nós, então que seja o nosso palco, o nosso discurso e as nossas ideias a reverberarem por aí.
Não que nos outros 364 dias do ano não iremos fazer a mesma coisa, não se enganem. A “onda do feminismo” não é uma fase – assim como minha sexualidade também não é – o feminismo chegou para ficar e não mais ir embora. Ele não tem data para terminar e nem um único objetivo, mas sim, uma série de mudanças radicais na forma da sociedade pensar e por isso, não irá embora tão cedo. Se acostume e não se assuste quando você perceber que é a única pessoa a não se declarar feminista – não só da boca pra fora, mas com ações também. Nós estamos no controle.
Dia desses vi uma citação da cantora Cardi B. No site, dizia que ela se envolve em polêmicas devido ao preconceito por seu passado de dançarina, pois na verdade, eu não vi nada mais do que um pensamento foda e uma frase que me inspirou a escrever esse texto hoje.
“Se você acredita em direitos iguais entre homens e mulheres, você é feminista. Não entendo porque vocês pensam que uma feminista precisa ter educação, diploma. Não é isso. Vocês estão desencorajando um certo tipo de mulher. O problema é que ser feminista é algo ótimo, e vocês não querem que eu seja ótima. Dane-se. Porque no final do dia eu vou encorajar qualquer tipo de mulher. Você não precisa ser igual a mim para eu te apoiar e encorajar.”
Quem disse que feminista é só aquela mulher que se debruçou em livros sobre o papel da mulher na sociedade? Aquelas apresentadoras do GNT que sentam em um sofá confortável e falam sobre a vida delas. Todas nós somos feministas. Se você trabalha de vendedora e é promovida, mas não ganha o mesmo salário do que o gerente homem e isso te irrita a ponto de fazer você reclamar com a direção da loja, você é feminista. Se você acredita que o pai deve ajudar a cuidar dos filhos não por obrigação, mas porque ele é tão responsável quanto a mãe, você é feminista. Se você acredita que pode sair de casa usando a roupa que tem vontade sem ter que se preocupar com o que vai ouvir na rua, você é feminista. Se você quer transar com um cara e não ligar no dia seguinte sem medo de ser tachada, você é feminista. Seja feminista nas mínimas coisas do seu dia a dia. É assim que nós vamos mudar as coisas. 
 
Não é preciso colocar os seios de fora e queimar calcinhas e sutiãs. Não é preciso deixar os pêlos do corpo crescerem. Não é preciso odiar os homens. Não é preciso pegar em armas. É preciso querer igualdade e lutar por ela. Lute pela mudança nos pequenos espaços que você tem acesso e assim vamos criando uma onda de mudança nos espaços ocupados por homens e mulheres. Assim a onda cresce e invade as ruas, invade as televisões e a mídia. É assim que vamos mudar as coisas. Invadindo os pequenos espaços até que eles se tornem os grandes espaços e como eu disse ali em cima, até o momento em que o estranho será a pessoa que não é feminista. 
 
Não há uma fórmula perfeita para se tornar feminista de um dia para outro ou para provocar mudanças no seu ambiente de influência. Mas, há mulheres que estão usando as armas que têm em suas mãos para causar uma mudança. Procure sobre projetos comandados por mulheres e leia o que elas estão dizendo por aí. Se você conhece mulheres que estão mudando a perspectiva de ação em seu ambiente, ou se você é uma dessas mulheres, se apresente, venha a frente. Nós queremos conhecer quem vai ser responsável pela maior revolução que o mundo já presenciou.