ESPECIAL DE JUNHO – PARTE 3

Dobramos a esquina rapidamente e seguimos em direção ao meu prédio. Procurei a chave na minha bolsa, nós entramos e ficamos esperando o elevador. Seus dedos encostaram nos meus e quando se entrelaçaram, ela me puxou com força para junto de si. A porta do elevador se abriu e entramos aos tropeços.

Ela agarrou meus quadris, enquanto meus dedos procuravam o botão certo. Ela pousou os lábios no meu pescoço, depositando beijos por todo meu maxilar, da orelha até o pescoço, descendo e subindo, ocasionando faíscas por todo meu corpo. A cada toque, suas mãos imploravam que eu me aproximasse ainda mais, como se ela tivesse passado a vida inteira esperando por mim. Mas no fundo eu entendia que tudo isso era parte da atração, o truque, e todas as ações cronometradas dela me provocava minúsculas ondas de choque na pele.

Quando chegamos ao meu andar, ela tinha afastado meu cabelo para o lado e deixado um ombro meu exposto, conforme corria os lábios pela minha pele.

– Você é tão deliciosa. – sussurrou.

Ironicamente, suas palavras provocaram milhares de arrepios por toda a minha pele.

Minhas chaves balançavam enquanto eu brigava com a fechadura. Ela virou a maçaneta e quase caímos lá dentro. Contrariamente, me afastei um pouco dela e chutei a porta para que fechasse, então ela me puxou para junto de si outra vez. Ela cheirava a cerveja e um toque de maçã, mas sua boca ainda tinha gosto de pasta de dente. Joguei meu sobretudo no chão.

Quando nossos lábios se encontraram outra vez, deixei a língua dela deslizar para dentro de mim enquanto entrelaçava os dedos em seu pescoço.

Ela tirou os sapatos, sempre olhando nos meus olhos. Em seguida, puxou o zíper de seu vestido de uma só vez e o deixou cair no chão. Enquanto, ela jogava sua roupa para o lado, ergui o cropped e o arranquei. Meus seios ficaram expostos por um único instante antes de meus longos cabelos castanhos caírem em cascata para cobri-los.

A lingerie da desconhecida era de um azul turquês, e seu corpo era uma combinação de genes incríveis e desenhado, provavelmente resultado de um sistema de malhação diária, responsáveis por esculpir a perfeição diante de mim. Chutei meus saltos para longe. Corri meus olhos por cada centímetro daquele corpo. PUTA MERDA. Ela era muito linda. Uma de minhas mãos pousaram em seus seios, enquanto a outra se revirava em tentativas pra abrir seu sutiã e retirá-lo.

O som nítido de sua respiração ofegante fez o ardor entre minhas pernas latejar, praticamente implorando para ser acariciado. Pressionei os dedos na parte posterior de seus braços enquanto seus beijos desciam do pescoço para os ombros e então para os meus seios. Ao mesmo tempo, ela abaixava lentamente a minha calça jeans.

Ela se deteve e fez uma pausa de alguns segundos, aproveitando o instante para me curtir completamente nua de pé à sua frente. Ela parecia um pouco surpresa.

– Nada de calcinha?

Dei de ombros.

– Nunca.

– Nunca? – Ela perguntou, seus olhos implorando para dizer não.

Adorei o modo como ela estava me olhando – meio surpresa, meio satisfeita, meio excitada demais. Minhas amigas sempre enalteceram os benefícios da transa de uma noite só, sem compromisso. Ela parecia perfeita para testar isso.

Arqueei uma sobrancelha, saboreando o fato dessa completa desconhecida me fazer sentir sexy.

– Não tenho nenhuma.

Ela se aproximou novamente e o único tecido que ainda resistia entre nós era sua calcinha, em algum momento eu tinha vencido na luta com seu sutiã e o jogado no chão. Ela me beijou enquanto íamos aos tropeços até o sofá, depois nos pousamos delicadamente sobre as almofadas.

– Confortável? – Perguntou, quase num sussurro.

Quando assenti, ela me beijou uma vez, se afastou um pouco, e enquanto eu a apreciava, ela retirava lentamente sua calcinha. Quando voltou, percorreu suas mãos por toda extensão do meu corpo, e encostou a ponta dos dedos na delicada pele rosada entre minhas pernas. Então se abaixou para sussurrar algo em meu ouvido, mas apenas soltou uma respiração trêmula.

Estendi a mão para alcançar sua bunda dura e pressionei os dedos sobre sua pele, guiando-a conforme ela penetrava dentro de mim. Minha vez de soltar um suspiro.

Eu gemi e então colou a boca na minha.

Depois de minutos de manobras no sofá, suada e com o rosto vermelho, a desconhecida me olhou com um sorriso frustrado e tímido.

– Onde é seu quarto?

Apontei para o corredor.

– Segunda porta à direita.

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