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Carta para ela

Dia de autora convidada!

Oi, meu bem!

Sabe, outra vez eu estava passeando com as amigas numa noite dessas mega agitada, que fomos ao local menos inesperado, o aeroporto. Nada convencional, já que a nossa animação era grande demais para barzinho, pub ou até mesmo a boate.

O pra lá e pra cá dos passos, fez com que parássemos em uma livraria. Fiquei do lado de fora observando alguns livros na vitrine enquanto elas, esbaforidas e escandalosas, entravam no estabelecimento. Foi quando recordei um sorriso meu ao conversar com você em uma noite dessas qualquer, com o céu estrelado.

O livro exposto na vitrine era um desses conhecidos que vira até seriado, vice e versa, ou, algo parecido. Engraçado lembrar, pois o livro é o tipo de modinha que você não costuma ler. Foi mais ou menos isso que me respondeu naquela noite qualquer, e por uma razão a qual desconheço ficou guardado na minha memória.

Nunca cheguei a terminar aquela bosta de livro, tinha sempre que recomeçar, ou voltar para pagina anterior para que algo despercebido prendesse minha atenção. Até que prendeu, só que foi algo que não se encontra em livros e nem tão pouco ali. Acho que talvez em canto nenhum.

A verdade, é que só passei aqui pra dizer que o peito às vezes me toma como tambor, e que a vontade de saber como estar e de querer te ver, é maior que tudo. Talvez eu devesse ter pegado o primeiro avião, sim, essa ideia me passou pela cabeça. Não minto que cogitei em alguns minutos deixar largadas as minhas amigas, mas lembrei com quem realmente estava.

Então fica combinado assim, da gente um dia se esbarra e trocar os telefones. Quem sabe nesse dia eu consiga unir os azuis dos mares com o azul do seu céu, mas enquanto isso, eu sigo aqui fazendo anagramas de saudades com o seu nome.