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Brincadeiras do destino – Cap 15

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Mas nem os sonhos mais perfeitos e os desejos mais profundos de Andreia conseguiram que o fim de semana durasse eternamente. Foram 2 dias praticamente trancadas em casa, Carol e Andreia só queriam saber de ficar juntas. Estavam naquele inicio de namoro perfeito, onde nada era errado, onde ninguém mais importava a não ser uma a outra. Só não desligaram os telefones, porque seria demais né? Andavam só de calcinha e soutien pela casa, se agarravam, e faziam sexo onde desse vontade, dormiram no sofá depois do almoço, acabaram com duas garrafas de vinho no jantar, foram dormir com o dia amanhecendo fazendo amor, tomaram banho juntas e o principal, conversaram bastante. Era bom nesse início para que se conhecessem melhor, afinal de contas, elas se conhecem há pouquíssimo tempo, exatamente o mesmo tempo que estão namorando. Mas nem com toda a conversa e toda a intimidade criada naquele final de semana, Andreia contou da carta.

A segunda chegou, Carol como de costume, tinha dormido na casa de Andreia, já que era bem mais perto do shopping. Mesma rotina da semana passada, Andreia deixou Carol e depois seguiu para o trabalho. E no mesmo instante que Carol sumiu na porta do shopping em direção a loja, os pensamentos de Andreia correram para a carta e para Diana. O que será que ela queria voltando pro Rio assim do nada? Justo agora que Andreia tinha finalmente superado e seguido em frente. Ou será que no final das contas ela não superou nada e todo o sentimento por Diana estava apenas escondido? Era muito cedo para Andreia conseguir definir os seus pensamentos. No mesmo transito de sempre, ouvindo o mesmo programa de rádio de sempre, seguiu para o trabalho.

Deve ter sido programado, porque a manhã de segunda foi tão cheia de trabalho que Andreia, pôde esquecer de vez (pelo menos durante aquelas horas) todas as confusões que estava prevendo com a chegada da carta de Diana. Já passavam das duas quando ela conseguiu uma folga no escritório para comer alguma coisa! Pegou o celular e quando foi mandar uma mensagem pra Carol, viu que tinham 2 mensagens não lidas e 1 chamada perdida. As duas mensagens eram de Carol reclamando que tinha almoçado sozinha e avisando que tinha esquecido o carregador do celular na casa dela, e que provavelmente iria dormir lá novamente na segunda, já que teria que passar lá para pegar o carregador e aproveitava e ficava pro dia seguinte. Andreia respondeu dizendo que adoraria a companhia e confirmando a programação. E então, resolveu ligar para o tal número desconhecido. Chamou, chamou, chamou e então caiu a ligação. Era estranho, nem todo mundo tinha aquele número dela, era o de uso estritamente pessoal. Deixou pra lá, comeu e correu de volta pro trabalho.

A tarde não foi melhor do que a manhã, novos projetos, reuniões com clientes, discussões com o chefe e uma quase demissão do estagiário. Realmente, o dia tinha sido longo demais pra ela. Correu para casa para tomar um banho gostoso, preparar uma comidinha para esperar sua menina. Era tudo que precisava, um colo quente e beijos lentos para curar seus problemas.

Já em casa, andando de calcinha e camiseta pela casa, organizando a bagunça de pós fim de semana, por volta das 7 e pouca a campainha tocou. Era impossível ser Carol, afinal o shopping só fechava por volta das 10, a não ser que tivesse dado algum problema. Correu na porta, olhou pelo olho mágico e viu o que ela não queria e nem imaginava ver. Aquele cabelo loiro natural, cheio de dreads com um lenço amarrado. Mochila de pano nas costas e chinelos de dedo. Andreia sabia quem era, mas preferiu que não soubesse. Abriu a porta, não tinha como deixar Diana esperando eternamente. Diana sorriu, aquele sorriso derreteu uma parte do coração de Andreia.

– Ué, não está feliz em me ver Déia? – A frase de Diana se seguiu de um abraço apertado e um estalinho nos lábios paralisados de Andreia. Diana foi entrando. A segunda estava no fim, mas as confusões, pelo visto, estavam só conversando.

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