Search for content, post, videos

20 e poucos anos – Cap 43

– Aqui está um exemplo de jovem para nos trazer a vitória. “Um garoto trabalhador e cheio de energia.” – disse Edward assim que Samanta se aproximou o suficiente.

Sam, por sua vez, não entendeu nada, mas ao perceber o olhar de interesse do Senhor Roger e uma expressão assustada no rosto de Susan, ela sentiu-se acuada.

artes-facebook

– Bom – intrometeu-se o Senhor Lorenzo – vamos torcer para já termos jovens o suficiente para batalhar. Não vamos querer mandar todas as nossas crianças para a guerra, não é mesmo? – disse isso e segurou os ombros de Sam de forma protetora.
– Guerra?!?! – gritou o pensamento de Samanta.
– Na verdade pai – iniciou Carina – acredito que em uma guerra quanto mais soldados, melhor, ou estou errada, General Dover? – perguntou dando uma olhada de esguelha para Sam.
– O que ela pensa que está fazendo? – questionou-se Samanta assustada.
– Isso é verdade, Senhorita Santello. E eu como General poderia convocar qualquer um, a qualquer hora. – respondeu o Senhor Dover com genuíno interesse, pois a amizade daquele mendigo com sua filha não o agradava nem um pouco.
– Mas pelo visto, este garoto aqui teria que contar somente com Deus, pois a coragem lhe falta desde já. – falou Edward rindo, ao ver a expressão de terror de Sam.
– Não tenho medo da guerra! Para proteger as pessoas que amo e a nossa nação, batalho contra quem for. – gritou Samanta ao ouvir o riso zombeteiro do noivo de Carina.
– Interessante saber disso, meu rapaz. – respondeu o Senhor Dover. – Um jovem que honra suas calças. – completou e olhou para o herdeiro Smith.
– No entanto…- apressou-se Susan a falar – Samuel é menor de idade. Não poderia ir, mesmo que quisesse. Ele tem apenas 16 anos. Não é mesmo, Sam? – perguntou ela a Samuel com medo da resposta que viria, pois ele estava com a cara emburrada e parecia orgulhoso demais para dizer qualquer coisa que soasse como covardia.

Samanta não queria dizer o que Edward queria ouvir, mas o fato é que ela não poderia ser convocada mesmo que quisesse, pois era uma moça e mesmo que fosse permitido, não poderia deixar que ninguém soubesse disso. Pelo menos não ainda.

– Sim, eu tenho apenas 16. – falou cabisbaixa.
– Que sorte a sua, garoto. – falou Edward e sorriu.

Susan e o Senhor Lorenzo suspiraram de alívio e nisso o motorista apareceu para informar que o carro estava pronto para partir.

A Senhora Debby deu um último beijo no Senhor Roger e ele entrou no carro que se afastou rocando o motor.

Assim que sumiu de vista e as Dover se afastaram, o Senhor Lorenzo perguntou entristecido:
– Porque você fez aquele comentário, filha? Sabe o quão delicado é o pensamento de Roger a respeito de Sam. Ele poderia levá-lo sem receios.
– Calma, Senhor Lorenzo! Não é como se estivéssemos falando de alguém da família aqui…- iniciou Edward.
– Para mim, Sam é como se fosse um sobrinho. – interrompeu o Senhor Lorenzo alterando um pouco o tom de voz. – E Carina sabe a delicadeza deste assunto. – ele olhou para a filha e depois balançando a cabeça para os lados se virou para voltar ao restaurante, mas antes de ir, disse para Samanta – E você fique longe dos Dover, pelo menos até essa guerra acabar….Sam!

Mas Samanta não ouvia, pois seu olhar estava preso ao de Susan que correspondeu antes de fechar o portão e entrar em casa.

sig_Gabi