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Brincadeiras do destino – Cap 13

Música para embalar esse post
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A semana passou numa calmaria só. Se viam todos os dias, mesmo que fosse para almoçar juntas, ou apenas para conversar um pouco no quiosque da praia. Se falavam quando dava, ou melhor, quando o trabalho permitia e assim chegaram ao fim de semana sem grandes acontecimentos. O que na verdade era um grande alívio.

A sexta chegou, Andreia estava louca para que chegasse o horário de ir embora. Na verdade ela não tinha horário, podia ir embora a hora que quisesse, assim que todos os projetos estivessem prontos. Carol ainda iria demorar mais, sexta é sempre um bom dia de vendas, e aquele sorriso cheio de segundas intenções costumava render boas comissões.

Carol iria sair da loja e iria direto para a casa de Andreia, tinham combinado de ir a um barzinho, comer algo, beber um pouco e namorar também. Como Andreia morava sozinha, já era meio implícito que Carol fosse passar o fim de semana lá, e não precisou nem de acordo verbal para que isso acontecesse, na sexta Carol já estava de mala pronta para só ir embora na segunda de manhã.

O dia foi chegando ao fim, e 18:20, o que era um recorde, Andreia conseguiu sair do escritorio e ir pra casa, estava doida por um banho de banheira bem longo, uma taça de vinho e uma cama macia pra esperar sua menina. E assim foi, pegou o carro, enfrentou o transito e chegou em casa, quase às 19h. Como Carol só iria sair do shopping depois das 22h ainda tinha bastante tempo para se organizar. Estacionou na vaga de sempre, tirou as milhões de bolsas do banco de trás, passou na caixinha do correio e entrou no elevador. Conta, propaganda, conta, conta, propaganda e uma carta meio estranha. Afinal de contas, quem ainda mandava cartas?

Entrou no apartamento, jogou tudo no canto de sempre, deixou a chave em cima do móvel e ficou encarando aquela carta estranha. Se jogou no sofá, arremessou o sapato longe e abriu. O coração bateu mais acelerado do que nunca. Não importa quanto tempo passasse iria reconhecer aquela letra em qualquer momento da sua vida.

“Déia! Quanto tempo! Espero que essas palavras cheguem até você. Estou com saudades! Pois é, depois de tanto tempo longe de tudo, cansei desse isolamento todo, estou voltando ainda este mês e espero te encontrar. Acho que o endereço continua o mesmo né? De repente bato aí na sua porta qualquer dia desses para tomar um vinho e comermos uma salada fria daquela que eu fazia, ok? Ahhh, se prepare! Aprendi novas receitas por aqui, você é minha cobaia!
Um beijo, Diana”

Andréia leu e releu a carta várias vezes. O que iria fazer? Porque depois de tanto tempo, agora que ela estava tão bem com Carol a Diana voltaria? Será que contava para Carol da carta ou não? Era contra mentiras, mas será que valeria a pena correr o risco de estragar tudo por causa de uma pessoa que ela não queria mais? Será que ela realmente não queria mais?

Eram muitas perguntas. Guardou a carta em sua caixinha de jóias, trancou com a chave e se enfiou na banheira. Eram muitos pensamentos, indo e voltando no tempo, e começou a perceber que o relacionamento dela com a Carol iria precisar, em pouco tempo, mostrar qual era realmente sua força.

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