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Conheça o guia para ajudar LGBT a viajar para lugares seguros

Destination Pride‘ parte de critérios como a presença de legislações que permitem casamento homoafetivo e garantam proteção à identidade de gênero

Escolher um destino de viagem não é algo simples, ainda mais quando o que era para ser um momento de diversão e lazer se torna motivo de preocupação: uma mulher viajando sozinha, um negro em um país pouco diverso, ou uma pessoa LGBT em uma cidade intolerante.

Pensando nesse último caso, a agência de publicidade FCB/SIX, em parceria com a organização canadense PFLAG, criou um guia de destinos interativo que classifica cidades para se conhecer no mundo com base em suas políticas pró-LGBT e nas percepções sobre a receptividade local, enviadas por viajantes.

“Podem ser pequenas coisas, como quando se vai fazer um check-in sendo um casal homossexual, quais suposições os gerentes fazem de você”, exemplificou Ian Mackenzie, diretor criativo da agência responsável pelo mapa, ao site Fast Company. “Desses micro-momentos até grandes coisas, como viajar para o Egito, onde há leis muito severas que dizem respeito à comunidade LGBT.”

Chamado “Destination Pride”, o site recém-lançado se anuncia como um trabalho ainda em desenvolvimento que parte de informações (obtidas via Wikipedia e Equaldex) das diferentes localidades e do “feedback” da comunidade LGBT. Ele ressalta ainda que “não deve ser usado apenas como um guia e de forma nenhuma como um sistema indicador de segurança absoluta”.

O site oferece opções de busca por destinos – que podem ser cidades, estados ou países. Para cada local, há uma classificação que vai de zero a 100. Os critérios são seis e aparecem ilustrados em cada uma das faixas da bandeira do orgulho LGBT.

Cores e valores

O vermelho diz respeito ao quão progressista o local é em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O laranja indica se um país, estado ou cidade garante, por meio de leis, o direito ao relacionamento entre homossexuais.

A faixa amarela se refere às “proteções à identidade de gênero”. O critério leva em conta a existência de proteções legais que garantem a cirurgia para redesignação sexual e tratamento hormonal. Além disso, entram na avaliação as condições no local para, por exemplo, o uso de nome social por transgêneros e transexuais em documentos.

O verde indica a existência e a força de leis antidiscriminatórias, bem como de direitos LGBT em geral, como no ambiente de trabalho, por exemplo.

A barra anil considera a existência de leis sobre direitos civis e liberdades LGBT referentes, por exemplo, a serviço militar, doação de sangue e adoção.

Por fim, o violeta se refere ao “sentimento nas redes sociais”, gerado pelo site de análise de mídias sociais Netbase. O Destination Pride explica que o critério usa de base uma avaliação sempre atualizada sobre o comportamento – com base em geolocalização – nas redes em relação a pessoas LGBT.

Com a pontuação em mãos, o site sugere ao usuário as seguintes classificações:

– De zero a 50: o local tem “direitos limitados ou nenhum referente a pessoas LGBT, e até punições”. O “sentimento nas redes sociais para esse destino provavelmente é neutro ou negativo”.

– De 51 a 70: destinos enquadrados neste intervalo podem contar com “algumas proteções legais” e tem um “sentimento nas redes sociais geralmente positivo”.

– De 71 a 100: “há grande proteção legal em vigor” e o ambiente nas redes sociais é positivo.

De acordo com os dados disponíveis atualmente no site, o Brasil é avaliado com 70 pontos. A Espanha tem 77 pontos, o Reino Unido tem 71, a Austrália, 67; e Estados Unidos e Noruega têm ambos 56. Mais abaixo, a Rússia recebeu 34 pontos, Angola tem 33; a Índia, 14; Arábia Saudita, 12; Uganda, 7; e o Egito, 5 pontos.

Avaliando as capitais brasileiras, embora haja deficiência de dados sobre algumas delas, o site indica que na região sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte pontuam, respectivamente, com 76, 73, 70 e 68. Na região sul, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis têm 68 pontos cada. No centro-oeste, Campo Grande e Goiânia pontuam com 73, enquanto Brasília e Cuiabá têm 70.

Na região norte, Macapá e Palmas lideram com 70 pontos e são seguidos por Belém, Boa Vista e Porto Velho, cada uma com 68. Na sequência, aparecem Manaus com 58 e Rio Branco com 56. Por fim, na região nordeste, Salvador e Fortaleza ficaram com 65 pontos; Natal tem 67, enquanto São Luís e Recife aparecem com 68. Teresina e Aracaju têm 70 pontos; e João Pessoa e Maceió fecham com 73 cada.

 

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