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Dicas para escrever uma boa história – Parte 3

Yaaaas Queeeen! Voltamos para mais uma dica para escrever uma boa história. Se você ainda não sabe o que está acontecendo, clica aqui e aqui e vê a primeira e segunda parte. Após falarmos de Enredo e Personagens e sobre o Roteiro, chegou a hora de falarmos sobre o que vocês mais vão gostar: o Texto. Sim!

A ação costuma ser a parte mais divertida e também a mais cansativa. Escrever depende de inspiração, expiração e piração. Existem pessoas que escrevem somente quando o texto vem. Ou seja, aquelas que parecem que um santo baixou e de repente uma história se fez. Tem outras que conseguem preparar corpo e mente para escreverem quando quiserem. Admito que essa segunda opção é bem difícil, mas sei que é possível. Na hora da ação, aprenda a ouvir o que vem de dentro. Tente entender como seu corpo está, se você quer escrever ao ar livre ou no ar condicionado, se você quer tomar um café ou um chá durante o processo ou se talvez você quer música alta ou silêncio, isso depende do momento, da pessoa e de sua mente. Só como exemplo, de uns tempos pra cá eu só tenho conseguido escrever durante a madrugada, acredito que por causa da ausência de distrações e ouvindo musica eletrônica. Em compensação, já tive momentos que o melhor pra mim foi escrever no silêncio ou ouvindo música clássica. Descubra o que te ajuda mais e use tudo que está em suas mãos para que o processo seja cada vez mais produtivo.

Se atente a descrição das cenas. A Tha, amiga e leitora super assídua me falou que uma história boa é “aquela que eu consigo sentir tudo, como se eu tivesse de fato fazendo parte dela”, ou seja, use e abuse da descrição das cenas. Faça com que o leitor ou leitora enxergue a mesma coisa que você, eles precisam ser capazes de fechar os olhos e imaginar a cena como você gostaria que eles imaginassem. Não tenha medo de ser detalhista, os detalhes ajudam a formar a imaginação do leitor e são essenciais para que sua história se torne interessante.

Leia o capítulo anterior antes de começar o próximo. Essa dica é quase como um mantra pra mim. Eu tenho o costume de desenvolver várias ideias ao mesmo tempo. Algumas terminam antes do esperado e outras eu consigo levar a frente, por isso, todas as vezes que eu vou pegar em alguma historia para continuar, eu preciso ler o capítulo anterior para saber em que ponto estávamos e o que aconteceu antes do que eu vou escrever naquele momento. Não preciso nem dizer que é neste ponto que o roteiro se faz mais do que essencial né? E de tempos em tempos, tire alguns minutos a mais para reler toda a sua história. Esse processo é importante para que você tenha certeza que continua no enredo que gostaria ou, caso você tenha modificado ele – o que é super normal e aceitável – você saiba qual o novo caminho que está tomando.

Tenha cuidado com a ortografia e a gramática. É óbvio que o processo criativo permite pouco espaço para se atentar a “detalhes”. Na hora que o texto está fluindo e você consegue ver aquela página branca se preencher quase que magicamente, é quase impossível parar para rever palavras com erros de digitação ou vírgulas mal empregadas. Mas isso não impede que assim que você termine, você volte até a primeira letrinha e leia palavra por palavra novamente consertando erros e até mesmo modificando frases. Trocando palavras repetitivas por sinônimos e talvez reescrevendo uma boa parte do texto. Muita vezes, na hora parecia fazer sentido, mas quando lemos fora da adrenalina da inspiração, algumas coisas ficam perdidas e precisam ser melhor trabalhadas. Aquele santo que desce e nos faz escrever sem parar, é um texto em seu formato bruto, lapidar é puro suor. Se dedique.

Tenha uma leitora beta. O que é isso? Leitora beta é alguém que você usa para ler seu trabalho. Tem gente que gosta de mostrar depois que está tudo pronto, e tem gente que gosta de ir mostrando aos poucos. Na verdade, isso é bem de cada um, mas, a leitora beta é importante para dar uma visão de alguém que não é a criadora da história. Para uma leitora ou leitor beta é importante que seja alguém de confiança, afinal de contas, você não quer seu filho nas mãos de qualquer pessoa né? Além disso, procure alguém que goste de ler por natureza, parece óbvio, mas muita gente acaba recorrendo a alguém próximo mas que não é muito de ler então essa pessoa acaba não dando uma opinião crítica e sim baseada apenas no quanto quer te ver feliz. Certifique-se de que sua leitora beta vai te falar a verdade e nada mais que a verdade.

A forma que você escreve é totalmente influenciada por vários outros aspectos e um deles, que eu considero super importante, é o público alvo, o nosso próximo item. Mas, como vocês já sabem, esse vai ficar para a próxima semana. Até lá, e comentem! 🙂

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