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Em um quarto de hotel – Parte 4

Para quem não viu ou não lembra do início dessa história, é só clicar aqui.

Aquela garota me deixava alucinada. Sabrina era tímida, mas ao mesmo tempo, eu podia ver um fogo em seu olhar que estava pronto para queimar tudo que viesse pela frente e eu estava doida para que me queimasse. No quarto dela, não aguentei e a peguei de jeito. Enquanto ela fingia olhar a hora e tirava os sapatos com calma, a abracei por trás e me permiti cheirar o seu pescoço ficando embriagada por seu cheiro.

Desabotoei sua blusa enquanto a mandava trocar a passagem que ela dizia ter. Eu não passaria a noite longe daquela mulher de forma alguma. Ela era uma delícia em todos os sentidos. Seu beijo era fácil de se ter e sua boca era pequena, de forma que eu queria engoli-la toda. A joguei na cama e apreciei aquela cena enquanto tirava a minha roupa. Ela estava respirando fundo, apoiada nos cotovelos com a blusa aberta e o sutiã rosa claro a mostra. A calça já estava um pouco aberta e eu não resisti. Com o meu joelho, fiz pressão entre suas pernas e ela gemeu. Minha calcinha se enxergou neste momento e eu repeti o ato, ela gemeu mais alto e entregou seu corpo de vez. Ela era minha.

O suor escorria pelas minhas costas enquanto eu deitava ao seu lado na cama de hotel. As duas respiravam rápido e sorriam com uma expressão de quem estava fazendo aquilo pela primeira vez.

– Eu vou perder meu vôo – foi a primeira coisa que ela falou assim que eu deitei ao seu lado
– Mas eu te avisei que você ia perder o vôo
– Quem é você? – ela se apoiou no cotovelo e virou para mim
– Alguém que não conseguia parar de te olhar essa manhã
– Você reparou em mim durante a palestra?
– Não só reparei como te analisei o tempo todo…para minha sorte eu estava certa!

Apenas a beijei novamente. O corpo dela já se movia no mesmo ritmo que o meu. Eu nunca tinha sentido uma conexão e um encaixe tão perfeito quanto aquele e olha que eu já estive com muitas mulheres na minha vida, mas a Sabrina era diferente. Ela era aquela menina-mulher que te encanta e ao mesmo tempo desperta os desejos mais quentes e escondidos nas pessoas. Ela já estava com o corpo acima do meu e com as mãos apertando minha cintura quando fomos interrompidas pelo telefone do quarto. Ela desgrudou a boca da minha com uma expressão de decepção, se arrastou até a mesinha lateral e atendeu. Não falou muito, apenas disse que não precisava.

– Está tudo bem? – perguntei assim que desligou
– Eu preciso desocupar o quarto ou vou pagar mais uma diária. Eu vou lá embaixo resolver isso
– Não! Arrume suas coisas. Vamos para o meu hotel, ainda tenho mais uma ou duas diárias
– Tem certeza?
– Eu não vou te deixar ir embora hoje. Se arrume e venha

Enquanto ela organizava as poucas coisas, eu tomei um banho rápido. Assim que saí do chuveiro dei de cara com ela de malas prontas me esperando. Coloquei minha roupa o mais rápido possível e seguimos para o lobby do hotel. Ela acertou tudo que precisava e me encontrou na porta. Por mim eu a levaria direto para a minha cama e faria tudo de novo. Estava insaciável, mas sabia que ela estava com fome e eu também estava, então passamos no meu hotel, pedi para alguém subir com a mala dela e fomos até um bar ali perto comer algo.

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– Você sempre leva alguma menina indefesa para o seu quarto nos eventos? – ela me perguntou logo depois do primeiro gole de cerveja
– Só as que me chamam muita atenção – respondi evitando continuar o assunto
– Você vive de eventos, não é?
– Mais ou menos isso. Gosto de não ter casa, viajar sempre.
– E não pensa em se apaixonar e ficar e formar família? – eu não esperava essa pergunta
– Você quer formar família comigo? – perguntei analisando o terreno
– Não foi isso que eu quis dizer… – ela pareceu levar a sério e correu em desmentir a pergunta, não aguentei com a carinha de medo dela e comecei a rir
– Deixa de bobeira…eu já pensei nisso, mas ainda não encontrei alguém que me fez ficar…

Ela não me respondeu e eu me arrependi em ter deixado o assunto fluir. Pedimos coisas rápidas. A cerveja e o tesão que estávamos sentindo não permitiam que nossos corpos se afastassem. Quando consideramos que já tinhamos comido o suficiente, paguei a conta e andamos de volta para o hotel. Por sorte era apenas um quarteirão de distancia e o caminho foi marcado por passos rápidos e olhares tensos combinados com mordidas provocantes nos lábios. Eu sabia que não conseguiríamos chegar no quarto.

Já no elevador, ela me puxou pela gola do casaco que eu usava e me beijou com vontade. Parecia que estava querendo descontar o que eu tinha feito com ela mais cedo. Entramos no meu quarto e ela arrancou a blusa que vestia. Demonstrou uma incrível habilidade em desabotoar blusas sociais quando tirou a minha em tempo recorde. Parecido com o que eu tinha feito mais cedo, ela me jogou na cama, abriu minha calça e a puxou junto com a calcinha. Antes que eu pudesse pensar em algo, já estava nua na cama, com os cabelos soltos e com Sabrina ajoelhada na beirada da cama com o rosto entre as minhas pernas. Gemi alto enquanto ela desvendava meus segredos com uma língua ágil e quente.

Senti meu liquido se misturando com a saliva dela enquanto meu coração parecia bater entre as pernas. Gemi ainda mais alto quando meu clitoris parecia que iria explodir de tanto pulsar. Antes que eu pudesse falar ou até mesmo respirar novamente, ela me presenteou com dois dedos que se encaixaram tão bem no meu corpo. Ela sabia exatamente o que estava fazendo.

Quem sabe um dia eu não te faço ficar em algum lugar? Na manhã seguinte acordei ao lado de um bilhete. Por um momento pensei que tudo tinha sido um sonho apenas. Sabrina nunca soube que eu teria ficado. Se ela me pedisse.

Autora_mari Veiga