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Casa Branca tem seu primeiro banheiro inclusivo Banheiro livre de gênero está localizado em prédio movimentado da Casa Branca

A Casa Branca abriu seu primeiro banheiro de gênero neutro. A atitude é vista como um passo simbólico pelo presidente Barack Obama para proteger os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) no local de trabalho.

O porta-voz da Casa Branca, Jeff Tiller disse que o “banheiro livre de gêneros” está no Eisenhower Executive Office Building, onde muitos trabalhadores têm reuniões e escritórios. Além de ficar ao lado da ala oeste, que abriga o escritório do presidente.

Esta é a mais recente iniciativa de uma série de ações de Obama para apoiar a comunidade LGBT. Na quarta-feira, o presidente emitiu uma ordem executiva que impede empresas que fazem negócios com o governo federal de discriminar funcionários LGBT.

“A Casa Branca permite que a equipe e os clientes usem os banheiros compatíveis com sua identidade de gênero, o que está em consonância com a orientação legal desta administração sobre o assunto”, disse Tiller em comunicado oficial.

Obama tomou uma posição firme desde o ano passado sobre os direitos dos homossexuais e transexuais. No ano passado, Obama usou a palavra “transexual” no encontro anual “Estado da União”. Além de apoiar o casamento do mesmo sexo, marcando o que pode ser um dos avanços mais significativos da sua presidência.

Também na quarta-feira, ele pediu um fim às terapias psiquiátricas que buscam mudar a orientação sexual de gays, lésbicas e transgêneros, também conhecida como terapia de conversão.

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O número de banheiros de gênero neutro tem crescido nos Estados Unidos nos últimos anos, nos locais de trabalho e nas faculdades, mas a iniciativa da Casa Branca vai contra alguns estados norte-americanos que pretendem tolir os direitos transexuais.

Na Flórida, o “Bathroom Surveillance Bill” quer proibir as pessoas transexuais de usar banheiros, vestiários e outras instalações segregados por sexo, exceto aqueles designados para seu sexo no nascimento.

Leis semelhantes também começaram a surgir em Kentucky, Missouri e Texas, de acordo com o grupo ativista LGBT Human Rights Campaign.

Defensores transexuais têm atacado as leis como discriminatória, e acusou os legisladores em alguns estados de “atacar a dignidade e humanidade de transgêneros”.

“É encorajador que … pelo menos a Casa Branca ainda está se movendo na direção da dignidade e do bom senso”, disse Mara Keisling, diretora-executiva do Centro Nacional de Transgender Equality, em um comunicado.