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Brincadeiras do destino – Cap 9

Sei que sumimos, mas estamos de volta! E para inaugurar capítulo novo!

Carol soltou uma bomba na mente de Andreia. “Acho que posso te amar”? O que isso significa afinal? “Eu te amo” ou “eu vou te amar”? Ou “dependendo do que acontecer eu vou te amar”? Era muito para Andreia lidar neste momento, e ela começou a pensar que era melhor se afastar, ou pelo menos tentar.

O fim de semana precisava continuar! No sábado, dormiram até tarde, acordaram com o celular de Carol tocando, era Dinha querendo saber o que iam fazer a noite. Carol foi atender na varanda, mas o apartamento não era tão grande assim e Andreia ouviu a conversa:
“Oi Dinha, tudo bem?….Não, hoje já tenho planos! Mas obrigada por me chamar!….Amanhã acho que já tenho programação também, de qualquer maneira eu te ligo quando der, tá bom?”

Andreia riu sozinha e se vangloriou. Aquela menina era dela, e ela sabia disso. Carol voltou para a cama, deu um beijo longo em Andreia e disse que já voltava, mandou ela não levantar da cama hipótese alguma! Uns 10 minutos depois, Carol voltou, com uma xícara de café e uma torrada quentinha. Andreia nunca tinha recebido café na cama, nem mesmo de sua ex mulher. Sentou meio sem reação, agradeceu e sorriu, o sorriso mais puro e feliz que Carol já tinha visto. Ambas estavam apaixonados e Andreia esqueceu da bomba de mais cedo, não tinha nem como lembrar neste momento.

Tomaram café, voltaram pra cama e namoraram mais um pouco. Carol contou sua historia, toda a situação com seus pais e como era viver com sua irmã, Andreia apenas citou seu casamento, mas não quis entrar em muitos detalhes. Viram filmes, cozinharam, beberam vinho, voltaram pra cama, o sábado não precisava terminar, mas aos poucos ele foi chegando ao fim.

Já escuro, resolveram sair para andar na praia, ninguém mais aguentava ficar em casa. O celular de Carol tinha umas 10 mensagens não lidas, todas de Dinha. Andreia fingiu não se incomodar, mas no fundo estava morrendo de ciúmes. Carol, sem saber o que fazer, leu todas elas e respondeu com uma apenas, ainda fez questão de avisar a Andreia que não era nada demais. Saíram, de calça jeans, camiseta e chinelo, não precisavam de nada além.

Sentaram na areia e ficaram vendo as ondas irem e voltarem, contando piadas e histórias engraçadas, começaram uma guerra de areia, mas pararam quando Andreia acertou o olho de Carol, que na mesma hora pareceu uma criança de uns 13 anos procurando a mãe para dar colo quando se machuca. Andreia não resistia a mulheres, tão meninas, como Carol.

Estavam voltando para o apartamento de Andreia, quando cruzaram com Dinha no calçadão. Andreia e Carol estavam de mãos dadas, bem próximas, rindo de algo que uma das duas falaram, quando Dinha surgiu e pulou no pescoço de Carol, jogando Andreia para o outro lado.
Carol deixou Dinha cair, e correndo foi procurar os olhos de Andreia, que já estavam frios e cheios de raiva, dessa vez, sem conseguir esconder o que ela realmente sentiu.

Dinha foi dar um beijo nos lábios de Carol, como de costume. Por sorte Carol imaginou que ela fosse fazer isso e virou o rosto. Não foi o suficiente, Andreia abaixou a cabeça e começou a andar sozinha em direção a casa. Ela não conseguiria passar por aquilo de novo, lembrou da traição de sua ex mulher e começou a chorar.

Carol foi correndo atrás dela e a segurou pelo braço. “Ei, não chora, ela não é ninguém, por favor, eu sou sua agora!” Dinha, que estava logo atrás ouviu e fez questão de comentar “Então essa é a tal da Andréia? Porque da última vez, você falou o nome dela várias vezes durante o sexo”. Foi a gota dágua, Andreia se soltou dos braços de Carol e saiu correndo.

“Nunca mais fale comigo ouviu? Eu não quero nada com você!” Carol gritou com Dinha e saiu correndo atrás de Andreia. Encontrou ela quase atravessando a rua e sendo atropelada em frente ao seu prédio. Segurou ela pela cintura, impedindo que um carro em alta velocidade a atropelasse.

“Para! Eu já disse, eu sou sua agora, eu nunca senti o que eu senti esses poucos dias com você, por favor, para e me escuta” – Carol já estava em desespero
“Eu não quero saber das suas aventuras! Eu não aguento isso, eu não sei dividir ninguém, e eu não sou boa em joguinhos de sedução!” – Andreia estava decepcionada, estava realmente começando a se entregar.
“Não tem divisão, não tem joguinho, ou será que você ainda não percebeu que eu to apaixonada por você?” – Carol falou o que estava tentando não dizer, não queria assustar Andreia, mas falou.

Andreia, pegou o rosto de Carol e a beijou calorosamente. Entre lágrimas e beijos balbuciou:
“Se você me machucar, eu prometo, eu te mato!”

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