Menu fechado

Caminhos do Amor – Cap 68

POV AMY

5 meses depois

O dia ensolarado e quente do Rio de Janeiro trazia um brilho especial para aquele dia. Estávamos envoltos em uma aura de paz e alegria. Havíamos acabado de chegar na casa do casal Carlina, onde haveria um churrasco e um mini chá de bebê para meu afilhado que já estava a oito meses na barriga de Lina, esperando e pronto para nascer a qualquer instante.

Nossa amiga estava uma grávida encantadora. O barrigão redondinho com a lista negra característica abaixo do umbigo profuso. O rosto um pouco rechonchudo e extremamente belo. Lina era uma daquelas mulheres que só ficam mais encantadoras quando grávida. Sua gestação foi tranquila, apesar dos desejos meio loucos que ela submeteu Carla. Enquanto observava a mulher alisar sua enorme barriga de pé na beira da piscina enquanto conversava com Dani, sorri lembrando do dia em que Carla me ligou as duas da manhã totalmente desesperada.

Flash back on

Meu corpo parecia voltar do além ou de qualquer outro lugar bem distante quando meu celular começou a tocar estridente. Isabel estava agarrada em meu corpo, ainda nua, depois da intensa noite que tivemos ao comemorar nossos quatro meses de namoro. A loira havia acabado comigo me fazendo gozar pelo menos umas três vezes intensamente.

E o maldito telefone estava me arrancando do sono tocando sem parar.

– Porra! Xinguei baixinho e Isabel elevou a cabeça sonolenta e meio perdida para me encarar. Sua cara não estava nada boa. A loira detestava ser acordada de supetão e me fuzilou com os olhos irritada.

– Amy Collins, atende ou desliga essa merda de celular ou juro que te ponho para dormir no sofá! E não estou brincando!

– Ei, onde ficou o romantismo todo de algumas horas atrás? Perguntei já um pouco nervosa porque sabia que Isabel cumpriria a promessa. Ela apenas me fuzilou com o olhar novamente e na mesma hora comecei a tatear a cômoda procurando o maldito celular.

– Que foi porra?! Atendi sem nem ao menos me preocupar em ver quem era. Seja quem fosse era bom ter um motivo bem justificável para me acordar em plena madrugada.

– Olha como fala comigo em sapatão rei?! Carla se pronunciou do outro lado e sentei na cama num sobressalto preocupada com Lina.

– Carlão?! Que aconteceu sapa? Falei meio alto e Isabel percebendo minha tensão sentou na cama e ascendeu o abajur, me encarando com preocupação.

– Que aconteceu é que estou chegando na sua porta e você vai descer para sair comigo!

– O quê?! Fumou um baseado?! São três da manhã de uma terça-feira sua louca!! Isabel me olhou totalmente perdida e fez sinal que eu colocasse no viva voz – Estou te pondo no viva voz porque Isabel está preocupada. O que raios está acontecendo afinal?

– Está acontecendo que sai de casa às pressas depois de quase ser assassinada Collins! Lina está surtada!! Aquela mulher parece o demônio, vou te dizer! Esses malditos hormônios da gravidez estão acabando comigo porra!!
Isabel e eu começamos a rir já imaginando que se tratava de algum outro desejo louco de Lina.

– E qual sua missão dessa vez sapa?

– Minha missão uma ova! Nossa missão! Você é a madrinha da criança! Pode levantando essa bunda branca e grande da cama e desça para portaria que eu estou chegando aí! Temos que ir na feira de São Cristóvão!

– O QUÊ?! Isabel e eu gritamos juntas e Carla xingou nós duas pelo berro em seu ouvido – O que diabos vamos fazer em São Cristóvão Carla??

– Onde você acha que eu vou encontrar Carne de Sol e rapadura a uma hora dessas Collins?? Porra eu disse que não ia comprar isso porque estava morta de cansada depois da maratona de sexo que tive com Lina e ela simplesmente me ameaçou com um abajur!! Tem noção?? A mulher quase me matou caralho!

Isabel e eu explodimos em uma risada. Lina estava na pior fase da gestação, cheia de desejos e mudanças de comportamento. E minha amiga, claro, estava enlouquecendo.

– Para de rir merda! Quando a Isabel engravidar e te pedir um sorvete que só tem em Teresópolis para te fazer subir a serra de madrugada eu vou rir da sua cara ouviu bem?

– Isabel não vai ter esses desejos! A loira apenas riu e corou.

– Ah vai nessa iludida…. Agora anda logo Collins! Te dou dez minutos para estar na portaria!

– E porque diabos eu tenho que ir com você? Porra Carla tenho reunião as oito horas amanhã! Não pode ir sozinha?

– Amy Collins você vai descer em dez minutos ou juro que picho o muro da sua empresa com o dizer “Senhorita Collins: A CEO Sapata Rei” – Isabel riu ainda mais e acabei rindo junto – E coloque uma roupa pelo amor de Deus porque preciso que entre naquela feira e compre a maldita carne de sol com rapadura para mim.

– E porque eu?

– Porque Lina não me deixou nem colocar uma roupa! Eu estou com a porra do pijama dentro do carro Collins!

E ouvindo mais uns xingamentos de Carla, Isabel e eu explodimos em uma nova gargalhada. Coloquei uma calça jeans, uma blusa de manga e tênis e desci às pressas. Carla foi voando até a Feira dos Paraíbas e conseguimos chegar a tempo de comprar tudo.

Flash back off

– Está rindo sozinha de quê Sapatão Rei? Carla me deu um susto despertando-me da minha lembrança sobre o desejo de Lina. Ela tinha duas garrafas de Heineken geladas nas mãos e me estendeu uma sentando ao meu lado e mergulhando as pernas na piscina também.

– Estou lembrando do dia em que você me fez levantar as três da manhã para ir a Feira dos Paraíbas… Carla gargalhou e bebeu um gole grande de cerveja.

– Porra nem me fala! Juro que pensei que ia morrer assassinada por um abajur naquele dia.

– E eu fui para reunião que nem zumbi por ter chegado às cinco da manhã em casa.

– Não me culpe. Você é madrinha do meu bebê e minha melhor amiga. Aguenta a marimba monamour. Nós rimos juntas e brindamos encostando as garrafas.

– Ao menos você teve sexo quando chegou. Isabel apenas resmungou e puxou o lençol cobrindo a cabeça.

– Nem vem que eu sei que a loira tinha dado uma canseira em você mais cedo. E eu amo sexo, as deusas do orgasmo sabem como eu amo sexo, mas juro que naquele dia tudo que eu queria era deitar e dormir. Mas Lina estava tão louca que até esqueceu que tentou me matar. Ela estava tão feliz por comer carne salgada com o açúcar puro da rapadura que só me jogou na cama e abusou de mim. Santa Deusa das sapas viu Amy? Que noite maluca!

Soltei uma gargalhada tão alta que todas as meninas me olharam de soslaio. Carla não se aguentou e começou a rir também.

– Nunca vou entender esses desejos loucos! Quem em sã consciência come carne de sol com rapadura misturado?

– É sério Collins te prepara quando a loira engravidar. Você vai pirar!

– Isso vai demorar muito ainda Carlão.

– Vai é? Sei não…

Falar de casamento e filhos ainda era surreal para mim. Quer dizer, minha relação com Isabel não poderia estar melhor. Estávamos a nove meses juntas, cada vez mais intimas e próximas. Sabia que era apenas questão de tempo que passos maiores fossem dados entre nós e pensar nessas coisas não me assustava mais. Minha vida não tinha o menor sentido sem a loira de olhos verdes calmos e rosto angelical. Isabel tornava o ar que eu respirava mais limpo, as cores da natureza mais vibrantes, o céu mais azul. Eu era completamente apaixonada por ela. E a cada dia ficava mais imersa no mundo Isabel Aguillar.

Carla ainda tirava sarro de mim quando olhei para frente e senti meu coração pular feito louco no peito. Não importava quanto tempo passasse, toda vez que eu via Isabel meu coração parecia explodir no peito. A respiração ficava difícil e meus olhos simplesmente congelavam olhando a bela mulher que eu amava. Isabel surgiu no quintal junto com Ana. Usava um biquíni bicolor. A parte de baixo era branca de lacinho e suspirei pesadamente admirando sua barriga lisinha, as coxas torneadas e as pernas alongadas. Meu olhar subiu por seu corpo, devorando cada centímetro. Os seios fartos escondidos e apertados num sutiã verde água com algumas flores brancas. Os cabelos soltos caídos por seus ombros em cachos abertos presos acima de sua testa com os óculos de sol. Ela tinha um copo de caipirinha nas mãos e conversava animadamente com Ana.

– Limpa a baba Collins!

Carla riu me empurrando com o ombro e apenas a empurrei de volta, suspirando sozinha sem tirar os olhos de Isabel. A loira pareceu ter sido atraída pelo meu olhar penetrante e começou a me procurar pelo espaço enquanto ainda sorria de algo que me irmã contava. Quando seus olhos verdes finalmente me encontraram Isabel abriu um enorme e lindo sorriso e meu coração parou de bater por alguns segundos. Deixei que meu olhar percorresse seu corpo sem pudor e uma enorme satisfação preencheu minha alma quando a vi ruborizar encabulada. Nada no mundo era mais bonito que o rosto de Isabel ruborizado em sua timidez. Era a completa face de anjo ou de demônio quando seu rubor era resultado da luxúria.

A loira pediu licença e veio andando graciosamente em minha direção. Senti meu corpo todo tremer com a visão. Meu sexo já umedecia só de pensar em puxar o lacinho lateral de seu biquíni. Isabel ruborizou mais uma vez e mordeu o lábio inferior, parecendo adivinhar o pensamento safado em minha mente. Sorri, perdida naqueles olhos verdes cristalinos. Ela cumprimentou Carla que saiu logo em seguida ao ser chamada por sua esposa. Levantei-me da beira da piscina e sentei na espreguiçadeira ao lado. A loira ainda ruborizada sentou no meu colo e passou a mão por meus cabelos negros. Seus lábios beijaram os meus em seguida com carinho e cada ponto do meu ser vibrou sentindo-se vivo.

– Você anda muito assanhada senhorita Collins… Isabel sussurrou no meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha, me fazendo apertar sua cintura em reflexo.

– O que eu fiz? Sussurrei cinicamente e ela riu.

– Seus olhos praticamente me deixaram nua. Estou toda quente por isso. Ela mordeu novamente a ponta da minha orelha e dei um gemido quase inaudível. Enterrei a cabeça na curva de seu pescoço e beijei aquele ponto sensível sentindo os pelos do corpo dela arrepiarem. Suas unhas fizeram um leve aperto no meu ombro e sorri maliciosamente satisfeita com o poder que exercia sobre ela.

– Espere só até chegarmos em casa e muito mais coisas em mim irão te devorar com prazer Senhorita Aguillar….
Isabel deu um gemido abafado e baixo o suficiente para apenas ser ouvido por mim. Ainda assim senti meu sexo latejar e umedecer.

Essa mulher ainda ia me matar!

– É melhor você parar Amy…. Não quero usar o banheiro de Lina para outro fim que não o convencional.
Ela sussurrou com o lábio colado ao meu, deixando que seu hálito de caipirinha com menta e seu cheiro doce me embriagassem.

– Não é uma má ideia… Disse antes de beijá-la invadindo sua boca com minha língua e sentindo o gosto do drink me tomar de assalto. Isabel apertou meus cabelos, e nos acariciamos lentamente. Tudo o mais parecia irrelevante e esqueci onde estava e até mesmo como se respirava.

– Ei Sapatão Rei! Meu filho nem nasceu ainda e já quer ensinar a ele como se faz filhos porra?

Carla gritou do outro lado da piscina arrancando gargalhadas de todas as meninas e fazendo com que as bochechas de Isabel queimassem em vermelho vivo. Mandei meu dedo do meio para ela em resposta enquanto minha loira enterrava a cabeça na curva do meu pescoço, envergonhada.

– Vai se ferrar Carlão!

– Eu juro que se meu Lucca fizer esse gesto antes de um ano de idade eu te afogo nessa piscina ouviu?

E nesse clima descontraído e maravilhosamente familiar nós começamos o churrasco do chá de bebê improvisado do meu afilhado.

**

Os presentes estavam sendo entregues a Lina e a mulher não cabia em si de felicidade. Ela estava abismada com o enorme carrinho de bebê totalmente moderno e confortável que Dani tinha lhe dado. Era azul bebê com cinza. A coisa mais linda. Tinha suporte para diversas coisas, deixava o bebê em várias posições diferentes e era extremamente seguro. Lina só sabia chorar ainda meio sensível pela gravidez. A mulher abraçou Dani com fervor assim como Carla. Todas nós tínhamos proibido elas de comprar algumas coisas para Lucca e insistimos no chá de bebê. Carla e Lina não eram ricas e Carla estava se esforçando muito no trabalho para compensar as despesas extras provenientes da gravidez da esposa. Queria ajudar mais, no entanto, a mulher era orgulhosa e disse que como responsável da casa não se importava em se esforçar para oferecer o melhor a sua família. Isso só fazia admirar e respeitar ainda mais a chata da minha amiga. Então, após convencermos ambas de fazer o chá, deixando alguns itens mais caros e imprescindíveis para uma criança como opção de presente, todas nós estávamos mais tranquilas. Isabel estava nas nuvens e havíamos passado o mês inteiro preparando o quarto de Lucca. Este havia sido nosso presente como madrinhas e claro, tudo era uma surpresa. A chave do quarto estava em nossa posse há pouco mais de um mês e nem Lina, nem Carla, tinham como acessar o cômodo. Tudo foi feito enquanto elas trabalhavam e o resultado ficou simplesmente perfeito.

As mulheres vibraram quando minha irmã caçula ofereceu seu presente. Ana simplesmente entrou na garagem com uma picape com a caçamba lotada de fraldas. Lembrei da noite em que paramos numa distribuidora no interior do rio e lotamos o carro com quase quatrocentos pacotes de fraldas da turma da Mônica variados nos tamanhos P, M e G.

– Ai Meu Deus! Não acredito! Lina exclamou e Carla deu pulinhos de alegria, arrancando risadas de todos nós. Sabíamos o quanto fraldas encareciam o orçamento e proporcionar este alívio a nossas amigas era sem igual.

Depois de muitos abraços e de Carla literalmente beijar alguns pacotes de fraldas fazendo Lina morrer de vergonha, nos finalmente caminhamos todas juntas para dentro da casa no segundo andar. O quarto preparado para Lucca ficava ao lado de Lina e Carla e uma das coisas que acordei com Isabel foi de criar uma passagem entre os quartos para facilitar a vida delas. No período da reforma nossas amigas ficaram no quarto de hóspedes da casa.

Tirei as chaves do bolso de meu short jeans e entrelacei minhas mãos com as de Isabel. Nós duas paramos em frente a porta, olhando todas com um enorme sorriso.

– Ai, Collins para de suspense! Quero ver esse quarto antes que eu enfarte e não veja meu filho! Carla bufou e Isabel deu a chave na mão de Lina. A mulher tremeu um pouco ansiosa até que encaixou a chave na fechadura e girou-a. Nós ouvimos um “click” e a grávida já com lágrimas nos olhos encarou-nos sorrindo puxando sua esposa para adentrar o cômodo.

– Podemos madrinhas? Lina disse gentilmente.

– Devem. Isabel respondeu incentivando a mulher a finalmente entrar.

A porta se abriu lentamente e o cheirinho de perfume de bebê logo tomou o corredor da casa. Assim que elas entraram a luz com sensor de presença ascendeu deixando o quarto iluminado. Lina levou as mãos à boca e Carla ficou atônita olhando cada canto do quarto. Ana e Dani sorriram maravilhadas e eu abracei Isabel por trás, entrelaçando meus dedos em seu abdômen. Minha mulher descansou as mãos sobre as minhas e descansou a cabeça em meu ombro. Pude ver seus olhos verdes repletos de lágrimas enquanto o sorriso não sumia de seu rosto. Eu sabia o quanto uma criança significava para Isabel e ela colocou todo amor e carinho naquela reforma, pensando em cada pequeno detalhe para conforto de seu afilhado. Tinha visto o quarto pronto no dia anterior, mas agora ele parecia ainda mais bonito, talvez pela emoção que estava presente como se fosse a cereja do bolo.

As paredes estavam pintadas em azul bebê até a metade e do meio para cima estavam decoradas com um lindo papel de parede dos ursinhos carinhosos. Um armário branco com azul tomava uma parede, com as portas abertas e repleto de roupinhas nos cabides para Lucca. No canto direito o berço todo de madeira, decorado e equipado. Um mosqueteiro pendurado acima dele estava armado. Do seu centro caiam alguns minis bichinhos de pelúcia presos por cordas que giravam entre si. Uma enorme cadeira creme de massagem e confortável estava ao lado para que Lina pudesse amamentar tranquilamente. Havia ainda uma caixa de madeira com diversos brinquedos para o menino até que fizesse um ano de idade. Duas prateleiras acima da cadeira de amamentação estavam equipadas com talcos, pomadas, escova e outros itens básicos de higiene e saúde. Colocamos ainda uma babá eletrônica instalada e uma porta de vidro de correr entre o quarto do bebê e o do casal para facilitar os cuidados. O chão estava coberto por um tapete fofo para que Lucca pudesse engatinhar e brincar sem problemas quando já tivesse alguns meses de nascido.

Lina virou-se para nós depois de abraçar e beijar Carla e abraçamos pelas laterais do corpo já que a barriga grande impedia qualquer gesto mais intenso. Isabel já chorava emocionada e eu estava me controlando ao máximo para não chorar também. Ter um afilhado era algo novo para mim, mas de alguma forma me fazia ter a oportunidade de proporcionar coisas que não pude para Ana e eu estava muito feliz por isso.

– Deus Amybel! Isso é um sonho! O quarto do meu Lucca é um sonho! Lina disse emocionada – Obrigada minhas irmãs, eu amo vocês de todo o coração!

– Nós também te amamos Li! Isabel beijou a bochecha da amiga e Carla tocou meu ombro me chamando para um abraço.

– Não sei nem o que dizer Collins! Ela me abraçou com força e retribui sentindo uma enorme paz. – Você é chata pra caralho mas eu te amo demais! Foi o presente mais lindo que já ganhei na vida! Obrigada.

– Meu afilhado merece! E eu também te amo sapatão!

Dani e Ana vieram também e fizemos um abraço grupal. Dani sugeriu que gritássemos “Bem-vindo Lucca” e nós todas contamos até três falando bem alto a frase em seguida. Lina e Carla estavam no centro do abraço e riam felizes nos chamando de loucas.

Então, de repente senti um líquido quente escorrer por meus pés e nós todas nos separamos assustadas. Olhei o tapete creme em reflexo e havia uma roda molhada sobre ele. Meus olhos seguram os pés acima da poça e uma Lina mais pálida segurava a barriga com uma expressão de dor. Senti meu coração bater feito louco e vi quando Carla se aproximou da mulher tocando seu ventre. Ela estava mais branca que um papel de nervoso.

– Amor? O que houve?

– Acho que nosso filho levou a sério essa frase de boas-vindas…

– O que você quer dizer? Carla disse em desespero.

– A bolsa estourou amor. Lucca vai nascer. Preciso ir pro hospital – Ela urrou de dor com uma provável contração – AGORA! Lina gritou e todas nós começamos a rodar feito peões. Isabel pegou a bolsa do bebê que ela mesma deixou pronta como parte da surpresa jogando-a em cima de mim, enquanto Dani e Ana desciam as escadas correndo para trazer o carro. Lina se apoiou em Isabel e foi andando para fora do carro.

E Carla? Bem, minha amiga estava feito estátua parada no meio do quarto com os olhos arregalados em transe.

– Carlão? Que você tem porra?

– Meu filho vai nascer Collins…. Fodeu!
*********

E ai como estamos? Estamos na reta final gente, mas teremos boas noticias em breve. Conto no próximo capitulo, ok?

Quero dedicar esse capitulo a minha inspiração para criar a Carla, minha best chata do caralho, Renata!
Viadu se você nao ler esse romance direito no próximo te coloco manca, feia e HETERO LOUCA só de sacanagem! Ta avisada!
Te amu viada!

Até o próximo Amybetes!
Com carinho,
BRU

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

× Dúvidas? É só chamar aqui!