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Caminhos do Amor – Cap 72

POV NARRADOR

Último capítulo….

A manhã do último dia do ano havia finalmente começado para Amy. E fora tudo tão intenso em sua vida, tantas coisas haviam acontecido, que parecia inacreditável que coubessem tantos eventos e sentimentos em apenas doze meses. Ela estava com seu velho moletom cinza largo, uma regata branca e os cabelos presos em um rabo de cavalo, enquanto sentava-se no banco da cozinha e degustava do seu tão amado cappuccino. Algumas coisas, neste último ano, não haviam mudado. Cappuccino continuava sendo seu café favorito, mas vira e mexe ela o substituía por suco de laranja. Seu trabalho continuava sendo uma grande paixão, mas não mais sua única. Continuava amando ficar em casa aos fins de semana, no entanto, não sozinha. Agora uma sessão de maratonas na Netflix não era a mesma coisa sem uma loira com perfume doce agarrada ao seu corpo.

A vida havia se transformado de um jeito bom e os hábitos antigos, de uma forma inusitada ficaram mais prazerosos desde que o amor derrubou todos os muros em seu coração. O amor realmente transforma, pensou Amy. Ainda assim, talvez por ser o último dia do ano e tendermos a naturalmente fazer reflexões, Amy conversava com seus próprios pensamentos, pensando que ainda haviam muitas coisas para acontecer na sua vida. Ela sentia que tudo que estava vivendo, apesar de intenso e incrivelmente assustador as vezes, era apenas o início do caminho. Ela não se preocupava em ter que percorrê-lo, mas tinha certeza que invariavelmente novos obstáculos surgiriam.

Sentiu um beijo carinhoso na testa e seus olhos automaticamente fecharam enquanto ainda tomava um gole de seu café. Repousou o copo sobre a bancada e abriu automaticamente os braços para acolher sua irmã caçula. Amy tinha saudade do abraço de Ana. A menina esteve fora em uma viagem com amigos logo após o Natal e só havia chegado na madrugada anterior. Ana beijou a testa da irmã, sentindo instantaneamente a tensão no corpo da morena. Elas se reconheciam de uma forma estranha até. Ana aprendeu, mesmo que na inocência, a ler o corpo e os olhos da irmã. Ela era capaz de dizer tudo sobre o estado de espírito de Amy apenas por olhá-la ou abraça-la. Era a tal ligação única e admirável das irmãs Collins. Não eram gêmeas por nascimento, mas possuíam uma sincronia de almas inegável.

– Ei… bom dia. Disse fazendo cafuné na mais velha. Amy apertou-a ainda mais contra si, suspirando e murmurando um bom dia abafado no torso de Ana. – Minha cunhadinha ainda está dormindo? Ana perguntou já imaginando o motivo da inquietude da irmã.

– Ela não dormiu aqui… nós meio que tivemos nossa primeira briga séria ontem. A voz melancólica de Amy fez o coração da ruiva se apertar.

– Meu casal perfeito brigando?! Me lembre de não viajar mais por favor. Amy riu fraco, dando uma tapinha nas costas da caçula. – Quer conversar sobre?

Separaram o abraço e Ana sentou-se ao lado da irmã, depositando cappuccino no seu copo e pegando uma torrada com geleia e queijo minas.

– Ela estava muito tensa ontem. Disse que era apenas TPM, mas eu a conheço. Sei que não é apenas isso…. Desde que ela recebeu aquela carta tem uma tensão dentro dela que parece só crescer. Ela estava se irritando com tudo, até mesmo com a música que tocava no rádio. E depois de um tempo eu simplesmente tentei fazer ela assumir. Eu queria que ela assumisse que o problema era seu passado e não uma tensão menstrual, mas ela…

– Ela explodiu e foi embora. Ana concluiu e a mais velha assentiu tomando outro gole de café. Não consegui dormir à noite inteira. Foi horrível ver ela ir embora…. Estou me sentindo egoísta sabe? Ela nunca me pressionou para dizer sobre os meus traumas e eu deveria ter mais paciência. Deveria esperar ela estar pronta para falar sobre o que realmente sente com a carta do irmão. Argh! Eu sou uma péssima namorada!

Amy exclamou batendo na bancada da cozinha com toda frustação que carregava. Sentia-se impotente por não conseguir arrancar o sofrimento de sua mulher e egoísta por tentar fazê-la falar antes que se sentisse bem o bastante. Resumindo, sentia-se péssima.

– Ei, ei, ei…. Você não é uma péssima namorada! Você é incrível para Bel mana… E ela sabe disso. Isabel te ama. Ela é louca por você. Ela só está sobrecarregada.

– Por isso mesmo eu deveria ter sido mais paciente….

– Amy vocês são diferentes. Talvez tenha sido mais fácil para Isabel esperar você porque bem, você era todo aquele poço de frieza. Se escondia muito bem dentro da sua pose altiva. Você conseguia reprimir seus sentimentos e para quem estava de fora era como se não houvesse um vulcão em ebulição bem aí dentro – A caçula apontou para o coração da irmã enquanto falava – Você aprendeu, mesmo que de um jeito horrível, a dominar suas emoções. Ao menos as ruins. Mas a Isabel não…. Ela sente e transparece. Ela com certeza estava reprimindo a dor em relação ao irmão, mas depois da carta tudo veio à tona. Entende?

– Você tem razão…. Ela parece estar perdida e eu realmente quero ajuda-la, mas o fato dela não querer falar sobre isso me deixa perdida. Não sei o que fazer e a ver negando as coisas para si mesma me preocupa. Tenho medo dela se perder.

– Eu sei. E penso que no fundo ela também tem esse medo.

– O que eu faço Ana?

– Espera! Você está pedindo conselhos amorosos para sua irmã caçula, imatura e boêmia? Uau! Preciso gravar esse momento.

Amy riu e bateu na irmã.

– Idiota! É sério! Você não é um poço de experiência amorosa, mas ter crescido comigo a torna uma especialista em traumas. E isso tudo é tão novo para mim. Lidar com os traumas de outras pessoas que não o meu próprio.

– Mana, acho que o melhor que tem a fazer é estar presente. Aguarde o tempo da Bel. Esteja ao lado dela, seja paciente. Não a force. A Bel confiava a vida ao irmão e a decepção que ela sofreu não foi pequena. Ela confia em você da mesma forma, sei disso. Só que talvez ela ainda não saiba como se abrir novamente entende? Só dê tempo a loira. Tenho certeza que quando ela se sentir segura você será a única pessoa com quem ela vai se abrir.

Amy sorriu para a caçula sentindo lágrimas nos olhos. Ana era mesmo sua joia preciosa e ela com certeza não teria sobrevivido sem ela. Olhando para a menina mulher a sua frente, entendeu o tamanho da dor que ainda devia habitar o peito de sua namorada. O enorme conflito entre perdoar ou não. Isabel tinha um coração puro e ela sabia que tudo que a loira queria era perdoar e seguir em frente. Ao mesmo tempo, perdoar significaria ter o irmão novamente em sua vida, mesmo que de forma indireta e isso a devia assustar muito.

– Quando foi que você cresceu tanto pirralha? Ana revirou os olhos e riu.

– Até quando você vai dizer essa frase sempre que eu te dar meus perfeitos conselhos, huh? Aceite que eu sou uma maravilhosa mulher madura e siga em frente de uma vez!

– Argh! Leonina metida… e pirralha!

– Pare de me elogiar tanto! Levanta dessa cadeira porque temos uma festa de Ano Novo para preparar e aproveite que é o último dia do ano e faça uma surpresa para sua mulher. Não deixe o ano virar sem estar de bem com ela ok?

– Tem razão. Carla está nos esperando. Vou trocar de roupa e saímos em meia-hora.

Amy levantou e deu um beijo na testa da caçula. Estava prestes a sair da cozinha, quando parou e voltou-se novamente para a irmã.

– Ana? A mais nova respondeu com um som nasal, tomando seu café. – Como estão as coisas com Dani? Ana suspirou e deu um pequeno sorriso.

– Sinceramente, não sei, mas eu a beijei no Natal. Amy sorriu e bateu palmas animada.

– E como foi?

– Diferente e melhor do que a primeira vez. Eu beijo outras bocas de vez em quando, mas nada me faz parar de pensar no beijo daquela morena. Só que ela é tão difícil e resistente. Às vezes penso se devo insistir sabe?

– Você sabe que Dani não será mulher de uma noite. Então se quer alguém para ser mais do que um momento, você deve com certeza insistir.

– Eu quero, se for ela. Ana sorriu tímida.

– Então não desista. Na hora certa ela virá. E pare de putarias. Se Dani souber das suas peguetes ela vai se afastar de vez.

– Ei, não sou nenhuma maníaca! Eu fiquei com apenas duas meninas nesses meses todos e isso é um recorde para mim.
– Sei que é. E sabe, amadurecer não é ruim.
– Não, não é.
As irmãs sorriram uma para a outra por um tempo. Novamente, se leram reconhecendo a gratidão por aquela conversa tão importante para ambas. Reconhecendo a amizade e a presença indispensável que tinham na vida uma da outra.

– Amo você pirralha. Vou me trocar.

– Também te amo. Te espero aqui.
Amy suspirou relaxada. A conversa com a irmã a tranquilizou e animou. Ela daria amor a sua loira, sem mais cobranças. Ela seria a âncora que Isabel precisava e hoje mostraria isso a ela. Antes de entrar para o banho, digitou uma mensagem para namorada e sua mente começou a esquematizar a surpresa que faria para ela.

“Bom dia amor. Dormir sem você é tão ruim…. Me desculpe por ontem. Sinto sua falta, demais. Eu te amo, ainda mais que ontem e menos que amanhã. Sua Amy”

Não muito longe dali, Isabel tomava seu suco de laranja e seu coração encheu de amor assim que a mensagem chegou. Ela sentiu as lágrimas caírem por seus olhos, sentindo-se mal por ter explodido com a namorada. Ela sabia que cedo ou tarde teria que encarar seus fantasmas e nada a deixava mais feliz do que saber que não estava sozinha. Não mais. Ela tinha Amy e não a perderia por nada. E se tivesse que voltar ao caminho do passado para isso, ela com certeza o faria. Sorrindo ao reler a mensagem da namorada a loira teve certeza. Não havia nada, absolutamente nada, que não faria por sua Amy.

*****

A noite de Ano Novo havia chegado. A casa de Carla estava enfeitada e bonita. O jardim tinha uma enorme mesa com as comidas. Luzes azuis pelo gramado. Uma pista de dança ao canto, onde jazia um globo parta que girava empunhando pontos de luz. Ao redor almofadas brancas e fofas, alguns puffs e acentos. A piscina estava coberta de bolas douradas, pratas e brancas. Uma música animada ecoava no ambiente onde as amigas estavam. Era um ano especial para todas elas, por motivos diversos.

Carla e Lina, por exemplo, estavam em êxtase com o pequeno Lucca nos braços. Ele estava uma gracinha. Os cabelos negros ligeiramente arrepiados, sorrindo de tudo com um macacão todo branquinho com o dizer “Happy New Year Mom” em letras douradas. Dani tinha tido um excelente ano. A empresa crescera mais que o esperado e toda transformação na vida da melhor amiga só fez com que fosse o ano dos anos. Dani estava feliz por ela e por si mesma. No entanto, havia aquela semente em seu coração desde que beijou Ana. Ela encarou brevemente a menina ruiva brincando com Lucca e sentiu o coração bater forte. Ela não queria pensar muito ainda nisso. Tinha medo, mas também uma vontade estranha de beijar Ana de novo. Bebeu um gole de champanhe tentando reprimir o desejo repentino que aqueles olhos azuis causavam nela. Ana, sentindo-se observada encarou a morena. Elas se olharam intensamente uns instantes até que Dani quebrou o olhar e foi até a mesa comer algo. Ana sorriu pensando em tudo que conversara com a irmã. Seu coração acelerou assim que viu Dani deslumbrante num vestido de cor nude e salto alto. Definitivamente ela queria várias noites com a mesma mulher. Ano novo, vida nova. Não é o que dizem? E Ana já sabia como queria que a sua fosse.

Todas estavam elegantes e arrumadas, rindo e conversando. No entanto, Amy estava nervosa. Isabel trabalhou o dia inteiro, pois organizou um casamento para a noite de Réveillon e com isso não ajudou na organização da festa na casa das amigas. Ela não costumava organizar casamentos pessoalmente, mas esse era de uma antiga amiga da faculdade e não teve como dizer não já que estaria ausente na cerimônia. Provavelmente já devia estar chegando a casa de Carla considerando a hora e desde cedo não havia respondido a mensagem de Amy. Isso estava deixando a morena preocupada porque no fundo ela tinha medo de que Isabel ainda estivesse chateada e com isso sua surpresa não daria certo. E consequentemente, sua noite de ano novo seria péssima.

Os tormentos de Amy logo cerraram assim que a viu adentrar a casa da amiga. Isabel estava com sua tradicional e maravilhosa trança de lado, fazendo Amy suspirar com a visão. Um vestido branco, com detalhes em dourado vestia seu corpo perfeitamente, acentuando cada curva e enaltecendo seus seios. Tinha um brinco dourado e cumprido na orelha descoberta e pulseiras douradas no punho direito. Nos pés uma sandália de salto cor dourada. Estava linda e radiante.

Isabel andou na direção de Amy. Seu coração martelando no peito. Ela nunca tinha ficado tanto tempo sem falar com a namorada e agora que a viu estapeou-se mentalmente por tê-lo feito, ainda que soubesse que precisava deixar aqueles sentimentos estressantes de lado para não ser injusta com sua morena. Seus olhos cravaram nela e no quão linda estava. Os cabelos negros e soltos caindo por seus ombros, vestindo uma bermuda jeans branca até o meio das coxas e uma blusa dourada, com as costas nuas. Ficaram ali, se olhando como se fosse a primeira. O verde se fundindo ao azul, mesclando tons e entrelaçando almas. Isabel sorriu, tímida e graciosamente. As bochechas corando daquele jeito adorável que fazia o coração de Amy flutuar. A morena sorriu de volta, incapaz de fazer outra coisa. E como naquelas cenas de filmes, viu quando sua namorada correu equilibrando-se nos saltos, percorrendo aquele pequeno espaço reto entre elas, lançando-se em seu corpo com força. Os braços de Isabel abraçaram o pescoço de Amy, que fechou os olhos apertando-a pela cintura, sentindo seu cheiro doce que ela tanto amava.

– Desculpa! Elas disseram juntas e riram juntas da sincronia.

Olharam-se com amor, com ternura e compreensão. A raiva havia se dissipado, dando espaço apenas para o recomeço. O melhor da briga é sempre a reconciliação e mais tarde, ambas descobririam isso.

– Eu te amo. Senti tanto sua falta… Amy disse beijando a namorada, sem deixa-la responder. Ela só queria os lábios de Isabel nos seus e mais nada. Isabel correspondeu, sentindo os pés flutuarem quando o calor da língua da mais velha tocou a sua. Beijou-a com todo amor que transbordava em si e Amy não precisou de palavras para sentir-se amada.

– Ah meu *OTP se entendeu né? Finalmente! Agora vamos beber e dançar! Carla abraçou as duas, quebrando o beijo e ouvindo um resmungo de Amy em protesto. – Não bufa não que você não é boi sapatão rei! Amy revirou os olhos, fazendo Isabel rir.

Tudo estava no devido lugar outra vez.

(*OTP – Sigla em inglês para casal perfeito)

****

Dez.
Nove.
Oito.
Sete.
A contagem começava. As meninas alegres, com taças de champanhe na mão gritavam a plenos pulmões enquanto a música entoava. O ano novo estava prestes a começar e elas tinham muitas expectativas sobre o quanto seria bom. Nenhuma delas imaginou que o ano terminaria assim, com novas amizades e amores. Com novos caminhos. Com uma nova família. Uma família baseada na lealdade da amizade e da cumplicidade. Uma família tão bonita e verdadeira quanto qualquer outra. Uma família feita de amor, que no final é o que realmente importa.
Seis.
Cinco.
Quatro.
Elas se aproximaram fazendo um círculo no meio da pista de dança. Os olhos castanhos, verdes, azuis e negros misturando-se. O mundo estava no seu lugar e elas estavam no lugar certo.

Três.

Entrelaçaram os braços, fazendo o círculo fechasse em forma de corrente.

Dois.
Um.

– FELIZ ANO NOVO!!!! Gritaram com todas as forças, rindo e pulando sem desfazer o círculo. O champanhe caindo de suas taças, manchando roupas e cabelos, mas quem ligava para isso? Era Ano Novo!

Os fogos explodiram no céu, em múltiplas cores e formatos. Elas olharam aquilo em êxtase, deixando a felicidade preencher seus corações e logo em seguida começaram os abraços. Desejos de paz, harmonia, amor. Desejos de sucesso. Desejos sinceros, abraços sinceros.

Amy sorriu assim que sua mulher a abraçou com toda força, se beijaram e fizeram promessas e juras de amor. Amy pensou que passaria a vida inteira com Isabel e nunca se sentiu tão feliz na vida.

****

A música já ressonava baixinho por volta das três da manhã. Lina e Carla recolheram-se para não deixar Lucca sozinho muito tempo. Amy e Isabel tinham ido embora, já que a morena ainda tinha uma surpresa reservada para sua loira. Dani estava a caminho da saída, quando viu Ana sentada num dos puff sozinha, bebendo uma taça de champanhe e olhando o céu. Ela jurava que a menina já tinha ido embora e seu coração acelerou quando a viu. Ficou de pé, olhando os cabelos ruivos balançando ao vento e o corpo esbelto delineado no vestido champanhe que ela usava. Seu cérebro brigava com seu coração naquele momento. Sua razão dizia para que ela fosse e evitasse se envolver ainda mais, mas seu coração queria que ela se aproximasse.

– Droga! Dani sussurrou, convencendo-se de que era o último dia do ano e se havia um dia ideal para loucura era definitivamente aquele.

Suas pernas tremiam um pouco quando ela chegou ao lado de Ana. A menina levantou em um solavanco, sentando-se no puff com os olhos arregalados e surpresos. Ela jurava que Dani já tinha ido e sentiu o ar lhe sair pelos pulmões de uma vez quando a viu tão perto.

– Você vai ficar aqui ou quer carona? Dani não queria dizer nada daquilo, mas estava tão ridiculamente nervosa que não conseguiu dizer outra coisa.

– S-Sim…. Eu vou dormir aqui.

– Ok… Bom, eu vou indo. Já está tarde e tem muitos malucos na rua hoje.

– Você devia ficar. Tem quarto vago e te pouparia o risco.

Dani olhou para Ana. Definitivamente estava com preguiça de dirigir, mas tinha medo de perder totalmente a razão estando tão perto da menina assim.

– Acho melhor não…. Eu volto amanhã para o churrasco.

– Ok… Boa noite então Dani. Por favor vai com cuidado e se não se for incomodo manda uma mensagem para dizer que chegou bem.

Ana levantou e pediu com tanto carinho e preocupação que Dani suspirou. Fazia tanto tempo que ela não tinha ninguém se importando com ela. Tanto tempo que alguém não a olhava com tanto carinho e…. desejo. Seu corpo esquentou e contraiu. Talvez pelo efeito do álcool ou por essa coisa que a virada do ano causa nas pessoas, mas sentiu quando uma dose de loucura se apoderou de si. Ela não tinha certeza do que estava sentindo ou fazendo, mas resolveu não se controlar.

A mais nova percebeu a mudança na íris castanha da morena. Ela viu quando as pupilas dilataram e os olhos de Dani vagaram por seu rosto até pararem em seus lábios. Ana quis beijá-la, mas parte de si não queria. Ela veria Dani ir embora em seguida, tinha certeza disso e não queria terminar sua noite de ano novo sentindo-se rejeitada. Então apenas pigarreou, fazendo Dani encarrar seus olhos novamente.

– Eu vou entrar. Já está meio frio aqui fora. A menina disse, aproximando-se da morena e deixando um beijo longo e delicado na bochecha dela. Dani fechou os olhos, curtindo aquele momento com o coração a mil. – Boa Noite Dan.

A ruiva deu um sorriso doce e meio tímido e começou a se afastar em direção a casa. Dani ficou ali, imóvel, ponderando o que fazer. Ela deveria realmente dar meia volta e ir embora. Devia. Porém não conseguiu. Tudo que fez foi andar em direção a Ana puxando-a pelo pulso com força. A mais nova sentiu seu corpo trombar com o da morena e arregalou os olhos surpresa. Os castanhos estavam ali, dilatados e queimando, ascendo brasas por todo seu corpo.
– Dani… O que você está…

– Cala a boca Ana! Dani disse meio com raiva, meio excitada e Ana engoliu em seco. Ela não estava acostumada com mulheres dominadoras, mas se sentiu muito excitada com a postura agressiva da mais velha. Dani segurou-a pela cintura, colando seu corpo ao dela. – O que você está fazendo comigo?

– O que você está fazendo comigo Dani? Ana retrucou, enviando as mãos nos cabelos castanhos e apertando-os com força. – Você está causando um rebuliço em mim mulher!

– O que você quer de mim? Dani sussurrou, sem forças mais para resistir. A boca de Ana tão perto que ela podia sentir seu hálito tocando seu rosto.

– Que você me deixe entrar… Apontou para o coração da mais velha, sem se dar conta de que estava implorando para tentar amar alguém, pela primeira vez – Que queira tentar.

– Não sei se posso. Dani confessou insegura num sussurro baixo.

– Só não me afaste. Só deixe fluir. Não vou magoar você.

– E se não for isso que você quer? Você é tão jovem e…

Ana não deixou ela terminar. Tomou sua boca em um beijo cheio de paixão e desejo, como se fosse uma reividicação de posse. Um aviso de que ela não iria embora, ainda que a morena o pedisse. Dani se entregou sem pensar em nada. Deixou-se apossar. Deixou seus medos esvairssem por entre os beijos de Ana. Elas não dormiram juntas aquela noite, mas se beijaram por muito tempo sobre a primeira lua do novo ano.

E quando se deitaram, cada uma em seu quarto, não podiam deixar de sonhar com os beijos trocados. Talvez o Ano Novo realmente trouxesse algo que ambas sequer pensavam viver: amor.

POV AMY

Talvez estivéssemos voltando no tempo ou talvez apenas recordando o momento onde tudo começou. Voltando ao lugar do nosso primeiro beijo. Não pensei em outro lugar para trazer Isabel para passarmos a última noite do ano juntas. Andávamos de mãos dadas pela Marina da Glória. O vento fresco e o cheiro de maresia impregnando o ambiente ao nosso redor. Meus cabelos voavam e o vestido de Isabel balançava nas pontas. Ela segurava suas sandálias de salto na outra mão e eu fazia o mesmo. Nós sorrimos em silêncio já perto do nosso destino e os olhos verdes da minha mulher brilhavam em satisfação. Faziam meses que não voltávamos em um dos nossos lugares favoritos e me senti feliz por proporcionar esse momento a ela.

– Oi Anamy…. Ela cumprimentou meu iate animada me fazendo rir, fazendo um leve carinho no casco onde o nome jazia pintado em azul marinho. Esperou que eu subisse e subiu em seguida.

Fomos direto para cabine externa no topo do iate. Com as devidas autorizações concedidas para navegação, dei partida conduzindo Anami há uns quarenta minutos de distância mar adentro. Ao nosso redor apenas o mar calmo e infinitamente azul, o céu e as estrelas brilhando na madrugada o que me fez redobrar a atenção na condução. O barulho das festas que explodiam por todo Rio de Janeiro havia ficado para trás e tudo que restava era meu coração que fazia sua própria sinfonia no peito enquanto eu observava Isabel recostada no cais, olhando para o nada, parecendo pensar sozinha. Tive um deja vú, lembrando de quando ela estava naquela mesma posição pensando em seus medos e sentimentos, antes do nosso primeiro beijo. Ironicamente, ela parecia estar na mesma situação e eu queria sanar qualquer sentimento que a incomodasse.

Tão logo chegamos ao nosso destino, desci a âncora e estabilizei o iate. As ondas estavam calmas, praticamente paradas. O céu ainda mais estrelado que antes e a brisa mais gelada e agradável. Isabel parecia tão inerte que nem sequer percebeu que havíamos parado. Aproximei-me dela, abraçando-a por trás e beijando sua nuca. Ela deu um pequeno pulo surpresa e se arrepiou. Em seguida apertou suas mãos nas minhas em seu abdômen.

– Há alguns meses atrás você estava aqui também antes do nosso primeiro beijo, lembra? – Sussurrei enquanto beijava novamente seu ponto de pulso e ela respondeu com um som nasal em afirmação – Eu só queria que você soubesse que quando estiver pronta para enfrentar seus medos eu estarei aqui por você, amor. Serei seu porto seguro no meio do mar sempre que precisar. Sabe disso, não sabe?

Isabel virou-se para mim, sorrindo. Acariciou meu rosto e abraçou-me pelo pescoço com carinho. Nossos olhares se fundiram e diziam tantas coisas, declarando-se em poemas mudos, juras e promessas que apesar de não ditas, eram reconhecidas e registradas em nossas almas.

– Cada vez que eu olho para você tenho certeza que a melhor coisa que fiz foi ter te beijado aquela noite, bem aqui nesse cais. Você é a melhor coisa da minha vida Amy Collins!

– Então me deixe ajudar você também. Me deixe te ajudar a enfrentar seu passado, como você fez comigo. Você não está sozinha… Acariciei sua bochecha e Isabel fechou os olhos para sentir meu toque. Depois de um tempo uma lágrima silenciosa escorreu por sua fase e a limpei com carinho.

– Me desculpe por ontem. Me desculpe por explodir com você e sair da sua casa daquel jeito. É que aquela carta do Caio está me matando Amy. Você entende a bagunça que explode dentro do meu coração? Eu vejo você e Ana e a relação de vocês é tão linda… Então nessas horas eu sinto tanta falta dele… Eu sinto tanta falta do meu irmão.
Isabel começou a chorar, finalmente assumindo que não havia apenas mágoa e ódio quando se tratava de Caio. Ainda havia amor e no fundo ela não sabia se lidar com isso. Era mais fácil quando a mágoa tomava conta de tudo, quando suprimia seus sentimentos bons. No entanto, a carta do irmão havia quebrado o muro inquebrável que ela ergueu em seu coração em relação aquele dia. Abraçei-a com força, deixando a chorar.

– Não há nada de errado em amar seu irmão ainda. Não há nada de errado em sentir outra coisa que não mágoa. Isso só prova a pessoa maravilhosa que você é…. Apenas se de tempo amor. Deixe que as coisas fluem, deixe que a vida te mostre o caminho e quando você estiver pronta para enfrentar seu passado eu vou estar aqui segurando sua mão da mesma forma que você segurou a minha.

Isabel afrouxou o abraço e havia tanto amor em seus olhos que meu coração sentiu-se acariciado. Ali nos braços da minha mulher, com o mar e as estrelas de testemunha, me senti a mais amada das criaturas apenas pela maneira que ela me olhava.
– Eu te amo tanto…. – Ela beijou meus lábios com carinho – Tanto….

– Eu te amo mais meu amor. Confie em mim.

– Não há ninguém no mundo em que eu confie mais que você.

– Você pula, eu pulo. Sempre será assim. Encostei minha testa na dela trazendo-a para mais perto e ficamos em silêncio até que Isabel deu uma risada gostosa, que preencheu meus ouvidos e me fiz rir também. Do que está rindo Senhorita Aguillar? Arqueei a sobrancelha sem entender.

– Amy Collins acabou de citar “Titanic” para mim? Para o mundo que eu quero descer!

Rimos juntas e minhas bochechas ruborizaram como só Isabel conseguia provocar. Sim, eu havia acabado de citar “Titanic”, um filme romântinco e meloso o qual assisti com ela. Quem diria que um ano depois tudo que eu dizia não fazer na vida agora eu fazia. Quando eu pensava no passado havia tanto da antiga Amy que não existia mais. Havia tanto de mim que tinha sido transformado pelo amor de Isabel que era difícil até mensurar.

– Você sabe que eu fiquei com muita vontade de recriar aquela cena?

– Qual? A que eles abrem os braços no navio? Ela disse ainda rindo de leve.

– Não… Beijei seu ponto de pulso dando um leve chupão e senti sua pele arrepiar – Aquela do carro. Nós temos uma cabine e eu adoraria ver sua mão marcando o vidro daquele jeitinho enquanto eu te faço gozar sabe?

– Oh Déus! E lá se foi o romântismo – Isabel riu novamente, mas logo deu um gemido enquanto eu maltratei seu pescoço e apertei sua cintura.

– Mas se você quiser podemos trocar pela cena dos braços abertos que é mais romântica.

– Amy…. Cala a boca e me leva pro quarto!

Peguei Isabel pelas ancas e suas pernas se entrelaçaram na minha cintura enquanto descíamos as escadas até a suite. Não havia outro lugar no mundo em que eu quisesse estar senão nos braços da minha Isabel Aguillar.

POV NARRADOR

A suíte de Anami estava enfeitada de pétalas de flores vermelhas pelo colchão e chão. A garrafa de champanhe com gelo na cômoda ao lado da cama já estava pela metade e a meia luz em tom azul resplandecendo pela sanca do teto cliavam o clima perfeito. Nos lençois de seda branco já desarrumados o amor se consumia mais uma vez aquela noite, a cada toque de pele, a cada beijo, a cada respiração pesada de desejo.

Amy explorava o corpo de sua amada já suado e com algumas marcas vermelhas dos orgamos anteriores, beijando cada ponto da pele nua, enquanto Isabel contorcia-se de prazer nos lençois sentindo seus seios sendo massageados ao mesmo tempo em que a língua quente de Amy sugava seu pescoço e mordia o lóbulo de sua orelha.

– Você é tão gostosa… A morena sussurrou – Porra eu vou te comer tanto essa noite…

Isabel gemeu. O tom rouco de sua mulher enlouquecendo qualquer resquício de sanididade que ainda restasse em si. Seus dedos se perderam nos longos cabelos negros da morena, apertando-o com força enquanto Amy investia seu quadril contra o dela. Os sexos se tocavam, molhados, quentes e entregues. Cada vez que o clítoris de Amy deslizava sobre o seu, Isabel gemia mais alto, sentindo as paredes de sua vagina fecharem-se contra o nada de tanto tesão. Ela pensou que iria morrer de prazer. Estava embriagada, entregue, alucinada. Não pensou que a vida pudesse ser tão boa até ter orgasmos múltiplos. Esse seria seu quarto seguido por suas contas, mas essa matemática era a última coisa que importava para ela.

Amy também sentia-se fora de órbita. O desejo e a paixão a consumindo por completo, fazendo seu corpo querer se fundir ao de sua mulher. Ela nunca havia se sentindo tão conectada com Isabel. Não era apenas uma ligação carnal, mas sim uma ligação de alma. Era uma entrega devota e intensa.

Abocanhou o seio da loira, gemendo abafado enquanto investia com firmeza sobre seu sexo. O som estalado das investidas preenchendo o quarto e tornando o desejo ainda mais forte. Ela sentiu-se em outro plano, outra dimensão, outro universo. Sentia a plenitude do sentimento que passou a vida acreditando não existir: amor. O amor enebriado de paixão, devoção, confiança. O amor que faz com que sua alma se funda a outra. O amor que quer eternizar-se, enraizar-se e nunca mais padecer.

Amy ergueu o rosto e enquanto investia seu sexo, deslizando-o ainda mais forte e rápido sobre o de Isabel a olhou profundamente. Lá estava a imagem da mulher que amava, o rosto vermelho e embriagado de desejo. Os cabelos louros suados e colados na testa. O corpo de mulher em sincronia com o dela.

Elas se olharam e o mundo pareceu parar. Enquanto seus corpos se amavam, num tom de azul e verde dos seus olhos, o amor ganhou uma cor única. Uma cor Amybel. As almas se conectaram através deles, elevando-as no mais alto grau de entrega. E naquele momento elas proferiram a jura de amor mais forte de todas. Aquela que fazemos quando entregamos quem somos, sem receios, a outra pessoa. Quando assumimos que podemos amar alguém com tanta intensidade que o sentido da vida é redescoberto a ponto da vida não ter mais sentido sem a pessoa que escolhemos amar.

Uma lágrima caiu do rosto de Amy, ao mesmo tempo em que caiu do rosto de Isabel. Elas explodiram em um orgasmo tão intenso que pareciam ter perdido as forças e ali o amor encerrou o caminho que havia começado a um ano atrás.

Amy caiu sem forças no peito de sua amada. Elas respiravam pesado ainda perdidas na intensidade da sensação. Isabel abraçou sua mulher ofegante, rindo como boba. Ela entendeu que nada do que tinha vivido antes de Amy fora realmente amor. Ela entendeu que precisou passar por tudo que passou para encontrar sua amada. E sem pestenejar, percebeu que sofreria tudo de novo se no final da jornada estivesse ali, com sua Amy em seus braços. Ela entendeu que precisaria perdoar seu irmão em algum momento no futuro porque o amor não permite mágoa. Não permite raiva. O amor é puro e ela amava Amy demais para não ser tudo que a morena merecia que ela fosse. Ela queria amá-la sem sombras, sem manchas. Ela queria ter uma família, filhos, um lar. Queria casar de branco, fazer compras no supermercado, ter filhos. Ela queria sonhar. Sonhar com Amy. Naquele momento, Isabel percebeu que podia sonhar novamente. Que podia ter uma família. Que podia permitir-se.

Amy, por sua vez, beijou o vale dos seios de sua amada. Ela ainda tentava entender o que havia acontecido ali. Ela que passou a vida inteira sem amor, agora o conheceu de uma forma tão avassaladora que pensou estar sonhando. Mas não era sonho, Isabel era real. Amy pensou na sua infância e em tudo que sofreu. Pensou em casa dia sombrio que passou e sorriu. Tudo que vivera a trouxe a esse momento de entrega sublime. Seu coração estava sem muros, sem barreiras, sem medo. Ela havia nascido de novo. Estava aprendendo a apreciar as coisas que antes não se permitia. E pela primeira vez Amy sonhou alto. Ela imaginou Isabel andando no cais da Marina da Glória, com sua trança de lado e o sorriso angelical. Ela imaginou a si mesma esperando por ela na entrada do iate. Então, seu horizonte de imaginação foi ampliado e ela viu mais alguém ali. Ela viu uma criança, pequena e loirinha, segurando a mão de sua mulher. Ela tinha os olhos azuis, os cabelos loiros e suas bochechas estavam ruborizadas como as da mãe. Amy viu a si mesma agachando no cais enquanto a pequenina criança corria até ela. Ela a abraçou forte e assim que sua mulher a alcançou, elas se beijaram e sorriram. Então Amy entendeu que poderia amar ainda mais do que amava e que o amor não tinha limites.

Foi a primeira vez que Amy Collins sonhou em ter uma família. E foi bem ali, na cama da suíte de Anami, em meio ao mar calmo e a noite estrelada. Foi bem ali, naquele momento que finalmente sentiu-se pronta para o futuro. A voz de seu pai não a atormentava mais. A ausência de sua mãe não esmagava seu peito de culpa. Ela estava livre para amar. Livre para ser. Livre para viver.

Amy elevou o rosto e sorriu abertamente para Isabel. A loira sorriu de volta acariciando seu rosto. Elas não tinham consciência, mas naquele momento, o amor havia feito um pacto de almas. Um acordo mudo de felicidade. O amor estava cumprindo sua parte do trato, uma vez que as mulheres, mesmo com suas dores e fantasmas, confiaram nele. Elas escolheram amar ao invés de odiar e agora estavam colhendo os frutos disso. Tudo que elas precisavam era confiar. E continuar amando quando as coisas ficassem difícieis. Não desistir. Tudo que elas precisavam era permanecerem juntas e o futuro se desenharia.

Porque ali, Amy e Isabel haviam encontro o caminho do amor. E a vida não seria fácil, nunca é. Ninguém é feliz o tempo todo e obviamente haveriam desafios pessoais a percorrer. Capítulos ainda em curso para terminar.
No entanto, elas não estavam mais sozinhas. Desde o dia em que Isabel Aguillar entrou na Cafeteria Colombo e seus olhos verdes encontraram os azuis de Amy Collins, as almas haviam se encontrado e se reconhecido.

– Eu te amo Isabel Aguillar. Amy disse pela milésima vez aquela noite, mas pareceu como se fosse a primeira, tamanho foi a pureza das palavras que saiam direto de sua alma.

– Eu também te amo Amy Collins.

E enquanto o beijo selava o pacto mudo das almas de Amybel, haviam tantas outras no mundo que ainda se procuravam. E haviam aquelas que mesmo se encontrando insistiam em permanecerem afastadas.
Assim é a vida. Uma eterna busca pelo amor e pela felicidade.

E nessa incrível e única jornada da vida, Amy Collins e Isabel Aguillar seguiriam seu caminho juntas, de mãos dadas.

*Fim

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A autora pode chorar não pode? Gente, depois de 1 ano e 4 meses chega ao fim a jornada desse caminho de amor tão lindo de Amybel, Ana, Dani, Carla e Lina. E o incrível é que eu amadureci tanto quanto elas. Quero agradecer a cada uma de vocês, por ler, incentivar, comentar. Por terem segurado minha mão durante todo esse tempo. Graças a vocês Amybel ganhou trilha sonora, tags no twitter, caricaturas, homenagens lindas e depoimentos que eu guardo com todo amor.

Quero agradecer a Mari Veiga, amiga e fundadora desta Editora tão nobre e importante, que abriu as portas para mim e me permitiu sonhar… e escrever! É uma honra para mim estar aqui na HPM.

Agradeço a minhas leitoras queridas, minha amiga Tamara que é fã número 1 de Amybel, minha noiva Suellen que é minha grande inspiração e a minha Isabel Aguillar. Obrigada por acreditar em mim sempre sweetie. 

Semana que vem pretendo por um epílogo e quem sabe ele não será um gancho para uma segunda temporada hein? Dizem que enquanto houver um asterisco antes do fim ainda há esperança. 

Espero que tenham gostado dessa história e do final. Erros eu ajeito depois ok?

Obrigada por tudo Amybetes! Comentem por favor! Beijos no coração de vocês!

Com carinho,

Bru 🙂