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20 e Poucos Anos – CAP 89

Nota da autora: Oi, meninas! To passando só pra pedir desculpas pelo atraso e pelo capítulo pequeno essa semana. Também pra informar que infelizmente o da semana que vem talvez seja igualmente curto. Estou num processo complicado por aqui e preciso do meu tempo livre pra resolver, logo não vou ter o tempo que eu preciso pra pensar e que eu gosto pra revisar a história nessa e na semana que vem. Espero que compreendam. Abraços!
– Susan Dover! Mas isto é que é uma surpresa!
A ruiva mais que depressa soltou a mão de Samanta e olhou para a porta assustada.
Samanta também levara um susto, mas se recompôs rapidamente.
– Senhora François, que surpresa! – disse a morena.
– Olá, Samanta! – disse adentrando o ateliê com um olhar sedutor que foi percebido por Susan. – Estava no bairro vizinho e aproveitei para ver se meus vestidos já estão prontos.
– Faltam alguns detalhes ainda, Senhora, mas posso lhe mostrar.
– Faça isso, S’il vous plaît.- e voltando-se para Susan disse – A fama deste pequinino ateliê chegou a Paris? Que me lembre você estava morando lá, não é isso? Ou estou enganada?
– Não está. Ainda moro lá. Estou aqui apenas por negócios.
– Aqui?! – perguntou Sophie com uma desconfiança que não conseguiu esconder.
– Sim, recebi um pedido e precisava de um ateliê para fazê-lo.
Nesse momento, Samanta se aproximou com um vestido nas mãos e ficou atenta ao ver as duas moças conversando:
– Ah, Sim! Fiquei sabendo que René Fourrié a dispensou.
– As notícias correm rápido. – disse Susan sem jeito.
– Apenas as melhores. – disse Sophie com um sorriso venenoso e pegando o vestido das mãos de Sam, continuou, fingindo distração – Mas ainda estou curiosa de como veio parar aqui.
– Bom, fui requisitada pela Senhora Lafaiete para fazer um vestido e Samanta…
– E eu fiquei sabendo por uma antiga empregada da Senhorita Dover que ela estava sem ateliê, então ofereci o espaço. – disse Samanta mais que depressa.
Susan ficou confusa com a mentira que fora inventada, mas não questionou nada ali, perguntaria em outro momento. Então apenas concordou:
– Sim, e fico muito grata por isso.
– Oh, sim! Havia esquecido que vocês eram muito amigas há algum tempo. – falou a francesa com um tom carregado de segundas intenções o que deixou Susan muito incomodada e ela disse:
– Éramos vizinhas e a convivência sempre foi cordial.
Naquele momento, Samanta percebeu que nem mesmo uma amizade verdadeira seria possível com Susan. As fofocas que surgiram na época em que ela fora descoberta nitidamente ainda assombravam a jovem Dover e ela não se sentia nada confortável com aqueles rompantes de indiferença que ela tinha, os quais com certeza seriam constantes.
Susan, por outro lado, percebeu o que acabara de fazer e repensou suas atitudes. Nunca seria digna nem da amizade de Sam se não tentasse esvair de sua mente o medo que tinha do que as pessoas pensavam. Além do mais, sabia ela que a francesa estava numa situação muito parecida com a sua, podia insinuar o quanto quisesse, mas julgar Susan ela não podia.
– Fiquei sabendo da senhora Lafaiete. – disse Sophie com um sorriso falso – Parabéns!
Tomada de uma nova energia, Susan respondeu de nariz empinado:
– Obrigada! Realmente, apenas as melhores notícias correm rápido. – e deu um sorriso de triunfo.
Sophie não gostou daquela confiança. Então, depois de dar um risinho de poucos amigos, voltou-se para Sam dizendo:
– Deixe-me ver, mon chéri.
Samanta estendeu o vestido e Sophie passou o olho rapidamente.
– Este irei provar logo, o outro não precisa nem desdobrar. Vejo depois.
– Como quiser Senhora. O provador é logo ali.
– Talvez eu precise de sua ajuda. – disse Sophie de um jeito sensual tocando o braço de Samanta demoradamente e depois deslizando a mão devagar ao tirar.
Samanta sabia o que Sophie estava fazendo, mas não conseguiu evitar ficar excitada, afinal a francesa a atraia muito e havia praticamente uma semana que não se viam intimamente. Porém, ao lembrar-se que Susan estava ali, ela apenas sorriu sem jeito.
A jovem Dover, que observava tudo, ficara extremamente incomodada e tinha consciência do que era aquilo: ciúmes. Para sua sorte a energia que recebera a pouco ainda ardia em seu corpo, então olhando para o relógio na parede do ateliê ela disse:
– A hora está avançada. Meu trem sai em uma hora, tenho que ir. – se aproximou de Samanta e segurando-a pelos dois braços a puxou e encostou suas bochechas nas da morena. Depois disse – Muito obrigada por tudo, Sam. Essas duas semanas que passei aqui foram muito prazerosas. Lembrou-me os velhos tempos.
Então, voltando-se para Sophie disse:
– Até mais ver, querida! – e com um sorriso falso acenou movendo apenas os dedos e saiu.
Sophie estava possessa e jogando o vestido sobre uma cadeira próxima perguntou:
– Era por isso que não podia me ver aos finais de semana?
– Você sabe exatamente porque eu não podia.
– Por que não me disse que ela estava aqui? Se não chego de surpresa nem ficaria sabendo.
– Não vi porque contar, afinal ela nem era amiga sua.
– Não se faça de tola e nem pense que eu sou uma, Samanta. Todos das redondezas sabem que você e essazinha tinham um caso.
– Eu sinceramente não sei do que está falando. Mas supondo que tenhamos tido algo ou que esteja tendo algo com ela, não entendo sua raiva, sou livre. A Senhora esquece disso com muito facilidade.
– Sim, mas com ela não me agrada.
– Primeiro Lourdes e agora Susan. Daqui a pouco você vai me pedir em casamento, “monamor”. – disse Samanta da forma cafajeste que ela sabia que Sophie adorava.
– Faça um favor ao francês e fique de boca fechada. Seu francês é terrível!
– É verdade, mas tem uma coisa em que sou realmente ótima… – e pegando o vestido continuou – venha por aqui para eu lhe mostrar, Senhora François. – e caminhou até o provador sendo seguida por Sophie.

 

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