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ESPECIAL DE JUNHO – PARTE FINAL

Ela me puxou e seguimos descalças pelo corredor, passando por caixas e sacolas de plásticos ao lado de pilhas de pratos e roupas de cama e mesa. Não sei como ela não tropeçou sob a luz fraca de um apartamento desconhecido com a boca colada a minha.

Conforme ela andava, minhas mãos começaram um movimento de sobe e desce sobre o corpo dela, não conseguia evitar, e em um dos meus toques, minha mão se posicionou em suas partes molhadas, e junto ao seu gemido, consegui gritar a única palavra que podia:

– CARALHO!

Ela sorriu e abriu a porta com um empurrão antes de me jogar sobre o colchão.

Ela não tirou os olhos dos meus, enquanto se posicionava sobre mim. Sua boca estava na minha de novo, como se a espera a estivesse matando. Se eu não tivesse acabado de conhece-la, teria confundido o modo como ela me tocava, me beijava e se mexia com amor.

Todas as vezes que ela penetrava em mim, um fluxo de dor fantástico era enviado por todo o meu corpo, e, toda vez que se afastava, eu quase entrava em pânico, esperando que não fosse o fim.

Com meus braços e pernas ao redor dela, gritei pela décima vez desde que subíramos para o apartamento. Sua língua agia de fora tão vigorosa e controladora em meu corpo que eu sabia que ela já tinha feito isso muitas e muitas vezes. Isso facilitava as coisas. Ela não se importava o suficiente para me julgar mais tarde, então eu também não precisava.

Ela penetrou em mim outra vez, seu suor se misturando ao meu, como se nossa pele estivesse derretendo junta. Meus olhos quase reviraram por completo com a mistura avassaladora de dor e prazer que percorria meu corpo a cada movimento.

Sua boca voltou para a minha, e eu facilmente me perdi em pensamentos de como seus lábios eram ávidos, apesar de macio e maravilhosos. Cada movimento de sua língua era calculado, experiente, e parecia totalmente concentrado em me dar prazer.

Enquanto me beijava maravilhosa e impiedosamente, eu rodei e me posicionei em cima dela, agarrei sua coxa com uma das mãos, abrindo suas pernas, e então deslizei a outra mão entre suas coxas, fazendo pequenos e delicados círculos com o polegar sobre a pele rosada, inchada e sensível ali.

Poucos de segundos depois, ela estava gritando, erguendo os quadris para encontrar os meus e apertando minha cintura com seus joelhos trêmulos. Ela se inclinou e cobriu minha boca com a dela enquanto eu gemia. Senti seus lábios se curvando em um sorriso.

Seu gemido foi abafado dentro da minha boca, e então ela pressionou o rosto no meu enquanto curtia o próprio orgasmo. Aos poucos, ela foi se deitando sobre mim, sem se mexer. Parou um pouco para recuperar o fôlego e então virou para beijar meu rosto, seus lábios se demorando um pouco ali.

Nosso encontro inesperado passou de uma aventura espontânea para dolorosamente constrangedora em menos de um minuto.

O silêncio e a imobilidade no quarto fizeram o álcool desaparecer, e a realidade do que tínhamos feito pesou em mim. A desconhecida se inclinou para me beijar, mas eu abaixei o queixo, recuando, o que que pareceu ridículo naquele momento.

– Eu – comecei – tenho que chegar cedo no trabalho.

Ela me beijou mesmo assim, ignorando minha expressão completamente. Sua língua dançou com a minha. Ela inspirou profundamente pelo nariz, sem a menor pressa, então recuou, sorrindo.

Droga, eu sentiria falta desse boca, e de repente me senti muito patética por isso.

– Eu também. Aliás… Meu nome é Carla. – Ela disse. Rolou para cama e relaxou ao meu lado, a cabeça apoiada na mão. Em vez de se vestir, parecia pronta para uma conversa.

Minha independência estava começando a escapar pelos meus dedos a cada segundo que aquela desconhecida se tornava algo mais.

Comprimi os lábios.

– Eu… Eu não estou emocionalmente disponível.

Carla assentiu, se levantou e foi até a sala de estar para se vestir em silêncio. Ela parou na porta do quarto com os sapatos em um das mãos e as chaves na outra. Tentei não encara-la, mas cedi, para poder analisar cada centímetro seu e recordar e fantasiar pelo resto da vida.

Ela me olhou e então deu uma risadinha, a expressão ainda sem julgamentos.

– Obrigada pelo ótimo e inesperado fim de uma segunda-feira de merda. – E começou a virar de costas.

Puxei a coberta sobre mim e sentei.

– Se aguardar um segundo, abro a porta pra você.

– Eu conheço o caminho. Moro neste prédio. Tenho certeza que vamos nos encontrar de novo.

Meu rosto empalideceu.

– Você mora neste prédio?

Ela olhou para o teto.

– Bem em cima de você.

*(Nota do autor: Obrigada por terem tido paciência comigo. Beijossss e até a próxima)*

*Me siga no instagram: @brunafentanes*

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