Dicas para escrever uma boa historia – Parte 2

Como prometido, seguimos com as nossas dicas para escrever uma boa historia. Na última postagem, falamos sobre a importância do enredo e personagens, e agora, vamos falar do próximo passo: o Roteiro. Ah, e se você não viu a primeira parte, é só clicar aqui e dar uma lida lá. Podemos começar?

Tenho certeza que muitas pessoas falam algo como: “Ah, mas eu gosto de escrever conforme a inspiração vem, não gosto de programar tudo”! Ok, senhora inspiração, você pode continuar escrevendo quando as palavras vêm na sua cabeça ou quando você sonha com aquele texto, mas a verdade é que você precisa ter algum tipo de direcionamento. O roteiro não é fixo e muito menos imutável, ele apenas serve para que você possa manter a história dentro de um contexto que faça sentido. Para começar, vamos diferenciar rapidamente roteiro e enredo. No caso do enredo, eu havia dito que é uma espécie de sinopse, já no caso do roteiro ele é mais prático, direto, cirúrgico. Quase como um manual de instruções de você para você mesmo sobre a história.

Uma das coisas que mais escuto quando alguém me fala de uma história ruim é que o autor ou autora “se perdeu” no caminho. E isso acontece porque não havia um roteiro para ajudar a direcionar as inspirações mais loucas daquele autor ou autora. Explicando melhor: quando deixamos a imaginação fluir de forma contínua, que aliás, é a melhor forma, podemos criar ramificações da história e acabar nos perdendo nas imensas possibilidades que é possível extrair daquela ideia. Se primeiro queremos fazer um romance, rapidamente podemos puxar um drama e talvez até uma veia de humor. Podemos criar empecilhos demais para o casal da trama e quando percebemos nossa história tem o dobro do tamanho ideal e tantas coisas acontecem ao mesmo tempo que fica difícil de acompanhar. Por isso, o roteiro é algo essencial. O roteiro é o responsável por te ajudar a encaixar todas as ideias no enredo que você havia pensado originalmente.

O roteiro pode ser apenas alguns tópicos na ordem cronológica que você pretende escrever, ou seja, se você pretende usar e abusar dos flashbacks, coloque no seu roteiro algumas referências de data para você não se perder na historia. Escreva o nome dos personagens principais e dos personagens secundários para você não esquecer – acreditem, isso acontece mais do que possam imaginar. Anote tudo que você usar como elemento da história como locais, momentos, feriados e até objetos que possam ser mencionados, dessa forma, fica mais fácil fazer referência mais tarde. Não abra mão do roteiro, muitas vezes a lógica que temos em nossa cabeça não é a mesma que conseguimos passar para o papel e dessa forma vai ficar difícil para o leitor ou leitora conseguir acompanhar o que você está escrevendo.

Com um enredo bem definido, o roteiro se torna natural. Se você já pensou no início, meio e fim da sua história com todos os seus acontecimentos principais, é quase que automático que o roteiro seja criado, por isso, muita gente acaba deixando de lado essa etapa e partindo para ação, ou seja, começar a escrever. E como é quase impossível escrever uma história toda de uma vez só, dias ou semanas depois você volta para o seu trabalho, o roteiro que você tinha em mente pode já ser outro e é aí que a história começa a se perder, por isso, antes de partir para o a próxima parte, faça um roteiro rápido, mesmo que simples, para que você saiba para onde está indo.

Enredo e Roteiros encaminhados, partimos pra ação, a parte mais divertida de todas. O texto em si. Na próxima semana, aqui mesmo, você acompanha a próxima etapa dessa nossa série de posts.

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